Site Meter Três e eu: Crescendo...
Mostrando postagens com marcador Crescendo.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crescendo.... Mostrar todas as postagens

9 de novembro de 2011

Alô!!!

Atendendo aos inúmeros (três) pedidos, vim aqui dar um alô. Alô. Fui!

Brincadeira. Continuo com preguiça e sem assunto, mas vamos tentar. Essa semana fomos à consulta de rotina com o pediatra. Thierry, meu monstrinho, está com 1,39m e 39kg, enquanto Fabrício, minha pequena pulga, está com 1,01m e 14kg (não riam!!!!!!!). Tudo certinho e o médico ainda não achou necessário pedir exames pra duas coisas que tenho: hepatite B e traço talassêmico (uma deformidade genética das hemácias, pode causar leves anemias, mas não representa grandes riscos), pois os dois foram imunizados contra hepatite ao nascer e não apresentam sinais de anemia. Então, se ele não acha necessário, eu fico tranquila e até acho bom que não "furem" meus menininhos. E já são nítidas as melhorias na fala do Fabrício. Ele só precisa se ater ao posicionamento da língua, geralmente temos que lembrá-lo, mas já está muito bem, falando direitinho os S e Z. E o R, definitivamente, já não é mais problema pra ele. :-)

Ainda o Fabrício: anda SUPER cheio de "vontades", pensa que pode fazer as coisas SE quiser, COMO quiser, QUANDO quiser. Tá facinho perder a paciência com ele (e eu ainda preciso MUITO aprender a ignorar os pitis, mas confesso que é o exercício mais difícil pra mim). Quando esses momentos de birra passam, continua a mesma criança doce e gentil com todos. E é lindo de ver como estão "companheiros"!!! Principalmente ele, que nunca esquece do irmão, é carinhoso, se preocupa, quer ser igual, quer mostrar o quanto precisa dele. Às vezes, na hora de dormir, o vejo pedindo pra segurar na mão do Thi e me encho de coraçõezinhos brilhantes nos olhos. Todos os dias querem brincar com os tais Gogo's, brincam na mesma sintonia, como se tivessem a mesma idade (jogam como bolinha de gude, mas tem que derrubar os bonequinhos do outro, que passam a serem seus). É fofo demais!!! A diversão com esses bonequinhos  é tanta que quase não jogaram no video-game novo. Já eu... bom... é melhor não me perguntarem o que fiz no final de semana sem eles em casa... hahahaha!

26 de setembro de 2011

Dois meninos

Fabrício está há 1 mês fazendo fono. Embora seja uma matraca, ele não fala direito os sons do S, do Z e do R (em "porta"). É um trabalho bem mais difícil e cansativo do que eu imaginava, com exercícios que têm que ser repetidos 3x ao dia (no nosso caso, são 3x seguidas). Ele já dá sinais de cansaço, porque é realmente meio chato mas, em meio a gracinhas, palhaçadas, reclamações e broncas, faz tudo direitinho. Uma hora é a perna que dói, outra é a orelha que coça. Tenho que pegar no pé e insistir, dizendo que se ele se esforçar, logo vai falar direitinho e não vai precisar mais dos exercícios. Mas ainda não vi mudanças de fato...

Thierry começou a dar pequenos sinais que está se tornando um pré-adolescente. Certo dia percebi um chulé horrível no banheiro e não deu outra: vinha do tênis dele. Alguns dias depois, sentou ao meu lado com o cabelo ainda molhado e o cheiro também não estava lá muito agradável. Conversei com ele, que me mostrou quanto shampoo usava e era esse o problema. Duas gotinhas não fazem efeito nenhum naquela cabeleira toda! Percebi que ele agora ele está se preocupando mais com essas coisas, como querer passar desodorante antes de sair de casa (agora também tem um só pra ele), pentear o cabelo com gel, etc... Também ganhou um óculos novo, mais moderno, bonito e com clipe de lente escura. Merecido, já que cuidou bem do anterior. Está todo empolgado porque começou a frequentar o "clubinho de espanhol" na escola - gosta de aprender línguas, que nem a mamãe! :) Está menos respondão e mais paciente, embora não admita ser contrariado quando acredita ter razão. Compreende com prefeição assuntos mais "pesados", como inclusão social ou bullying - embora eu ainda busque as maneiras mais sutis de falar sobre eles. Mas percebo que ainda é um bebezão que vira-e-mexe pede colo (literalmente), estabanado, que tem suas bobeirites, que precisa de atenção, que até é responsável, mas precisa ser lembrado das obrigações. Sei que logo algumas atitudes vão começar a mudar. Eu só preciso assimilar as mudanças que estão por vir...

18 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 3

Enquanto isso, no Facebook...


É. Precisa de mãe pra nada.

17 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa???

Eu sei que meu bloguinho anda abandonadinho... e eu tenho tanta coisa pra contar... tanta coisa boa que aconteceu nesses últimos dias (né, Déia? :D )... Mas não vou contar agora não, estou na estrada e fico enjoada se leio ou escrevo por muito tempo. Saí há pouco da casa da mamãe e, como previsto, minhas crianças (as três, incluindo o sobrinho-afilhado) ficaram por lá. Eu já vinha conversando com os meus havia mais de um mês, falando que eles ficariam e eu não, e em nenhum momento eles esboçaram reação contrária; em vez disso, sempre se mostraram independentes e que não estavam nem aí se eu ia ficar ou não. E eu, feliz da vida que teria uns dias pra descansar da "função" de mãe. Sei que nem todo mundo entende o que isso significa, mas eu tava precisando de um tempo pra mim, sem ter que me preocupar com horários de banho, de comida, de escola e de dormir; com roupa limpa e passada, com lição de casa, com alimentação adequada e nutritiva, com o mínimo de atenção e brincadeiras; pra eu poder dormir até mais tarde, tirar um cochilo após o almoço nas minhas férias ou passar os 3 próximos dias largada na cama assistindo minhas séries preferidas sem dor na consciência; pra eu não ter que assistir Backyardigans ou Patati Patatá, pra poder sair mais tarde pro trabalho e depois ir direto pra casa e chegar mais cedo; e pra algumas outras coisas que eu não vou falar aqui porque este é um blog de família. Enfim, passei o dia brincando com eles que iríamos arrumar as malas pra vir embora. E todos dizendo que não. Eles permaneceram firmes e fortes até na hora de despedir, me abraçaram, beijaram, disseram que me amavam e que iam sentir saudade, felizes da vida. Só o Henry ameaçou ficar amuadinho quando eu comecei, de fato, a arrumar a mala, pediu pra ir embora, mas dissemos que eu não ia passar na cidade onde ele mora (que, aqui entre nós, é passagem obrigatória pra mim, hahaha), mas logo foram tomar banho de banheira e ele se distraiu - e, na hora que eu saí, ele gritou da banheira "te amo!". Fala se não é um lindo!?  Claro, quem não ficou firme e forte fui eu, que me emocionei quando o Thi me abraçou e disse que "ia sentir muuuuito minha falta", e em seguida o Fá fez o mesmo. Não teve jeito. Saí de lá com o coração apertado, com marido quase me puxando, mas feliz, porque sei que eles estarão felizes e bem cuidados (e levarão menos broncas, hahaha).

15 de março de 2011

Enquanto isso, na sala de justiça...

Com marido, no MSN:

nene diz:
oi amore, vc esta sentada?
Leticia diz:
diga
nene diz:
seu filho me contou que uma amiga dele veio perguntar se ele quer namorar com ela...
Leticia diz:
ah, pára
tô em choque
nene diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mas nao fala nd com ele, tá... vou ver se ele conta mais coisas...
ele me disse: e agora, pai? ela é bonita igual a mamãe...
eu disse pra ele conversar com ela e ver como que ela quer namorar, ele disse que toma lanche com ela todo dia, e que sempre que ele olha pra ela, está sorrindo pra ele kkkkk
Leticia diz:
ai, Senhor.......

Chupa essa manga!
(mas, né? Ego voando com "ela é bonita igual à mamãe"...)

4 de março de 2011

Supermãe, ativar!

Já despachei o Super-Homem e o Power Ranger vermelho pra escola. Meu dia de mãe de super-herói tá só começando...
...
Morro de pena do Thierry, que não consegue usar uma fantasia por mais de dois anos, finge não ligar, mas sei que é um crianção digno de seus 7 anos. Então ontem corri comprar uma pra ele, que escolheu a do Power Ranger de calça e manga comprida. Pra esse ano, beleza, já que tô dormindo de edredom em pleno começo de março, mas, e depois? Pensamos melhor e concluímos que esse provavelmente será seu último carnaval com fantasia infantil - compramos a de 10 a 12 anos, último tamanho, e ficou certinha. Por sorte, foi "menos caro" do que imaginei. A surpresa ficou por conta do Fabrício. Eu sabia que ele tinha uma (também do Ranger vermelho, que foi do Thi), então não comprei pra ele (e nem ele tava interessado, só olhava os instrumentos musicais na Ri-Happy). Depois do banho, ele viu, junto com essa, uma do Super-Homem que o Thi usou até o ano passado (e ficou ridiculamente apertada, mas ele insistiu pra ficar). Por isso, estava fora de cogitação. Mas ele pediu pra ver e o pai colocou. E não é que a danada serviu??? Serviu servida, sem ter que ficar dobrando partes, como é o costume com o Fabrício. E mais fofo foi meu herói correndo e girando pela casa pra ver a capa levantar....

2 de março de 2011

Mustela Putorius Furo

Meu menino está fazendo sua primeira pesquisa da escola. Na confecção de um "bichonário" (obviamente, um dicionário de bichos), cada criança ficou responsável por trazer informações a respeito de um bicho. Segundo ele, por escolha própria, ele recebeu o furão (cujo nome científico é o título deste post. Quem assiste o Fantástico sabe, ha!). A princípio, pensei em dizer pra ele procurar alguma coisa no Google, ver o que interessa e imprimir. Ao contrário do meu tempo, não temos enciclopédia em casa, nosso único material de referência impresso é um Aurélião querido, adquirido nos tempos de faculdade, então só me resta a Wikipedia. Acabei descobrindo que as professoras querem algo simples, mais ou menos em formato de ficha e resolvi orientá-lo a fazer parecido com o que eu vi no slide, na reunião de sábado. Como não temos Office e eu me recuso a pagar quanto cobram, abri pra ele uma conta do Google e o ensinei a usar as ferramentas básicas do Docs. Ele ouviu tudo atentamente e foi fazendo como eu dizia. Primeiro colocou no alto da página, à direita, a letra inicial de furão, como num dicionário mesmo, arrumando o alinhamento. Depois escolheu o tamanho da fonte e elencou os dados que eram pedidos: nome, uma figura, classificação, características físicas, alimentação, habitat, locomoção e curiosidades. Em seguida aplicou negrito por conta própria. Então ele foi ao Google pesquisar - coisa que já faz sozinho. O artigo da Wikipedia era bem satisfatório e ele conseguiu achar tudo o que precisava. Em certo ponto, eu achei que estava dizendo demais como escrever algumas palavras e resolvi apenas responder o que ele me perguntasse, como sugeriram as professoras na reunião. O que ele errou, deixei errado. Foi complicado. Eu não queria que ele fizesse o trabalho do meu jeito (aham, tá), mas queria ensiná-lo a fazer bonitinho, caprichado. Então tivemos um pequeno impasse na hora de colocar as características físicas. Descobrimos que cada "raça" de furão tem cores e características diferentes, mas ele não quis especificá-las e escreveu apenas "'esistem' vários tipos de furão". Pura preguiça. Eu me estressei, saí da mesa, fiquei chateada. Mas, como o trabalho é dele, deixei. A entrega é amanhã, então hoje eu pedi a ele que revisasse, visse se quer acrescentar alguma coisa e corrigisse os erros que estavam grifados em vermelho, quase todos de acentuação - algumas vezes falta, outras sobra acento. Então faltou arrumar o "esistem" lá de cima, e eu disse que não era com s, mas também não era com z. Não adiantou, tive que dizer que era com x. Ele fez cara de "como é que não pensei nisso antes???" e veio arrumar. Virou "esixtem". :-) 

1 de março de 2011

A amiga imaginária

Fato: meu "bebê" tem uma amiga imaginária. Há alguns dias, ele veio comentar que tinha "uma menina" que caiu e se quebrou toda na escola. Lembro de ter ouvido a frase e pensado que ele devia estar aumentando algum ocorrido, mas também me lembro de não ter dado muita atenção, porque estava fazendo ou falando de outra coisa. Semana passada, enquanto jantávamos, a história voltou e dessa vez deu pra dar mais atenção. Perguntei se a menina era da escola, se era amiga dele, se a Natália (professora) conhecia, como ela tinha caído... A cada pergunta, a história ficava mais fantasiosa. E ele sempre se referindo a ela como "aquela menina". Quando perguntei o nome, veio: "Eu não sei. A gente precisa escolher um nome pra ela, né?" Quando sugeri o nome Fabrícia, ele disse: "Não, esse nome é de menina!" E completou: "Ela é uma menina com 'pirú', ué!" (primeira reação do pai e da Natália: "É a Ariadna!" kkk). Tá bom, se você tá dizendo...  E então ele começou a dizer que sabia onde ela morava, que dava pra ver da nossa casa. Foi até a janela e apontou para uma casa verde em frente. "Não, não, é aquela branca do lado". Começamos a nos divertir e eu achei tão fofo que nem questionava quando ele se contradizia. Ficamos um tempão falando sobre o assunto, todos nos divertimos. Claro que, no dia seguinte, a Natália nem sabia de nada. E, provavelmente, a última criança na escola que quebrou alguma coisa foi o Thierry. Na época em que ele tinha amigo imaginário e o Fabrício era um embrião. (O amigo do Thierry se chamava "Doido" e ele dizia que era seu "chefe". Um dia, enquanto eu e marido tentávamos descobrir, ele disse: "É sim, ele é meu amigo imaginário!" - por causa de Charlie e Lola). Até o momento, a amiga continua sendo apenas "aquela menina".

22 de janeiro de 2011

Resumo da semana - como se eu conseguisse...

Olha... semaninha puxada essa, viu? Tô meio perdida, nem lembrava que hoje era sábado... E tô pregada!

No post sobre a barraca (terça, dia 18), eu disse que ia montá-la para o Thierry dormir sozinho. Mas, que delícia, o Fá mudou de ideia assim que eu dei umas barrinhas de neon e fiz uma "passagem secreta" por baixo da mesa. Na quarta acordamos mais cedo (tipo umas 9 e meia, hehehe) e fomos para a Estação Ciência. Apesar do ingresso baratinho, todos nós entramos de graça em qualquer museu da USP, inclusive lá. É muito legal, mas, sinceramente, não é o passeio ideal pra idade deles - também estava mais "fraco" que das outras vezes que fui. Acho que o Thierry só entendeu uns 10% das exposições. Só se interessaram um pouco mais pelos animais (cobras e peixes) e pelos espelhos que deformam. De resto, só queriam apertar botões, girar manivelas e colocar a mão em tudo. Nem o corpo humano chamou muita atenção. Depois fomos até o Mercado da Lapa, o que tornou o passeio mais cansativo, ainda mais voltando com o Fá no colo (sorte que é peso pena!). No dia seguinte foi a vez do shopping, pois tínhamos bastante crédito da Playland pra gastar - e também muita vontade de McDonalds pra eles e de Subway e KFC pra nós. Até nós nos divertimos nos brinquedos. Só que chega uma hora em que o passeio começa a ficar chato, com eles cansados, e nós estressados com o cansaço deles. Fomos em duas lojas da TIM e duas Americanas atrás de um chip, mas ninguém tem chip pré-pago pra vender. Estou louca pra poder falar a 25 centavos "cazamiga", hehehe. Mas vou ter que esperar um pouquinho. Na sexta ficamos em casa. Era pra ter sido um dia de pernas pro ar. Aí eu resolvi varrer o quarto deles, tirando a cama do Fabrício. Depois resolvi tirar o pó. Mas antes eu resolvi colocar as prateleiras que estamos planejando há meses. E elas deram um trabalhão. E depois resolvi aproveitar a furadeira pra instalar o espelhinho-novo-pra-tirar-sobrancelha no banheiro. E depois eu tive que arrumar toda essa bagunça e organizar as prateleiras. E depois eu resolvi bater papo com a Andreia, arrumar revistas e ver Criminal Minds, tudo ao mesmo tempo. E depois eu resolvi passar Tacolac no chão - e ficou uma merda. E depois eu resolvi fazer a pizza de massa folhada que estava matando o Thi de desejo. Terminei o dia quebrada, mas nada que me impedisse que hoje, logo pela manhã, dar uma faxina no meu sofá encardido. Usei Vanish pra carpetes e tapetes, achei que não tava funcionando e marido esfregou de novo com água e sabão mesmo. Resultado: depois de seco, o pobre do meu terceiro filho estava todo manchado. Agora teremos que repetir todo o processo, pois ficou pior que só encardido. À tarde, um temporal como há muito eu não via e que encheu meu garotinho de medo - mas me deixou orgulhosa com meu garotão, que ficou desenhando no laptop dele e nem deu confiança pros raios e trovões que antes o faziam se esconder e tremer de medo. Fiz um cachorro-quente com direito a purê, vinagrete e batata palha pro lanche, pra fazer jus aos três paulistanos que tenho em casa. De sobremesa, bolo de nozes com cobertura de brigadeiro que não ficou exatamente como eu queria (por isso não vou colocar o link), mas deu pra matar as lombrigas. E pra lamber os beiços...
 
Se a Claro ajudar, eu consigo publicar este post ainda hoje.... Grrrrr!!!!

1 de janeiro de 2011

Novidade de Ano Novo

Feliz Ano Novo!!! :D

A ceia ontem foi deliciosa, com uma bacalhoada que só minha mãe faz e  rabanada (não pode faltar, amo!!!). A parte ruim foi logo na virada, pois o Fabrício não quis ficar lá fora, com medo dos fogos, por mais que eu tentasse. Aí ninguém consegue ver quase nada... Mas tá tudo certo, hoje fez até um desenho dos fogos e dele com uma carinha triste, de medo. Perfeito, babei! Difícil foi conseguir tirar uma foto sem o Fabrício fazer careta...
  
Feliz Ano Novo pra você!!!! :D

Meu joelho, o mapa hidrográfico do Brasil e a depilação atrasada.


 Mas este post é por outro motivo.

Os dois meninos estão com problemas disciplinares bem difíceis. Thierry responde até achar que tem razão, mesmo não tendo. Retruca tudo que a gente diz, debate, argumenta. Fabrício é tão cheio de fazer gracinhas que não sabe a hora de parar e acaba desobedecendo. E quando finge que não ouve, haja paciência. Também tem feito um pouco de birra quando contrariado. Isso só significa que estão crescendo, que são independentes e que têm personalidade. Mas nem por isso podem crescer sem disciplina e achando que têm razão sempre. Já tenho julgado que estou falhando algumas vezes, quando prometo castigos, fico ameaçando e acabo não cumprindo ou mesmo minimizando. Então ontem tive uma ideia e resolvi sair correndo pra executar. A ideia inicial era só para o Thierry e seria um caderninho onde colocaríamos a data e, a cada coisa boa que fizesse, ganharia uma bolinha dourada (aqueles adesivinhos); e preta, se fizesse uma coisa ruim. Bem simplezinho e achei que não seria grande coisa, mas não custava tentar. Seria só pra contabilizar, no final do dia, como ele se comportou. Ele mesmo sugeriu um prêmio ao final do mês, e eu fiquei de pensar. Saí de casa faltando 5 para o meio-dia, então dei de cara na porta da papelaria (no interiorrrrr, véspera de Ano Novo, meio-dia tá tudo fechado). Como precisava passar no mercado, acabei comprando uma agenda para cada um (porque o Fá iria querer mesmo) e lápis de cor - em vez de bolinhas adesivas, poderia fazer carinha verde feliz ou carinha vermelha triste. Como estão muito no esquema TV-computador-TV, trouxe também cadernos e giz de cera. Voltando às agendas, só poderíamos estreiar hoje e eu mal podia esperar. Logo que acordou, como foi escovar o dente na hora que mandei, sem reclamar, Thi já requereu sua "carinha feliz". Fá não quis a dele e eu não insisti, porque acho que ele não tinha entendido muito mesmo. Mas aí veio o momento "carinha triste". Quase ao mesmo tempo, Fabrício fingiu não ouvir que o mandamos, mais de uma vez, pegar os gizes que havia espalhado e Thierry enrolou para sair do computador, onde já tinha estourado o tempo. Não pensei duas vezes. Como já havia ameaçado, peeguei as duas agendinhas e fiz uma "carinha triste" em cada. Foi uma choradeira só. E, quando olhei, Thierry já estava fora do computador e Fabrício tinha guardado os gizes. Supernanny pra quê?

29 de dezembro de 2010

SuperNanny x Genética

E daí que de fato eu sou xereta (e você também, afinal, tá aqui lendo meu blog, kkkkk), então dei uma passada lá no blog da minha cliente Simone - que, por sinal, é muito engraçada e é uma delícia ler o que ela escreve. E mais uma vez, graças a ela, ganhei meu dia. Os elogios agora são públicos e as coisinhas que fiz (os três primeiros desta página) estão funcionando bem. Eu tive a ideia de fazer quando o Thi era pequeno e eu assistia SuperNanny. Funcionou alguma vezes, mas confesso que não levei tão a sério assim. E as recompensas eram sempre bobinhas, como gelatina ou dormir na casa da avó - coisa que hoje já é frequente. Algumas vezes ainda aplico os métodos SuperNannysticos, mas na maioria delas aplico os Leticísticos mesmo - uns berros e uns castigos malucos, como desligar a TV se ninguém ouvir o que estou falando, já que eu [quase] não bato mais, um assunto que estou ensaiando há meses pra escrever, desde o blog antigo. Thierry é muito respondão, "nem parece" comigo. Incrível, tem horas que ele responde exatamente o que eu responderia, e eu me sinto a minha mãe falando. Dizem que praga de mãe pega e posso dizer que é a mais pura verdade. Não tá escrito quantas vezes eu ouvi "você vai ter um filho assim". Minha contribuição genética não é só na aparência... Já o Fafá (que não tem genes meus, são 100% do pai) de vez em quando tem uns acessos de birra e chatice próprios da idade (quando está com sono ou fome fica insuportável), mas é tão bonzinho, geralmente aceita as ordens com tanta facilidade, que fico com dó. É a criança mais doce que existe. Igual o pai. Acho que nossos cromossomos fizeram algum tipo de divisão maluca. Talvez sejamos um caso a ser estudado pela medicina.

25 de novembro de 2010

Dia de ir ao médico

Hoje os meninos tiveram consulta de rotina no pediatra. Thierry quase morre de vergonha pra tirar a roupa e a gente não sabe se ri ou se chora com isso - já que a "enrolação" pra algumas coisas quando estamos com pressa já virou rotina do menino que quer deixar claro que "precisa" de nós pra ajudá-lo. Eles estão na mesma, meu gordinho não engordou mais que o necessário (34kg) e meu magrelo engordou o suficiente (12,6kg - 1kg a mais que 6 meses atrás). Estão crescendo, Thi com 1,33m (e eu brigando com o cara da Playland que ele tinha menos que 1,30m kkkkkkk) e o Fá com 96cm (4cm a mais que antes). Nosso pediatra é o típico médico que não deixa de falar o que quer, mesmo que seja um chacoalhão nos pais, mesmo que precise ser um pouco grosso, mesmo que você não goste. Não fala nada pra "agradar" os pais, não te dá razão só porque você ACHA que está certa, não passa a mão na sua cabeça quando você está exagerando. Dizem que é por isso que ele nunca quis abrir um consultório. Conheço gente de deixou de passar com ele porque ele falou alguma verdade e a mãe não gostou. Ele fala o que pensa (sem confundir "falar o que pensa" com "falar a primeira merda que vem na cabeça", como muita gente faz, que fiquei claro!) e é por isso que eu gosto dele. E é por isso, também, que fico super tranquila quando ele diz que está tudo ótimo com meus meninos! :)

9 de novembro de 2010

"Fim de semana de novo, eu tô no meio do povo..."

...e, no meio do povo, nesse caso, significa shopping lotado. A princípio era porque marido tinha perdido a carteira de motorista e "já tinha procurado em tudo que é canto" e não achado. Então nos arrumamos pra ir ao Poupatempo, que fica dentro deste shopping, e concordamos com as crianças sobre "ir no carrossel" (Playland) e "comer no McDonalds que tá dando um brinquedo legal" - até porque eu tava com MUITA vontade de comer no KFC, o melhor frango frito do universo, mas só tem loja nesse shopping. Aí, enquanto procurava uma roupa no armário de roupas pra passar, encontro uma bermuda usada do marido (coisa que já odeio, roupa usada no meio da roupa limpa) com a CNH dentro - e ouço o clássico "onde tava?????????". Grrrr. Mas, com todo mundo já assanhado, fomos passear e comer. O acordo era que só se todo mundo comesse tudo (ohhh, muita comida, um verdadeiro sacrifício comer um "gigantesco" McLanche Feliz...) iriam na Playland. E os dois me surpreenderam. Fabrício porque não comeu todo o lanche dele (isso é normal), mas "atacou" nosso frango e o purê. Thierry porque comeu o lanche e ficou satisfeito com ele, nem quis experimentar o frango, só um pouquinho do purê. Daí fomos cumprir o prometido, embora eu ache um absurdo de caro. E eu fico abismada de como é fácil encontrar gente estressada nesses lugares!!! Admito que fui uma, mas por um motivo que acho justo: fiquei emputecida e crei caso logo no primeiro brinquedo, quando o monitor não deixou o Thierry entrar pq ele tinha "mais de 1,30m", só que estava bem no limite e ele não deixou o menino medir descalço de jeito nenhum. Eu não queria "infringir as regras" da altura, só queria que meu filho medisse descalço, o que seria o correto, aí sim, se não desse, não deu. Mas o rapaz não deixou mesmo. E uma tia véia começou a encher o saco, dizendo que se não podia, não podia e pronto, que ele era "grandão" mesmo, querendo apressar. Eu e marido quase mandamos ela calar a boca, mas o monitor fez isso por nós, só mais educadamente. Depois ele pôde ir no Kid Play, onde foi medido descalço, e ficou exatamente no limite de 1,30m. Eu comentei com a monitora que ele não pôde ir no outro brinquedo e um pai, ao lado, disse que o problema ali era ele machucar os menores. Xiiii... A barraqueira aqui ficou doida, mas se conteve, dizendo que qualquer um deles podia machucar o outro e, na vez anterior, tinha um de uns 2 anos sentando a mão no Fabrício do nada. O pobrezinho nem revidava e só me olhava, meio que pedindo ajuda. Como o cara percebeu que eu não gostei, disse que o Thi tinha "cara de bonzinho" e não ia faer nada, não. O que ele não sabia era que o risco era que OS OUTROS machucassem o Thierry, hahaha! E, realmente, o menino só tem tamanho. É um bebezão. Deu voltas no Kid Play, acenou da "janelinha", pulou no pula-pula, se jogou na piscina de bolinhas, escorregou todo feliz no escorrega de rolinhos, curtiu até mais que o irmão. E, vamos combinar: pra que antecipar as coisas??? Tem coisa melhor que criança ser criança???

3 de novembro de 2010

"O tempo passou, claro que passaria..."

Cada vez que observo minhas crianças, me sinto uma boba. Meu "bebê", que até outro dia  (outro dia MESMO) fazia apenas rabiscos num pedaço de papel, agora já faz desenhos de "pessoas" com corpo, membros, olhos e boca. Acabou de fazer vários "pingos" num papel e veio dizendo que são os ovos das lagartas dentro da folha - agora o viveiro está repleto de lagartas nojentas de todos os tamanhos. Sempre que vê o irmão fazendo a lição de casa, quer fazer também, nem que seja desenhar numa folha em branco ou fazer atividades nos livrinhos de colorir. E fala, cheio de orgulho, que vai levar pra professora ver, que ela vai gostar, etc. Na hora do jantar ou no carro, enquanto o irmão está contando alguma coisa, sempre levanta a mão e espera sua vez para contar algum episódio também. Hoje fiquei observando toda a articulação da narrativa e mesmo das palavras, que até pouco tempo nem saiam inteiras. Já para o Thierry, o desafio tem sido escrever o próprio nome na lição. No começo do ano, ele cismou de querer aprender a escrever com letra cursiva (que só vai aprender ano que vem na escola). Acontece que, em casa, ele não tem paciência de aprender direitinho, letra por letra, como deve ser. Aprendeu a escrever o primeiro nome dele e, desde então, só assina assim. Até é legível, mas há alguns meses a professora pediu que eles não fizessem mais (depois ela me contou que é porque não conseguia ler alguns). Hoje ele chegou todo feliz dizendo que a Prô tinha deixado escrever o nome com letra de mão. Quebrou a cabeça pra copiar o sobrenome, mas saiu bem bonitinho. A lição mesmo ele geralmente faz em 5 minutos, sem empolgação devido à "facilidade", mas tenho percebido que agora elas estão mais voltadas à ortografia e à aquisição lexical (que deveria ser feita com mais leitura, admito). Hoje deveria "ler" uma história do Chico Bento, sem palavras, e contar o que entendeu. Muito preguiçoso, disse que era só pra contar, mas, quando eu disse que a Prô ficaria muito feliz se ele escrevesse, não pensou duas vezes. Às vezes parece que quer chamar a atenção, mesmo comigo ao lado; ficou pensando, por exemplo, como se escrevia "FOI" (é, "foi"!!!). O resto do texto (de três linhas, mas, ainda assim, um texto) fluiu bem, esbarrando apenas em questões ortográficas próprias da última flor do lácio, inculta e bela.

Às vezes fico com a sensação que perdi algum pedaço. Será que eu dormi enquanto eles estavam crescendo? Prefiro não pensar. Só viver.