Site Meter Três e eu: As canções que alguém fez por mim
Mostrando postagens com marcador As canções que alguém fez por mim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador As canções que alguém fez por mim. Mostrar todas as postagens

11 de abril de 2011

11 de abril

Nós já brigamos e nos desentendemos milhares de vezes. Nós já usamos e ouvimos palavras duras uma da outra. Eu, adolescente, já quis morrer de vergonha dela cantarolando na rua ou tirando um cochilo no "busão". Nós já dissemos várias vezes que nos damos muito melhor de longe mas, de longe, eu morro de saudade. Nenhuma dessas coisas diminuiu o amor incondicional ou o orgulho que sinto por ela e que sei, são recíprocos. Eu não sei quais palavras usar pra expressar o tamanho do meu amor e da minha gratidão por ela que esteve ao meu lado em todos os momentos, mesmo que o "lado" tivesse 200km de distância. Sei que ela nem liga muito, mas, ela sabe, pra mim aniversários são datas mais que especiais. E não preciso dizer que lhe desejo toda a felicidade do mundo. Hoje só tenho a dizer: PARABÉNS, MÃE!

"Non è più vero que di te io mi vergogno e la mia anima lo sento ti assomiglia. Aspetterò pazientemente un altro sogno... TI VOGLIO BENE MAMMA... SCRIVIMI... TUA FIGLIA..." (Laura)

24 de março de 2011

"How I wish, how I wish you were here"


Se estivesse vivo, hoje "ele" faria 64 anos. O primeiro dos 4 homens da minha vida. Aquele a quem eu devo parte do que sou, devo muito, inclusive a vida. Aquele que me ajudou nos meus primeiros passos, primeiras palavras, primeiras lições de vida. Que nos deixou tão cedo, mas que, tenho certeza, está olhando por nós e sendo parte constante das nossas vidas, até dos que não tiveram a sorte de conhecê-lo. Tenho o orgulho e o privilégio de ser um pedacinho dele e de ter podido conviver por quase 19 anos com ele. Está vivo pra sempre no meu coração.

 Pai, amor eterno! ♥


"Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre, o que é viver melhor.
Naquela mesa ele contava histórias,
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor.

Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã.
E nos seus olhos era tanto brilho,
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã.

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa no canto, uma casa e um jardim.
Se eu soubesse o quanto doi a vida,
Essa dor tão doída não doía assim.

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguem mais fala no seu bandolim.
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim."

 ("Naquela mesa", Sérgio Bitterncourt)


Hoje, tudo que eu queria era poder ligar para dar os parabéns. Mas é a 13ª vez que não posso. Só me restam a saudade e as lembranças, uma homenagenzinha no blog, que é minha válvula de escape. Todo ano sinto as mesmas coisas, já nem tento evitar. "How I wish, how I wish you were here..."

23 de março de 2011

Sampa

"...É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi (...) E foste um difícil começo, afasto o que não conheço, e quem vem de outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade..."

Hoje faz 13 anos que cheguei a São Paulo. Foi um dia difícil, mas incrível, em que conheci uma das amigas mais importantes da minha vida, a Thaís. A princípio, vim só pra fazer faculdade, voltaria "pra casa" 4 anos depois, tudo minuciosamente planejado. Porém quiseram o destino e meu nada estúpido Cupido que estivesse aqui o grande amor da minha vida, alguém que me fizesse querer fincar as estacas. Não posso dizer que amo essa cidade, mas também não odeio. Se tivesse a chance, gostaria sim de voltar pro interior - a possibilidade até existe, mas milhares de coisas dificultam essa decisão. Mas sei que sentiria falta de algumas coisas aqui. Já ouvi várias teorias sobre essa música do Caetano. Algumas dizem que é uma declaração de amor à cidade, outras dizem que ele está, na verdade, "esculhambando" com ela. Pra mim, é um meio-termo. Fato é que só não sendo paulistano e chegando aqui depois de uma certa "bagagem" pra entender Caetano. E, pode crer, "mano": eu entendo.

"E os novos baianos passeiam na tua garoa. E novos baianos te podem curtir numa boa…"

10 de janeiro de 2011

O chato

Outro dia, antes de ganhar um smartphone novinho de um amigo (amigo? hum, sei... hahaha!), o celular do marido desconfigurou os toques personalizados. Provavelmente, o cabeção ou um dos cabecinhas mexeu em alguma coisa e todos os toques passaram a ser o genérico - aquele que toca para os números que não têm toque personalizado. Acontece que, quando liguei do meu para testar, era o hino do São Paulo. Eu, corinthiana roxa, quis morrer com minha linda foto aliada àquela musiquinha horrorosa. Enquanto isso, ele ria da minha cara. Para sacaneá-lo também (e apenas para isso, que fique claro), me lembrei de 3 músicas que baixei e editei para ser o toque dele. Perdendo para as bagaceiras "Ser corno ou não ser" e "Ele é corno mas é meu amigo", elegi uma música que ouço (e adoro) desde pequena e que hoje passou a pertencer a um novo contato no meu aparelho.

Ah, todo chato é bonzinho
nunca te fez nenhum mal
ah, todo chato é calminho
como se faltasse sal


Ah, todo chato te conta
aonde passou o Natal
E sempre te dá um dica
de onde ir no carnaval


Ah, todo chato cutuca
pra você prestar atenção
chama cabeça de cuca
e arranha um violão


Diz que inventou uma música
e toca as seiscentas que fez
e quando você abre a boca e boceja
ele toca tudinho outra vez


Ah, todo chato é gosmento
mas não há como evitar
eu sou um chato e meu Deus não me agüento
só me tacando no mar

(Oswaldo Montenegro, "O Chato")

-> A versão ao vivo (e nem sei se há outra) tem  9 minutos e o grande barato é Oswaldo Montenegro contando histórias sobre o chato antes da canção em si. Mas não consigo colocar música nesse blog e só achei um vídeo (daqueles com fotos) no Youtube. Quer ouvir e dar boas risadas? É só clicar aqui.

8 de janeiro de 2011

Somos quem podemos ser

O bolo do marido ficou pra hoje. Chocolate com coco, como ele gosta. No som, como não podia deixar de ser, meu CD preferido da minha banda preferida, gravado em dois daqueles dias que vão fazer parte do filminho da minha vida, quando eu morrer.  A música não está na minha lista de "10 mais", mas é perfeita. Porque, gostem ou não, nós "somos quem podemos ser".

24/03/2000 - Palace, São Paulo

"Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção

E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Nós somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter 

25/03/2000 - Palace, São Paulo
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

E nós somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter (e teremos)..."

(Humberto Gessinger, "Somos quem podemos ser", versão "10.000 destinos")


P.S.(update): As fotos são ruins mesmo (naquele tempo não tinha câmera digital, benhê! As amigas frequentadoras deste blog são "antiguinhas" como eu e vão se lembrar desses tempos tão remotos). No primeiro dia de gravação fiquei "colada" no palco, mas esqueci as pilhas da máquina e fiquei sem flash - lembrei no ponto de ônibus, mas ele era  fora do Campus, muito longe do alojamento onde eu morava e não dava pra voltar. No segundo dia, estava com a Thaís, minha "roommate" e melhor amiga na época, então não fui tão cedo e ficamos mais no fundo, pra fugir da muvuca. Consegui chegar ao palco na hora do bis, que tinha o Paulo Ricardo (aquele, do RPM). Mas gosto mais dessa foto aí.

6 de janeiro de 2011

De fé

Eu não sei por onde começar. Já é a décima vez que passamos seu aniversário juntos e eu já disse tantas vezes o quanto te amo e o quanto te desejo o bem que não sei mais como fazê-lo sem ser repetitiva. Eu só queria uma maneira mais original de te dizer tudo aquilo que você e o mundo inteiro já sabem. Não encontrei. Mas nem por isso vou deixar de dizer o que eu quero...
...que eu te amo mais do que eu imaginei que amaria alguém na vida e que me sinto como se você fosse parte de mim desde que nasci;
...que sou grata por tudo o que você fez e faz por mim, por tudo que me deu e que conquistamos juntos, por todas as horas que esteve ao meu lado, sem diferença se o momento era bom ou ruim;
...que tenho orgulho do que você é, do que você faz e do que representa para as pessoas a seu redor, do seu caráter, sua honestidade, sua hombridade, sua lealdade, sua competência e sua coerência na defesa das suas ideias, mesmo quando não concordo com elas;
...que me sinto muito feliz e privilegiada por ter sido a escolhida para estar a seu lado pelo resto da vida, para compartilhar momentos alegres e tristes, para aprender e ensinar;
...e, acima de tudo, que eu desejo que você tenha tantas coisas boas na sua vida a ponto de não conseguir numerá-las, que tenha muita saúde, paz, sorte e harmonia (porque amor você já tem muito, por todos os lados), e que continue sendo sempre muito abençoado por Deus.

  Sei que não disse nenhuma novidade, nada que você não soubesse (até a música já cansei de cantar). Também não disse apenas porque é seu aniversário. Tudo isso eu sinto e expresso todos os dias, mas, você sabe, aniversários são muito importantes pra mim e é apenas minha vondade de gritar pro mundo que fica maior nesses dias. Feliz anivesário, mesmo que esta pequeniníssima homenagem tenha vindo apenas no finalzinho dele.

"Sempre que eu preciso
Me desconectar
Todos os caminhos
Levam ao mesmo lugar
É meu esconderijo
O meu altar
Quando todo mundo
Quer me crucificar...

Eu só quero estar
Com você!
Ficar com você!...

...

Eu tenho muitos amigos
Tenho discos e livros
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você...

Tenho sorte e juízo
Cartão de crédito
E um imenso disco rígido
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você"

(Humberto Gessinger, "De fé")

 

Nós te amamos muito!!!!!

OBS.: Demorei demais e acabei postando após a meia-noite. Mas, como estamos com o fuso horário de Pirassununga (hein???), tá valendo.

20 de dezembro de 2010

Marcas

Sexta passada foi a entrega dos certificados na escola que o Thierry vai pela manhã. Eu estava muito triste aquele dia e eles fizeram "o favor" de colocar uma música que sempre me emociona, mas que hoje tem um significado especial pelo momento que estou vivendo, justamente no final do ano. Um momento que eu gostaria que fosse muito diferente, mas que não depende só de mim, infelizmente. Sou verdadeira, não sou de fazer de conta que nada aconteceu e fingir que minha vida segue normalmente, que pessoas que amo não me fazem falta, ou que de ontem pra hoje não as amo mais. Mas também não vou implorar o perdão de ninguém (até porque nem acho que sou a maior responsável pelas coisas que aconteceram, embora seja a única que admita o erro). É bem por aí:

"Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão...

O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar...

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer..."

(Os incríveis/ "Marcas do que se foi")

16 de dezembro de 2010

Apenas mais uma de amor

Você pode continuar entrando quando quiser. E espero que se sinta muito bem-vinda. Não sou eu que estou tentando colocar um ponto final na nossa relação. Eu só queria que você soubesse que eu nunca imaginei que as coisas acabariam assim e nunca tive a intenção de fazer intriga, fofoca ou qualquer coisa das quais vocês estão me acusando. Eu sei os meus motivos e tenho minha consciência em paz - talvez com menos rancor e mais maturidade você tivesse pelo menos parado pra me ouvir em vez de "bater a porta" na minha cara e mandar um e-mail cheio de ressentimentos que não vou nem me dar ao trabalho de responder. Mas também sou mulher o suficiente pra assumir a consequência dos meus atos, admitir minha tristeza e pedir desculpas (sim, estou pedindo e não dizendo que pedi, como já aconteceu aí) pelo constrangimento que causei. Mas pelo menos tem um lado bom. Se não tivesse acontecido, eu não saberia o que você realmente pensa sobre mim e, sob o véu de quem nunca quer ficar mal com ninguém, nunca teve coragem de dizer. Foi pior do que eu esperava, mas não mais forte do que eu posso suportar. Eu vou seguir minha vida com a sensação que está faltando um pedaço, mas com a certeza que ninguém vai conseguir me atingir com acusações e palavras, pois, aqui em casa sim, há verdadeiramente respeito, cumplicidade e amor.


"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
 
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer


Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz


É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer


Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer


Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"


(Lulu Santos/"Apenas mais uma de amor")

9 de novembro de 2010

Menininhos

Embora eu não tenha nenhum tipo de habilidade artística, sempre gostei muito de música e de me deixar falar através delas. Sempre tem aquelas com as quais eu "cismo" por um tempo, aquelas que parecem falar por mim e aquelas que simplesmente não dizem nada importante, mas que me agradam "sonoramente". E daí que eu resolvi fazer agora essa "seção" no blog. A eleita de hoje é de um gênio da música e da literatura brasileiras. Estamos "viciados" nas músicas de "A Arca de Noé", de Vinícius de Moraes, o único capaz de traduzir tão bem e graciosamente animais em música. Mas essa não é sobre nenhum deles. É, pra mim, a mais bonita do álbum. Para os meus "menininhos".

Menininha / Valsa para uma menininha

(Vinicius de Moraes / Toquinho)

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão


 Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei



OBS.: Ainda não descobri o nome verdadeiro da música. Na discografia e em sites de letras já vi "Valsa para uma menininha", mas no Livro de Letras dele está só "Menininha"... Por via das dúvidas, vai os dois.