Site Meter Três e eu: 01/06/11 - 01/07/11

13 de junho de 2011

Tô viva!

Sério mesmo que eu posso sentar e calmamente escrever um post pro meu querido e abandonado blog??? Ou será que vou assistir outro episódio de One Tree Hill??? Bom, acho que quero fazer as duas coisas, já que as duas últimas semanas, especialmente os 4 últimos dias, foram de correria total. Tô querendo saber se alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou...
  
A festa do Fá foi ótima, saiu (quase) tudo como esperado, todo mundo parece ter adorado a ideia do macarrão aos 9 molhos. Os dois molhos que eu tinha ficado em dúvida e foram incluídos quase na última hora (achei calabresa e frango ao molho branco muito "xinfrim", substituí por Pesto e Molho à matriciana) foram os mais elogiados - e os que eu mais comi também, rs. Os outros foram sugo, bolonhesa, atum, bechamel, quatro queijos, alho & óleo e ervas. A maioria eu nem provei! As massas, segundo o Fabrício, eram nhoque, espaguete e "penes", hahaha! Claro que, como sempre, sobraram quilos de macarrão - 7, pra ser mais exata. E 6 de nhoque, mas esse é culpa da minha mãe e eu tô muito "triste" por isso, rs. Preciso ainda fazer uma conta básica do que foi utilizado, porque provavelmente farei isso outras vezes, mas acho que é financeiramente mais viável - pelo menos pra mim, que prefiro gastar um pouco mais no vale alimentação do que usar do dinheiro contado do mês. Pra ter uma ideia, eu comprei mais ou menos 1,8kg de carne moída, mas não deve ter ido nem 1/2 kg!!! No geral, as pessoas comeram muito menos do que eu imaginei... Mas, em compensação, acho que também gostaram muito mais do que eu imaginei! Não fiz mesmo docinhos, só cupcake e mini-cupcake, mousse de maracujá e "copinho Ferrero Rocher", que era Nutella (tava muuuito barata, hohoho) com avelã, ou seja, trabalho mesmo só o de colocar no copinho (daqueles de 10ml, porque... né?). E o bolo, que eu finalmente acertei, mesmo a cobertura tendo passado longe da que imaginei - mas eu consegui fazer o Doki de chocolate, êêêêê!!!!! Enfim, tudo maravilha, o gazebo montado (foi uma novela), o frio que deu uma trégua, crianças se divertindo, pessoas que eu amo, convidados maravilhosos daqueles que a gente não convida só por educação (e veio quase todo mundo que a gente esperava!), eu quebrando o pau com marido a madrugada inteira e fazendo as pazes depois (não brigar é bom, mas fazer as pazes é muito melhor!!! Mas pula essa parte que esse é um blog de família, kkkkkkkk)... Sem contar meu presente de dia dos namorados ma-ra-vi-lho-so que veio na sexta enquanto eu fazia o bolo, exatamente como foi no aniversário do Thi. Se eu não tivesse gostado tanto deles (um celular e um netbook), teria quebrado na cabeça dele!!! :D


Primos, no final da festa!

Tivemos um pequeno probleminha na hora de dar o primeiro pedaço de bolo. Quando eu perguntei pra quem ele daria (expliquei que a gente dá o primeiro pedaço pra alguém de quem gosta muito), ele disse que seria pra Noemi, a prima que é só um mês mais velha que ele, que se adoram, que nunca se vêem. Na hora de entregar, ele mudou de ideia e disse "Não, não! Pro Henry!", o primo que é só 6 meses mais velho, que também se adoram e que também quase não se vêem. Quando olhei pra Noemi, vi a carinha de decepção dela. E agora? A saída foi cortar dois "primeiros pedaços" e entregar quase ao mesmo tempo. Depois vieram vários outros "primeiros pedaços". Nenhum deles foi pra mim, pro pai ou pro irmão... :(

1 de junho de 2011

Semana que vem? Hein?

Eu tenho a impressão que o ano está pulando dias. Talvez semanas. Quem sabe até meses. Parece que foi ontem que eu disse que ia começar a trabalhar na festa do Fabrício. Fato é que o próximo final de semana é o último antes dela, eu estou exausta, sem pique pra nada e a única coisa que está pronta é o convite - e não foi nem entregue. E, não parece, mas eu ainda tenho tanta, mas tanta coisa planejada pra fazer que CER-TE-ZA que não vou conseguir fazer nem metade. Acho que vou ter que modificar a maioria delas, sem contar o que eu não tinha nem chegado ao nível de "planejamento", como os centros de mesa que acho que nem vão mais rolar. Vou ter que simplificar tudo - por exemplo, não farei docinhos, que sempre faço antes e congelo, porque sempre sobra muito. Como será jantar, farei "doces menos doces" em copinhos, como mousse de maracujá ou copinho de abacaxi (bolacha maizena, brigadeiro branco e um pedacinho de abacaxi; fiz uma vez, foi ótimo!). {Nota mental para um próximo post: trazer a foto e comentar sobre o presente que fiz no final de semana} Talvez até faça um pouco de brigadeiro pras crianças (são 10, pelas minhas contas), mas nada exagerado como sempre acaba sendo, nada que 1 lata de leite condensado não resolva. Ontem comecei a fazer a lembrancinha das crianças, um livrinho de atividades. Não cheguei nem na metade, mas acho que vai dar tempo e vai ficar legal... Então bora parar de bloggar e colocar a mão na massa, né?

Madame-louca, a missão!

E então sábado teve reunião na escola do menino maior. E eu não vim aqui comentar as notas dele (que são ótimas, por sinal. Orgulho²!!!!). Vim comentar que no meio da reunião surgiu o assunto mais temido pela maiora dos pais: sexo, namoro, beijo e cia ltda. Gente, é ÓBVIO que essas crianças estão numa fase de descoberta, onde tudo é curioso, novo, diferente!!! Eu até hoje acho meio "estranho" uma pessoa ter outra pessoa crescendo dentro dela, confesso. Imagine então uma criança de 6 ou 7 anos que não faz a menor ideia de como ela chegou lá! Eles também estão descobrindo o outro, percebendo que a sexualidade faz parte de nós, crianças nessa idade começam a "gostar" umas das outras e nem sequer têm muita ideia de como ou porque isso acontece. Mas acontece! E uma mãe levantou a mão dizendo que o filho tinha dito que ia "transar" com uma menina. Ela ficou horrorizada, disse que é "travada" e não consegue falar com ele sobre "esses assuntos" (e, convenhamos, quem de nós, mães-mortais-não-profissionais-da-infância-ou-da-psicologia consegue com facilidade???). Já tremendo, perguntou ao menino o que a palavra significava, e ele respondeu que é quando o pai senta do lado da mãe no sofá e beija na testa dela (???), ou algo parecido. Ela respondeu que era isso mesmo, é tudo lindo e eles foram felizes para sempre (isso depois de contar que, quando o filho perguntou de onde vêm os bebês, ela disse que era "do amor do papai e da mamãe" e mudou de assunto). Mas ela queria, na verdade, saber se já surgiu o assunto nas rodas de conversa que eles fazem diariamente. A resposta foi que não surgiu, mas, se surgir, elas não vão mentir. Eu levantei minha mãozinha e disse que acredito que eles não têm muita ideia do que está acontecendo - citei o caso do Thierry, cujo amigo foi perguntar se ele queria namorar com uma outra menina, e namorar seria só tomar lanche junto, conversar, etc. Eu acho que somos nós que supervalorizamos a situação, que tiramos conclusões baseadas na nossa vivência e que eles ainda não têm muita noção do que as coisas significam. E acho que nós não devemos sonegar a informação, senão eles ficarão mais curiosos ainda! Mentir, então, nem pensar! Afinal, a sexualidade faz parte de todos nós, é uma coisa normal e saudável, não acho que tem nada de "feio" ou "pecado" nisso (mas né? Não vamos abusar e vulgarizar!). E eu prefiro que ele saiba a verdade por mim, de maneira clara e correta, mesmo que eu fique nervosa e gagueje, o que é normal. Alguns comentários depois (e era a parte que eu mais queria contar), levanta uma mãe lááá no fundão, esbravejando. Adivinhem quem era... Quem? Quem? Quem? Sim, madame fura-fila!!! Com cara de poucos amigos, ela conta que a filha chegou em casa cantando "umas músicas horrorosas", uma que dizia que "não-sei-quem era biba" e outra que "falava um palavrão mesmo, terminava com C-U" e que ela QUERIA SABER onde é que a filha está aprendendo essas coisas, porque pra criança repetir "tem que ouvir muuuitas vezes". A professora, muito fofa e educada, respondeu sem-graça que "na sala de aula é que não é", e que "a escola não é Deus", não dá pra tomar conta de todas as crianças o tempo todo (vale lembrar que eles têm horário de recreio e só passam 4h e meia ali!). Eu SIDIVIRTO! Me deu uma vontade louca de levantar e gritar "SE LIGA, MINHA FILHA!!!!", mas só disse que a música chegou em casa também (é o "Baby", do Justin Bieber, que virou algo do tipo "vou te contar que o Justin é biba, biba, biba, oh!"), eu perguntei se ele sabia o que era biba, ele disse que sim, que era "gay", eu perguntei o que é gay e ele disse que é "um homem que gosta de outro homem". Eu confirmei, disse que é isso mesmo, que existe, mas que não é legal ficar cantando esse tipo de música. Pronto, sem polêmica, sem aguçar a curiosidade, sem falso puritanismo. Outra mãe confirmou que crianças não precisam de muita repetição pra "pegar" esse tipo de besteirol. Saí de lá indignada com a arrogância e a prepotência com que ela perguntou "onde é que a filha está aprendendo essas coisas", como se fosse a professora a ensinar na sala de aula. Vai ver ela está aprendendo na mesma escola onde está aprendendo que furar fila é perfeitamente normal, dona!