Site Meter Três e eu: A louca
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28 de fevereiro de 2012

Resumo do resumo. Se é que eu consigo.

Olha só como vocês, minhas QUATRO leitoras (tá bom assim, Keylla??? hahaha), são "sortudas": eu trabalho diretamente em rede e dependo dela pra tudo. Só que, justo hoje, resolveram fazer uma manutenção. Exatamente neste momento. Ou seja, não há nada que eu possa fazer agora, a não ser abrir o bloco de notas e começar a rascunhar um post até ela voltar. É um resumo das férias. Então 'bora começar, antes que volte, hahaha! 

(É claro que foi só terminar de escrever isso que voltou... hahaha! Ok, fico até mais tarde pra escrever...)
Dezembro:
Ano Novo
Ah, como eu adoro dezembro!!! Fora as festas e as férias, tem sempre a expectativa por elas. Não dizem que o melhor da festa é esperar por ela? Pois é. Enfeitar árvore de Natal, planejar viagem, comprar presentes, arrumar as malas... tudo faz parte. E, por mais chato que alguns desses momentos possam parecer, no fim das contas posso dizer que amo muito tudo isso (mas não amo McDonalds!). Passamos a semana inteirinha entre Natal e Ano Novo na casa da minha mãe, foi delicioso. Os meninos se divertiram muito com os primos e eu recebi visita das melhores amigas do mundo. Não tem nada melhor! 
Janeiro: 
No dia 2, segunda, logo de manhãzinha, começava nossa viagem de férias. Primeira vez dos meninos fora do roteiro "casa da vovó". Três diárias reservadas no hotel, um GPS e uma mala, e lá fomos nós, com a cara e a coragem, conhecer Caldas Novas/GO. Foi tudo muito gostoso, até as cansativas 7 horas de viagem (porque já estávamos na minha mãe, que é caminho). Tanto que, chegando lá, dei uma choradinha pro gerente e conseguimos mais uma diária quase pelo preço que pagamos na promoção (comprei as três em pacote de compra coletiva, foi super barato!). O hotel só tinha café da manhã (exatamente igual todos os dias), não tinha nem outra opção de refeição, mas era muito aconchegante. E os hóspedes se sentem à vontade para comprar ou fazer comida e comer ali no apartamento mesmo. E sem aquela chatice de frigobar, que enche os olhos das crianças e tem que ficar conferindo depois. Era geladeira mesmo, super prático. Na terça, dia seguinte à chegada, fomos conhecer um parque que me foi indicado ali mesmo, na recepção do hotel. Tínhamos ido passear no centro da cidade e ganhamos um cupom que daria direito à entrada por 5 reais cada adulto, com a condição de assistirmos a uma palestra (chatésima) de 50 minutos antes. O que a gente não faz pra economizar 90 reais??? Mas o parque era maravilhoso e nos divertimos à beça. Só teve um problema: esquecemos de passar protetor solar (tava frio e chuvoso quando chegamos) e estávamos quase cozidos no outro dia... Os meninos me surpreenderam, foram em toboáguas altíssimos que eu mesma achei que não teria coragem de ir. Sem exagero, devo ter subido as escadas pelo menos umas 10 vezes. Na saída compramos ingresso para outro parque e o plano era ir nele na quarta e na Pousada do Rio Quente, a famosona e cara, na quinta, que era aniversário do marido e ele não pagaria - pão-dura, eu??? Pão-dura não, econômica, hahaha! Só que no dia seguinte estávamos completamente exaustos e ardidos, resolvemos ficar no hotel e ir naquele que já tínhamos comprado na quinta. Que decepção! Chegamos lá e vimos que, justo naquele dia, as águas estariam frias pra medição de não sei o que. Ficamos meio revoltados e eu já queria meu dinheiro de volta quando soube que todos os parques estariam assim, mas que a água quente voltaria logo. Resolvemos ficar. Mas o parque era tão ruim que almoçamos (estava incluso no ingresso) e fomos embora. Ruim do tipo  atrações que fecham pra almoço, piscina de criança cheia de insetos (até aranha tinha), escorregador que não escorrega, cheiro de xixi nas escadas do toboágua e falta de placas e avisos de instruções ANTES de você subir neles (subi uns 15 metros em caracol e descobri que o Fá não tinha altura pra descer, no outro descobri que eu tô gordinha demais e o brinquedo só aguenta até 70kg, hohohoho). Sem contar a bomba do toboágua que queimou quase na vez do marido, que estava havia um tempão na fila. No fim das contas, aproveitamos muito mais no hotel, porque os meninos ficaram na piscina e eu, que não aguentava mais o sol, fiquei perto deles, mas navegando na internet, hehe. Depois de tudo isso (e de aguentar o Thierry falando quase sem parar nas 7 horas da viagem de volta), a ideia era passar mais 2 ou 3 dias na casa da minha mãe. Mas já estávamos quase no 4º dia quando eu resolvi me jogar da escada e torcer bem feio meu pé. A foto aí do lado é do dia seguinte, quando ainda não estava nem roxo. Depois de uma hora no hospital (isso porque já era mais de meia-noite e porque não fiz raio-x, pq não tinha), um "enfaixado" mal-feito, um enfermeiro dorminhoco (na hora do plantão) e um remédio pra dor que não fez nem cosquinha, eu resolvi ficar a semana toda por lá. Casa de mãe, sabe como é, a gente vai ficando, ficando... até que vc se toca que já deu. Meus sobrinhos ficaram com a gente uns dias, já que a mãe os abandonou (muahahaha! Sacanagem, aposto que ela chorou mais que eles, que não derramaram nenhuma lagriminha! muahahaha de novo!) e foi muito divertido. No fim, voltei pra casa e só tive uma semaninha pra curtir as férias antes de voltar ao trabalho. E, ainda com uma baita dor no pé, não consegui fazer tudo o que eu queria nas férias. Mas, com tudo isso, posso dizer que foi uma das mais divertidas das nossas vidas. Já tô pensando nas próximas...

Fevereiro:
A gente volta ao trabalho, as crianças voltam às aulas e a vida volta à rotina. Já está na hora de começar a pensar, ainda que vagamente, no tema da festa do Fá, já que falta pouco mais de 3 meses. Ele anda numa fase "super-herói", embora não assista esse tipo de desenho/programa. Vira e mexe fala que é ninja, gosta de brincar de lutinha com o irmão, adora se vestir de Power Ranger. Mas eu acho que ainda não é por aí o tema da festa. Já falou em "Power Rangers contra ninja" (ideia dele), hoje já falou em Agente Urso, depois falou em festa junina, uma ideia que dei semana passada, já que a festa será em junho e eu tenho mesmo vontade de fazer algo do tipo. Mas antes disso preciso começar a pensar na Páscoa. Quero fazer os ovos de colher como os do ano passado, que renderam um bom dinheirinho. Como eu tenho tempo (ano passado tivemos a ideia uns 15 dias antes da Páscoa e foi a maior correria), quero fazer um cartaz mais bonitinho, procurar uma embalagem com mais calma, essas coisas. Também estou planejando fazer mais uma festa esse ano, já que eu e marido comemoraremos 10 anos de casados. 10 anos de casados!!! Isso é pra comemorar, né não? Resta saber se teremos dinheiro pra tanto... Enquanto não sei, vamos planejando que sonhar não custa nada. Mas agora chega de falar (será que alguém aguentou ler tudo??? hahaha), tenho que ir pra casa fazer um bolo que recebi de encomenda. É o bolo igual ao que fiz pra comemorar o aniversário do marido só que, em vez de cerveja será Coca Zero. Será que vai dar certo??? Torçam aí!


Aniversário do meu amor
 
Bolo de nozes. O o povo gostou.


27 de fevereiro de 2012

Retomando o ar

Então. Eu sei que faz pelo menos uns 3 meses que não escrevo decentemente aqui. Não é falta de assunto, não é falta de tempo. É pura e simples falta de "tesão" - sem motivo. Mas agora tudo mudou. Acontece que semana passada eu me senti "fortemente ameaçada", sofri quase bullying mesmo, por uma amiga que não vou citar o nome, mas começa com "La" e termina com "rissa". Como ela estava muito brava com as amigas que param de escrever sem dar satisfação e disse que ia parar de seguir um monte de blog que não estivesse atualizado, eu fiquei preocupada!!! Daí resolvi vir aqui dizer que eu NÃO parei com o blog, não sumi, não estou sem novidades, nada assim. Eu sou daquelas que passa hoooras pensando no que vai escrever, em como vai sair o post, elaborando as frases, pensando em fotos pra colocar e isso me dá cada vez mais vontade de vir correndo aqui contar pra TODAS as minhas 3 leitoras. Mesmo quando eu acho que ninguém vai ler, ou quando só preciso desabafar, eu simplesmente adoro escrever. Só que ultimamente esse desejo não tá vindo. Tenho feito isso no Facebook, que é bem mais rápido e prático, além de mais pessoas lerem, justamente por ser mais rápido. Mas no blog, tá mais difícil. Desde que comecei a blogar, há 9 anos, essas paradas têm sido até que frequentes. Todo começo ou recomeço pra mim é empolgante, mas uma hora vai diminuindo... É como uma pausa pra retomar o fôlego e mergulhar novamente. De cabeça.

Eu vou me esforçar pra escrever mais, prometo. E vou tentar voltar rapidinho! :)

(Lari, desculpa a brincadeira!!! Espero que não se importe!!! Beijinhos)

1 de dezembro de 2011

Bloggerbook.com

Acho que todo mundo gosta de receber elogios, né? Eu não sou diferente, claro! Sempre fico feliz com os comentários DAZAMIGA aqui, e ontem fiquei bem feliz com os comentários de duas primas (uma minha, uma do marido) após mais uma bobagem que escrevi no Facebook. Uma delas sugeriu que eu escrevesse um livro, mas lógico que não chega a tanto. Mas aí eu me dei conta de uma coisa. Todo mundo sabe que eu tenho blog há muito tempo - esse mês fará 9 anos (!!!) -  e que eu parei e voltei várias vezes, a maioria delas por preguiça ou falta de tempo. Por esse mesmo motivo, faz um tempão que eu não escrevo aqui, mas nunca parei de postar as bobagens no Facebook. Só que tudo isso vai se perder num espaço muito pequeno de tempo. Então eu resolvi que, sempre que eu puder, vou colar as mesmas besteiras aqui para que os meninos possam ler e, quem sabe, rir deles mesmos um dia. Então, por favor, não me matem se vocês acabarem lendo duas vezes a mesma história. É pelo bem das minhas criancinhas!!! :D

18 de novembro de 2011

Petisquinho de batata

Sábado, enquanto eu fazia coisas de mulherzinha (depilação, unha, chapinha) pré-feriado, marido fazia pães pra festa de logo mais na casa da sogra. Sozinha em casa, 5 da tarde, uma festa por vir e uma fome de matar. Procurei algo gostoso e que não me enchesse muito, nem desse trabalho. Na geladeira encontrei um saco de batatas compradas uns dias antes em promoção. Eu não costumo comprar batatas muito pequenas, acho uma chatice e um desperdício descascar, mas o preço estava bom e era só o que tinha, resolvi trazer para fazer conserva. Porém, naquele momento, as batatinhas eram do tamanho ideal. Daí surgiu a "receita" que serviu como petisco e acabou virando o lanche de ontem. A combinação perfeita de duas coisas que amo: batata e bacon. Delicinha! Vou colocar a "receita". Vai que você quer testar só pra dizer que eu não tenho razão, né? :) É bobinha, gente, e não é nada de se fazer "ohhh". Mas é boa demais!

-Batatas bem pequenas (para lanche, usei cerca de 4 por pessoa; para petisco, acho que 2 está bom. Mas tudo depende do tamanho da fome da sua família/convidados)
-2 cubos de bacon (sem fritar) por batata
-Queijo ralado
-Cheiro verde
-Sal e azeite para temperar

Cozinhe as batatinhas no microondas pelo equivalente a 2 ou 3 minutos cada - vai depender do seu microondas. Não esqueça de fazer furinhos na casca para elas não explodirem. Depois de cozidas, corte-as ao meio, faça pequenos cortes ou buraquinhos no centro de cada metade (sem tirar a polpa) e insira um cubinho de bacon. Arrume-as num refratário ou forma, coloque sal e um fio de azeite por cima, salpique um pouco de queijo ralado e cheiro verde e leve ao forno ou ao grill do microondas até você achar que está bom (é só o que eu posso dizer, não sei o tempo, hahahaha!). Sirva com batata palha, salada, outro acompanhamento à sua escolha, ou manda ver sozinhas mesmo (a batata é sua, você come como quiser, oras!!!). Agora é fato que eu sempre terei batatinhas-inhas na geladeira, hehehe.

3 de novembro de 2011

Recado dado

Recado para a fuçona que entra aqui todo dia e fica reclamando que não tem nada:

Mariana: Para de encher o saco e vai cagar. O blog é meu e eu escrevo quando eu quiser. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E não precisa entrar, dãr! Olha no painel que é mais fácil (igual eu faço pra ver se você postou notícia dos meus sobrinhos mas, hunf! Nem falo nada! hahaha)

(Brincadeirinha, ando meio sem paciência pra escrever... também não tem nada muuuito importante pra contar...)

17 de outubro de 2011

Só uma coisa

Só uma coisa pra dizer: PRE-GUI-ÇA. E nada mais.

26 de setembro de 2011

Segunda, ainda.

É claro que não consegui sequer sentar pra escrever alguma coisa no findissemana. Sábado corrido, com reunião na escola do Thierry pela manhã (diz se não é pra eu ficar com cara de boba com um boletim só com "plenamente satisfatórios" e uma professora me dizendo que estaria feliz se tivesse "30 Thierrys" na sala dela?...) e a tarde rodando o shopping atrás de uma chuteira (tem que ser chuteira, não pode ser tênis!!!) pro Fabrício ir pra escola. Porque pode não parecer, mas aquele pé cresce!!! E o pobrezinho resolveu perder até as chuteiras novas. Sexta e sábado eles dormiram na avó e só voltaram ontem à tarde (peguei pra ir comprar os tênis e devolvi em seguida), o que me permitiu fazer a faxina, já que ainda tinha vestígios de festa espalhados pela sala. Ou seja: eu já tô cansada e ainda é segunda. Demora muito pra chegar sexta???

21 de agosto de 2011

Neurose? Não, obrigada! (parte 2)

Sério. De vez em quando vou navegando por um blog sobre maternidade aqui, outro ali, vou seguindo links... tem uns muito legais, mas tem outros com os quais acabo me irritando. Ou são bandeiras muito ferrenhas levantadas, ou são ideais muito radicais levados a ferro e fogo, ou é gente que simplesmente fala umas merdas que vou te contar! Preciso dizer: sou TÃO feliz levando a maternidade de forma natural, sem neuras, sem crises, sem extremo rigor, sem listinhas de "aqui em casa não pode" ou "meus filhos não fazem/ não podem/ não têm", com direito às minhas frustrações particulares, aos meus dias de mau humor e TPM, aos meus momentos de necessária introspecção. Tenho minhas convicções e sou coerente com todas elas, mas não me sinto mal quando resolvo mudar de ideia ou sair da linha de vez em quando. Nem quando faço algo que não segue à risca o que "especialistas" dizem. E tenho certeza absoluta que estou criando seres humanos saudáveis, sociáveis, independentes, educados, respeitosos, felizes e bem resolvidos. Já algumas loucas que vejo por aí, não tenho tanta certeza...

Já havia escrito sobre isso em abril. Mas vi tanta baboseira essa semana que resolvi escrever de novo. Tenho saco não!

UPDATE: Esse é o desabafo de alguém que está há quase 9 anos na "blogsfera maternal" e já viu "de um tudo". Mas vejo muito, mas muito mais estresse e neura hoje do que quando ganhei meu primeiro filho... E olha que eu conheci gente louca nesse mundo, hein?

12 de agosto de 2011

Tô rosa chiclete!

Primeiro, Mari e Deia, obrigada pelo palpite no post anterior! Deia, sabe que eu nem tinha pensado em como é gostoso pras outras crianças aguardarem um dia de festa??? Então, eu já tinha decidido fazer o convitinho pro Thierry e já tinha até os dizeres mais ou menos na minha cabeça (que será algo do tipo "No dia 29/08 não traga lanche! Vamos comemorar meu 8º aniversário na escola, na hora do recreio). Tudo planejadinho e daí, quando coloquei no papel na tela não ficou como eu esperava e eu recorri ao bom e velho GUGOL pra ter ideias - porque eu não quero um convite como eu faria em casa, quero no estilo que eu escrevi aí, já que eu quero que ele sirva apenas para que as crianças não levem lanche, e não presente, como já expliquei. Não tem nada muito diferente, tudo muito normal, convites normais, muitos fofinhos, mas fora do que eu quero. Até que eu encontrei isso. Tô passada. Esse post vai até pro marcador "desabafo". E olha que eu não tô nem falando da falta de pontuação ou dos erros de português de outros modelos. Porque tem mais "obras-primas" como esta, claro!

2 de agosto de 2011

Sonho que se sonha só

Dizia Raul:

"Sonho que se sonha só/ É só um sonho que se sonha só/ Mas sonho que se sonha junto é realidade"

Eu tenho um sonho há muito tempo guardado, mas sempre foi "um sonho que se sonha só", pois o marido sempre foi redundantemente contra. Como era um sonho extremamente difícil de se realizar, fui guardando no cantinho e nem sonhava mais, então o fato dele não aceitar nem "doía". Com o tempo conseguimos que os meninos fossem para uma boa escola gratuita, o que impedia de vez meu sonho de se tornar realidade. Mas hoje o que eu jamais imaginei, aconteceu. Recebi um e-mail que acabava com a parte do "extrememente difícil de se realizar". Agora, o que dói é que ele está ali, esperando eu responder que quero. Mas - pelos meus filhos, só por eles - eu não posso. O e-mail que eu tanto sonhava veio com mais de 10 anos de antecedência. E meu sonho vai continuar sendo só um sonho que se sonha só.

17 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa???

Eu sei que meu bloguinho anda abandonadinho... e eu tenho tanta coisa pra contar... tanta coisa boa que aconteceu nesses últimos dias (né, Déia? :D )... Mas não vou contar agora não, estou na estrada e fico enjoada se leio ou escrevo por muito tempo. Saí há pouco da casa da mamãe e, como previsto, minhas crianças (as três, incluindo o sobrinho-afilhado) ficaram por lá. Eu já vinha conversando com os meus havia mais de um mês, falando que eles ficariam e eu não, e em nenhum momento eles esboçaram reação contrária; em vez disso, sempre se mostraram independentes e que não estavam nem aí se eu ia ficar ou não. E eu, feliz da vida que teria uns dias pra descansar da "função" de mãe. Sei que nem todo mundo entende o que isso significa, mas eu tava precisando de um tempo pra mim, sem ter que me preocupar com horários de banho, de comida, de escola e de dormir; com roupa limpa e passada, com lição de casa, com alimentação adequada e nutritiva, com o mínimo de atenção e brincadeiras; pra eu poder dormir até mais tarde, tirar um cochilo após o almoço nas minhas férias ou passar os 3 próximos dias largada na cama assistindo minhas séries preferidas sem dor na consciência; pra eu não ter que assistir Backyardigans ou Patati Patatá, pra poder sair mais tarde pro trabalho e depois ir direto pra casa e chegar mais cedo; e pra algumas outras coisas que eu não vou falar aqui porque este é um blog de família. Enfim, passei o dia brincando com eles que iríamos arrumar as malas pra vir embora. E todos dizendo que não. Eles permaneceram firmes e fortes até na hora de despedir, me abraçaram, beijaram, disseram que me amavam e que iam sentir saudade, felizes da vida. Só o Henry ameaçou ficar amuadinho quando eu comecei, de fato, a arrumar a mala, pediu pra ir embora, mas dissemos que eu não ia passar na cidade onde ele mora (que, aqui entre nós, é passagem obrigatória pra mim, hahaha), mas logo foram tomar banho de banheira e ele se distraiu - e, na hora que eu saí, ele gritou da banheira "te amo!". Fala se não é um lindo!?  Claro, quem não ficou firme e forte fui eu, que me emocionei quando o Thi me abraçou e disse que "ia sentir muuuuito minha falta", e em seguida o Fá fez o mesmo. Não teve jeito. Saí de lá com o coração apertado, com marido quase me puxando, mas feliz, porque sei que eles estarão felizes e bem cuidados (e levarão menos broncas, hahaha).

1 de junho de 2011

Madame-louca, a missão!

E então sábado teve reunião na escola do menino maior. E eu não vim aqui comentar as notas dele (que são ótimas, por sinal. Orgulho²!!!!). Vim comentar que no meio da reunião surgiu o assunto mais temido pela maiora dos pais: sexo, namoro, beijo e cia ltda. Gente, é ÓBVIO que essas crianças estão numa fase de descoberta, onde tudo é curioso, novo, diferente!!! Eu até hoje acho meio "estranho" uma pessoa ter outra pessoa crescendo dentro dela, confesso. Imagine então uma criança de 6 ou 7 anos que não faz a menor ideia de como ela chegou lá! Eles também estão descobrindo o outro, percebendo que a sexualidade faz parte de nós, crianças nessa idade começam a "gostar" umas das outras e nem sequer têm muita ideia de como ou porque isso acontece. Mas acontece! E uma mãe levantou a mão dizendo que o filho tinha dito que ia "transar" com uma menina. Ela ficou horrorizada, disse que é "travada" e não consegue falar com ele sobre "esses assuntos" (e, convenhamos, quem de nós, mães-mortais-não-profissionais-da-infância-ou-da-psicologia consegue com facilidade???). Já tremendo, perguntou ao menino o que a palavra significava, e ele respondeu que é quando o pai senta do lado da mãe no sofá e beija na testa dela (???), ou algo parecido. Ela respondeu que era isso mesmo, é tudo lindo e eles foram felizes para sempre (isso depois de contar que, quando o filho perguntou de onde vêm os bebês, ela disse que era "do amor do papai e da mamãe" e mudou de assunto). Mas ela queria, na verdade, saber se já surgiu o assunto nas rodas de conversa que eles fazem diariamente. A resposta foi que não surgiu, mas, se surgir, elas não vão mentir. Eu levantei minha mãozinha e disse que acredito que eles não têm muita ideia do que está acontecendo - citei o caso do Thierry, cujo amigo foi perguntar se ele queria namorar com uma outra menina, e namorar seria só tomar lanche junto, conversar, etc. Eu acho que somos nós que supervalorizamos a situação, que tiramos conclusões baseadas na nossa vivência e que eles ainda não têm muita noção do que as coisas significam. E acho que nós não devemos sonegar a informação, senão eles ficarão mais curiosos ainda! Mentir, então, nem pensar! Afinal, a sexualidade faz parte de todos nós, é uma coisa normal e saudável, não acho que tem nada de "feio" ou "pecado" nisso (mas né? Não vamos abusar e vulgarizar!). E eu prefiro que ele saiba a verdade por mim, de maneira clara e correta, mesmo que eu fique nervosa e gagueje, o que é normal. Alguns comentários depois (e era a parte que eu mais queria contar), levanta uma mãe lááá no fundão, esbravejando. Adivinhem quem era... Quem? Quem? Quem? Sim, madame fura-fila!!! Com cara de poucos amigos, ela conta que a filha chegou em casa cantando "umas músicas horrorosas", uma que dizia que "não-sei-quem era biba" e outra que "falava um palavrão mesmo, terminava com C-U" e que ela QUERIA SABER onde é que a filha está aprendendo essas coisas, porque pra criança repetir "tem que ouvir muuuitas vezes". A professora, muito fofa e educada, respondeu sem-graça que "na sala de aula é que não é", e que "a escola não é Deus", não dá pra tomar conta de todas as crianças o tempo todo (vale lembrar que eles têm horário de recreio e só passam 4h e meia ali!). Eu SIDIVIRTO! Me deu uma vontade louca de levantar e gritar "SE LIGA, MINHA FILHA!!!!", mas só disse que a música chegou em casa também (é o "Baby", do Justin Bieber, que virou algo do tipo "vou te contar que o Justin é biba, biba, biba, oh!"), eu perguntei se ele sabia o que era biba, ele disse que sim, que era "gay", eu perguntei o que é gay e ele disse que é "um homem que gosta de outro homem". Eu confirmei, disse que é isso mesmo, que existe, mas que não é legal ficar cantando esse tipo de música. Pronto, sem polêmica, sem aguçar a curiosidade, sem falso puritanismo. Outra mãe confirmou que crianças não precisam de muita repetição pra "pegar" esse tipo de besteirol. Saí de lá indignada com a arrogância e a prepotência com que ela perguntou "onde é que a filha está aprendendo essas coisas", como se fosse a professora a ensinar na sala de aula. Vai ver ela está aprendendo na mesma escola onde está aprendendo que furar fila é perfeitamente normal, dona!

26 de maio de 2011

Madame fura-fila - o retorno

Incrível que a história de ontem tenha se repetido novamente hoje, exatamente no mesmo local, exatamente com os mesmos personagens. Dessa vez a madame-mãe (termo legitimamente roubado da Simone), carregando apenas duas das crianças (só uma é dela), se superou: entrou na nossa frente com sua linda cara de bunda, colocou dois pratos numa bandeja, esperou calmamente que a primeira senhora lhe servisse de arroz e feijão, que a segunda senhora lhe servisse de frango e berinjela, pegou o prato da salada, voltou para pegar os talheres, colocou na bandeja e, quando pensávamos que a graciosa pessoa já estava de saída, a madame volta para pegar uma outra bandeja, por cima do meu menino - que já estava com o prato dele na bandeja, pronto pra começar a ser servido - com um ar impaciente de "vocês estão me atrapalhando". Falei em alto e bom som: "Calma, filho! Tem fila, a gente tem que respeitar as pessoas que estão na fila!". Madame fura-fila nem se atreveu a olhar pro lado e, naquele momento, eu já estava pronta pra dar a primeira resposta atravessada que me viesse à cabeça. Coincidência demais esses segundos em que estávamos no mesmo lugar, e eu espero sinceramente que não aconteça de novo. Mentira, tudo mentira. Eu quero sim que aconteça de novo, quero muito. Porque farei questão de dizer que ela VAI TER QUE ESPERAR, já que meu filho e a dela vão pro mesmo lugar, pra entrar no mesmo horário, então temos a mesma pressa. Se ela não faz questão de ensinar pra filha dela que é errado passar na frente das pessoas que estão esperando há 20 minutos, eu faço sim questão de ensinar ao meu que é errado deixar qualquer zé-mané tentar tratá-lo como idiota.

P.S.: Essa "senhora" é a mesma que, ano passado, levantou a mão na reunião de pais e questionou se os livros da biblioteca eram adequados para a idade deles, porque ela e o pai não tiveram coragem de ler um livro de educação sexual que a menina levou pra casa. A biblioteca da escola tem uma parte "exclusiva" para o Fundamental I, que é uma graça: colorida, enfeitada, as estantes são adequadas à altura deles, há mesinhas, "puffs", os livros (adequados à faixa etária) são separados por assunto, há espaço para contação de história E contadora de história profissional, etc. Os livros de educação sexual são bem "realísticos", com ilustrações e  linguagem muito clara. Fiquei um pouco chocada vendo, mas sim, eles são adequados; nós é que talvez ainda não estejamos preparados para dizer a verdade a nossos "bebês". Marido trabalhou alguns meses lá e disse que algumas crianças (principalmente as meninas, que se interessam mais pelo assunto) até sabem de cór quais páginas estão faltando em alguns exemplares, como "a do homem em cima da mulher" ou "a da galinha botando ovo". Pra mim também não é fácil falar sobre o assunto, mas eu sou sincera quando ele (raramente) me pergunta. Mas provavelmente a madame fura-fila ainda conta a história da sementinha ou da cegonha pra filha. E, se a menina não vai aprender em casa nem a respeitar a fila, imaginem onde ela vai aprender sobre sexo.

P.S.2: Thierry, agora à tarde, quando entrei no carro para vir embora:
-Mãe, quem faz as leis?
-Depende... Os vereadores ou os deputados, blablabla...
-Então eu quero ser um desses...
-Mas que lei você quer criar?
-Uma lei pra ter uma fila de criança e outra de adulto no bandejão. Assim ninguém ia entrar na frente dos outros.

Parece que pelo menos ALGUÉM entendeu, né, "dona"?

25 de maio de 2011

Sou mais bonita que você. Posso passar na sua frente?

Eu detesto gente que fura fila. Gente que tem sempre um "motivo" pra passar na frente, uma desculpa pra ter mais pressa que os outros, mais razões para não ficar esperando ou que simplesmente quer mostrar que é mais "esperto". Pode ser no supermercado, no restaurante ou no trânsito. Sabe aquela pessoa que, do lado do caixa rápido do supermercado, te pergunta: "Eu só tenho isso... posso passar na sua frente?"? Então. E obviamente não tô falando de casos específicos como idosos, deficientes, gestantes e pessoas com criança de colo - mesmo  achando que "gravidez não é doença", muitas vezes usufruí do direito de utilizar o caixa preferencial porque acho justo. Tô falando de pessoas normais, saudáveis, crianças de 6 ou 7 anos que passam o dia inteiro correndo e pulando em suas atividades, mas cujas mães acham que uma fila de 20 minutos é "demais pra uma criança".  O fato é que o filho mais velho tem uma bolsa para almoçar e, como é barato, nós comemos junto. As filas são realmente muito grandes, mas andam rápido (hoje, que estava muito longa, demoramos pouco mais de 20 minutos). Eu faço questão de esperar na fila normalmente, mesmo sabendo que alguns amigos dele (da mesma sala, inclusive), que têm a mesma bolsa, sempre foram direto para a catraca para pegar uma outra fila de, no máximo, 2 ou 3 minutos. Eu já achava muito chato, mas hoje a situação me incomodou profundamente - e não só porque essas crianças falam alto, correm, abraçam ou ficam pegando no menino enquanto o coitado está lá tentando equilibrar sua bandeja com um prato cheio de comida e outro de salada. Nós já tínhamos passado quase 20 minutos na fila, a catraca, a outra fila e éramos os próximos a pegar a bandeja. Então, por trás da outra fila, vem uma das mães "empurrando" as 4 crianças e colocando as bandejas no apoio, na nossa frente. Assim, sem "licença", sem cerimônia, sem nada! Porra!!! Mas por que diabos você tem mais pressa que eu, se nossos filhos entram na mesma escola, no mesmo horário? Por que diabos você tem mais pressa que qualquer outra pessoa que está ali e precisa voltar rápido para seu trabalho ou sua aula? Por que diabos o seu filho tem mais motivos que o meu para não ficar em pé na fila? Não, não é porque a "moça" da catraca deixa alguns passarem que eu vou fazer o mesmo! Não, se eu acho que está errado! Já deixei bem claro pro menino que não acho legal e nem justo com as outras dezenas de pessoas que também estão esperando. Parece que ele entendeu o recado, porque também não acha. Naquele momento faltavam exatos 50 minutos pra tocar o sinal da escola. O mesmo sinal que ia tocar pro meu. E, dali até a escola, são cerca de 8 a 9 minutos de caminhada, 12, no máximo, se você for bem calmamente. Marido e eu fazemos o mesmo caminho todos os dias: ele, com o menino, pra ir e voltar do almoço, eu pra encontrá-lo à tarde. E não era o caso de estarem atrasados - até acho que estavam. Mas isso acontece todos os dias! Parece que nunca vai deixar de ser batido, porque é bem verdade que educação, respeito e cidadania começam em casa. Ou na fila do bandejão.

24 de maio de 2011

Compartilhando

Você, querida amiga leitora, já se sentiu velha hoje? Não? Então pense no seu filho, o mais velho, fazendo lição de casa, desenhando objetos que viu no "Museu Histórico" e te perguntando: "Mãe, como é mesmo o nome daquela máquina que a gente vai escrevendo e vai saindo o papel???". Dá pra chorar quando você lembra que fez, nessa geringonça, trabalhos de escola, de faculdade e escreveu até cartinhas pro namorado-agora-marido. Se eu consegui fazer você se sentir tão velha quanto eu me senti, vou dormir feliz - ou você acha que eu não ia querer compartilhar a maldade??? :D

16 de maio de 2011

Aniversário = Presente. Será?

A primeira vez que fiz um aniversário na creche foi o 3º do Thierry, que já estava lá havia pouco mais de 1 ano. No começo, estranhei não precisar mandar convite, lembrancinha, doces, balões ou bebida (porque lá já tem o suco - maluco ou não, hahahaha). Docinhos, pipoca e brinquedos alugados são até bem vindos, mas é muito raro alguém levar. Já o bolo, a vela, o parabéns e a comemoração são sempre incentivados. Àquela altura, eu também já tinha percebido que nunca, em nenhuma hipótese, se mandava presente pro aniversariante. Algum tempo depois também pediram para não fazermos temas. A princípio foi tudo meio estranho, já que eu via outros "padrões" de festa em escolinha, onde se faz uma festa "completa" e o aniversariante ganha presentes. Mas aos poucos fui compreendendo a filosofia da creche - que também não comemora nenhum tipo de festa, como Natal, dia das mães, pais, crianças e muito menos Halloween. As exceções são as festas típicas da cultura nacional (Carnaval e Junina) e a festa de final de ano, em nenhum momento relacionada com o Natal, mas com o encerramento de um ciclo. Hoje, não só aceito e respeito como concordo plenamente com ela. E daí que na hora do almoço eu comentei com o Thierry que, passada a festa do Fafá (já falei que vai ser dia 11/06???), vou começar a me concentrar nas duas dele. Resolvi fazer na escola e não chamar ninguém na festa pra família, porque ano passado achei chato, hoje me arrependo e não teria feito nada daquilo... Quero fazer uma festa mais "caprichadinha", com direito a docinhos e sacolinha surpresa/lembrancinha (na creche não dá porque lá são cerca de 80 crianças, mas na escola é só a sala dele, com 30). Conversa vai, conversa vem, ele comentou que as crianças que fazem festa têm recebido muitos presentes - e bem que eu achava estranho algumas crianças mandarem convite pra uma festa que será realizada num local onde todo mundo estará mesmo. Eu disse que ele provavelmente não ganharia presente, porque fazemos festa para comemorar, para estar com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós, não para ganhar presente. Mas chocada mesmo eu fiquei quando ele contou que um amigo aniversariante, no meio da "festa", perguntou a ele: "Ei, cadê o meu presente???" Ele, coitadinho, disse sem-graçamente que não tinha levado porque a mãe dele não sabia, e eu estava tão atônita que nem ouvi o resto. Eu não acho nada demais que se leve presente, mas é algo com o qual realmente não estou acostumada, muito menos com criança "cobrando" presente. Claro, os presentes são muito bem vindos mas, na falta dele, eu quero que eles não se frustrem ou cometam a indelicadeza do menino acima. O problema agora é que terei que trabalhar melhor esse assunto na cabecinha dele, porque, embora eu acredite que ele já tenha entendido tudo isso, ele é só um crianção de quase 8 anos que provavelmente será o único a não ganhar presente...

15 de maio de 2011

Crianças crescidas e a vingança da natureza

Thierry chega do teatro, aonde foi pela primeira vez sozinho com a prima (que tem 20 anos, está no 3º ano da faculdade e trabalha no centro de São Paulo).
- E aí, filho, como foi o passeio com a Carol?
- Foi muito legal! E você não confiava, hein, mãe?
- Ah, não é que eu não confiava... É que quando eu a conheci, ela tinha um pouquinho mais que a sua idade...
- Como assim?
- Quando eu comecei a namorar o papai, ela só tinha 9 anos, pra mim ela ainda é criança, às vezes esqueço que ela cresceu...
- NOVE??? o.O (fica a cargo do leitor imaginar a cara de espanto do menino)

É... a menininha que tinha ciúme da namorada nova do tio agora leva o meu "bebê" ao teatro... E velha é a PQP!!!

A VINGANÇA DA NATUREZA:
Quando eu e marido tínhamos algumas semanas de namoro, costumávamos levá-la em nossos passeios. Em um deles, saindo do Parque Villa-Lobos, ela fala, como quem não quer nada e com cara de criança carente: "Hummm... Que cheirinho de pipoca doce!...." Não lembro nem se nós voltamos pra comprar, mas a história ficou pro resto da vida. Hoje, depois que postei essa mini-história no Facebook e ela comentou, eu disse que deixaria ele sair mais vezes com ela, mas falaria pra ele dizer que estava sentindo "cheirinho de pipoca doce". A resposta dela foi: "Ele fez isso com a pamonha... Na frente do shopping tinha um carrinho aí ele: 'Nossa, que cheirinho de pamonha!'..." Eu ri alto.

14 de maio de 2011

Nasce uma estrela (ou não)

E daí que nós três (porque o Thi "já era") esperamos o Globo Repórter inteiro porque passaria uma matéria filmada na creche. Claro, foi a última - mas a entrevista com a nutricionista Isa, no início, ao ar livre, foi feita lá, num parque delicioso que eles chamam de "quintal". Eu, toda boba pra ver se apareceria ao menos um fiozinho de cabelo do meu filhote, levei o maior susto e quase tive um treco com o Alberto Gaspar entrevistando meu menininho, dizendo que "soube que ele era o especialista em sucos". Nem parecia o Sr. Fabrício, de tão tímido e falando pra dentro que ele estava. Mal conseguiu responder o que o cara perguntou. E aqui em casa também travou. Estávamos tão empolgados falando "olha o fulano! olha a beltrana!", que parece que a ficha dele não caiu que era ele ali, sendo "entrevistado" e dizendo que estava tomando "xuco maluco". Não comentou uma palavra sequer. Mas eu ainda tô toda boba. Não vejo a hora de ver a reprise amanhã e domingo! :D

Quando eu achar o vídeo, coloco aqui.

-> O tal suco maluco existe na creche desde sempre (desde sempre pelo menos que eu tô lá, claro: 2005). Um dos baratos é chegar no salão, olhar aquele nome esquisito e tentar adivinhar do que é. E a D. Ivoni, a que faz o suco maluco, é uma das pessoas mais maravilhosas de lá!

-> Outro dia, na hora do lanche, Fabrício falou pra educadora que estava tomando "ligonada". E ela perguntou do que era feita a ligonada. "De ligon, ué?!" Eu, hein... Você parece que não sei!...

-> O blogger "devolveu" meu post de ontem ("Filho de Salim"). No lugar errado, depois do primeiro de hoje, mas devolveu. Pelo menos...

4 de maio de 2011

Momento maldadinha

Quase 7h da noite. Todo mundo chegando em casa morto de fome. Assim que abrimos a porta do elevador, sentimos um cheirinho duzinferno de bolo quentinho. Se tem uma coisa que eu odeio é comida cheirosa de vizinho, ainda mais quando estamos morrendo de fome. Que coisa mais absurda e sem consideração fritar um bife, passar um café ou cozinhar um feijão e deixar que o cheiro passe pela porta!!! Porque, né, é claro que meu bolo, meu bife, meu café ou meu feijão nunca ficam com o mesmo cheiro dos da vizinha... Hoje o problema foi um pouco mais fácil de resolver. Embora hoje seja o último dia do mês (pra mim, o mês começa no dia do pagamento) e a geladeira já esteja vazia, eu tinha todos os ingredientes pra fazer um bolinho tamanho PP - bem pequeno mesmo, porque só tinha 1 colher e meia de margarina. Resolvi pegar uma receita qualquer no meu livro, e nem segui muito à risca. Como eu tinha bastante brigadeiro congelado (preto e branco) que sobrou da Páscoa, resolvi fazer um bolo cavado, que eu nunca tinha feito. Resolvi chamá-lo de "surpresa branca". Porque você não dá nada pra ele por fora, mas por dentro... só posso dizer que valeu por todas as calorias que eu tinha deixado de consumir hoje... Acho que a cara aí de baixo dispensa maiores explicações...


A foto não é posada. Ele tava mesmo com essa cara e eu estava com a máquina ligada pra fotografar SÓ o bolo. Daí saiu essa foto, pelo qual fiquei apaixonada... ♥♥♥♥♥

30 de abril de 2011

Treinamento

Eu nunca fui boa desenhista. Até minhas casinhas parecem desenhadas por uma criança de 10 anos. Mesmo copiando sai tudo ridículo. Morro de inveja de quem sabe desenhar, e não tem essa de "invejinha branca" não, é inveja lá no fundo da alma mesmo. E daí que quando comecei a realizar o Doki como tema, me animei, pensando em mil coisas que logo saiam da cabeça, já que eu conheço o grau das minhas habilidades artísticas - ZERO! Mas o Fabrício cismou que quer um Doki no bolo. E eu não tô nem um pouco a fim de usar papel arroz e, com isso, restringir minhas possibilidades de cobertura a chantilly (pasta americana tá fora de cogitação). Hoje cedo desci pra comprar alguns tecidos (tô fazendo almofadas do Ben 10 pra cama deles e quero fazer as sacolinhas-surpresa e as toalhas iguais de cantina pra festa) e acabei encontrando o cartonado do Doki numa lojinha aqui do lado. Me empolguei. Quando cheguei em casa, resolvi tentar fazer um Doki de chocolate, obviamente passando por cima de um papel manteiga com o desenho no verso (as letrinhas fiz tudo a mão livre, de qualquer jeito, só pra testar). Claro, não ficou lá grandes coisas. Mas nada que um pouco de treino e letrinhas feitas no computador não resolvam. O povo aqui adorou e até eu achei que dá pra quebrar o galho. E aí eu posso fazer um bolo com cobertura de chocolate que tô querendo há muito tempo - nem que seja uma ganache de chocolate branco, pra fazer um fundinho azul e verde como são os fundos do desenho... :-) 

O primeiro Doki de chocolate a gente nunca esquece...