Site Meter Três e eu: Na escola...
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11 de agosto de 2011

Faço ou não faço?

E então eu resolvi fuçar na net se encontrava modelos de kit festa escolar com as embalagens que eu vi. Claro que eu vi umas coisas lindas, com maletinhas/lancheiras duráveis e fiquei apaixonada, mas a mais barata que eu encontrei era quase R$3,00 (e não sei o tamanho). Nas minhas contas isso não encaixa (ou melhor, não encaixa na minha pão-durice), então procurei pelas descartáveis mesmo e confesso que fiquei encantada! Vou te falar, tem gente que tem coragem de vender umas coisas que dão medo, mas tem outras bem caprichadinhas! E daí tirei um monte de ideias. Vou comprar no sábado, ainda não sei se maletinha ou caixinha. Mas vou fazer um troço bonitinho.

Minha dúvida agora é outra. Eu tinha dito aqui que achava estranho crianças que levam convite pra uma festa onde todos vão estar de qualquer maneira. Pra mim sempre pareceu um pedido de presente e eu sou totalmente contra as crianças levarem presente pra festa na escola. Mas esses dias de pensamentos festísticos me dei conta que o convite talvez sirva apenas pras crianças não levarem lanche naquele dia. Ontem mandei um interrogatório algumas peguntas pra professora através do caderno de comunicados e uma delas foi se eu precisava mandar convite. A resposta foi que só se eu quisesse, mas caso contrário ela mandaria que anotassem na agenda. Ou seja, confirmou minha suspeita. E aí eu perguntei pro menino se ele queria convite. Morro de dó porque sinto que ele não gosta muito de dar opinião com medo de magoar a gente, ou dar trabalho, ou qualquer coisa que ele acaba não falando. Geralmente a resposta é "legal", quando apresento alguma ideia, ou "pode ser/tanto faz", quando peço pra escolher entre duas ou mais. Foi o que ele fez. Mas senti que ele quer. Então acho que vou fazer (ate porque adoro fazer, néam?). Se alguém tiver alguma coisa contra fale agora ou cale-se pra sempre.

16 de maio de 2011

Aniversário = Presente. Será?

A primeira vez que fiz um aniversário na creche foi o 3º do Thierry, que já estava lá havia pouco mais de 1 ano. No começo, estranhei não precisar mandar convite, lembrancinha, doces, balões ou bebida (porque lá já tem o suco - maluco ou não, hahahaha). Docinhos, pipoca e brinquedos alugados são até bem vindos, mas é muito raro alguém levar. Já o bolo, a vela, o parabéns e a comemoração são sempre incentivados. Àquela altura, eu também já tinha percebido que nunca, em nenhuma hipótese, se mandava presente pro aniversariante. Algum tempo depois também pediram para não fazermos temas. A princípio foi tudo meio estranho, já que eu via outros "padrões" de festa em escolinha, onde se faz uma festa "completa" e o aniversariante ganha presentes. Mas aos poucos fui compreendendo a filosofia da creche - que também não comemora nenhum tipo de festa, como Natal, dia das mães, pais, crianças e muito menos Halloween. As exceções são as festas típicas da cultura nacional (Carnaval e Junina) e a festa de final de ano, em nenhum momento relacionada com o Natal, mas com o encerramento de um ciclo. Hoje, não só aceito e respeito como concordo plenamente com ela. E daí que na hora do almoço eu comentei com o Thierry que, passada a festa do Fafá (já falei que vai ser dia 11/06???), vou começar a me concentrar nas duas dele. Resolvi fazer na escola e não chamar ninguém na festa pra família, porque ano passado achei chato, hoje me arrependo e não teria feito nada daquilo... Quero fazer uma festa mais "caprichadinha", com direito a docinhos e sacolinha surpresa/lembrancinha (na creche não dá porque lá são cerca de 80 crianças, mas na escola é só a sala dele, com 30). Conversa vai, conversa vem, ele comentou que as crianças que fazem festa têm recebido muitos presentes - e bem que eu achava estranho algumas crianças mandarem convite pra uma festa que será realizada num local onde todo mundo estará mesmo. Eu disse que ele provavelmente não ganharia presente, porque fazemos festa para comemorar, para estar com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós, não para ganhar presente. Mas chocada mesmo eu fiquei quando ele contou que um amigo aniversariante, no meio da "festa", perguntou a ele: "Ei, cadê o meu presente???" Ele, coitadinho, disse sem-graçamente que não tinha levado porque a mãe dele não sabia, e eu estava tão atônita que nem ouvi o resto. Eu não acho nada demais que se leve presente, mas é algo com o qual realmente não estou acostumada, muito menos com criança "cobrando" presente. Claro, os presentes são muito bem vindos mas, na falta dele, eu quero que eles não se frustrem ou cometam a indelicadeza do menino acima. O problema agora é que terei que trabalhar melhor esse assunto na cabecinha dele, porque, embora eu acredite que ele já tenha entendido tudo isso, ele é só um crianção de quase 8 anos que provavelmente será o único a não ganhar presente...

14 de maio de 2011

Nasce uma estrela (ou não)

E daí que nós três (porque o Thi "já era") esperamos o Globo Repórter inteiro porque passaria uma matéria filmada na creche. Claro, foi a última - mas a entrevista com a nutricionista Isa, no início, ao ar livre, foi feita lá, num parque delicioso que eles chamam de "quintal". Eu, toda boba pra ver se apareceria ao menos um fiozinho de cabelo do meu filhote, levei o maior susto e quase tive um treco com o Alberto Gaspar entrevistando meu menininho, dizendo que "soube que ele era o especialista em sucos". Nem parecia o Sr. Fabrício, de tão tímido e falando pra dentro que ele estava. Mal conseguiu responder o que o cara perguntou. E aqui em casa também travou. Estávamos tão empolgados falando "olha o fulano! olha a beltrana!", que parece que a ficha dele não caiu que era ele ali, sendo "entrevistado" e dizendo que estava tomando "xuco maluco". Não comentou uma palavra sequer. Mas eu ainda tô toda boba. Não vejo a hora de ver a reprise amanhã e domingo! :D

Quando eu achar o vídeo, coloco aqui.

-> O tal suco maluco existe na creche desde sempre (desde sempre pelo menos que eu tô lá, claro: 2005). Um dos baratos é chegar no salão, olhar aquele nome esquisito e tentar adivinhar do que é. E a D. Ivoni, a que faz o suco maluco, é uma das pessoas mais maravilhosas de lá!

-> Outro dia, na hora do lanche, Fabrício falou pra educadora que estava tomando "ligonada". E ela perguntou do que era feita a ligonada. "De ligon, ué?!" Eu, hein... Você parece que não sei!...

-> O blogger "devolveu" meu post de ontem ("Filho de Salim"). No lugar errado, depois do primeiro de hoje, mas devolveu. Pelo menos...

2 de março de 2011

Mustela Putorius Furo

Meu menino está fazendo sua primeira pesquisa da escola. Na confecção de um "bichonário" (obviamente, um dicionário de bichos), cada criança ficou responsável por trazer informações a respeito de um bicho. Segundo ele, por escolha própria, ele recebeu o furão (cujo nome científico é o título deste post. Quem assiste o Fantástico sabe, ha!). A princípio, pensei em dizer pra ele procurar alguma coisa no Google, ver o que interessa e imprimir. Ao contrário do meu tempo, não temos enciclopédia em casa, nosso único material de referência impresso é um Aurélião querido, adquirido nos tempos de faculdade, então só me resta a Wikipedia. Acabei descobrindo que as professoras querem algo simples, mais ou menos em formato de ficha e resolvi orientá-lo a fazer parecido com o que eu vi no slide, na reunião de sábado. Como não temos Office e eu me recuso a pagar quanto cobram, abri pra ele uma conta do Google e o ensinei a usar as ferramentas básicas do Docs. Ele ouviu tudo atentamente e foi fazendo como eu dizia. Primeiro colocou no alto da página, à direita, a letra inicial de furão, como num dicionário mesmo, arrumando o alinhamento. Depois escolheu o tamanho da fonte e elencou os dados que eram pedidos: nome, uma figura, classificação, características físicas, alimentação, habitat, locomoção e curiosidades. Em seguida aplicou negrito por conta própria. Então ele foi ao Google pesquisar - coisa que já faz sozinho. O artigo da Wikipedia era bem satisfatório e ele conseguiu achar tudo o que precisava. Em certo ponto, eu achei que estava dizendo demais como escrever algumas palavras e resolvi apenas responder o que ele me perguntasse, como sugeriram as professoras na reunião. O que ele errou, deixei errado. Foi complicado. Eu não queria que ele fizesse o trabalho do meu jeito (aham, tá), mas queria ensiná-lo a fazer bonitinho, caprichado. Então tivemos um pequeno impasse na hora de colocar as características físicas. Descobrimos que cada "raça" de furão tem cores e características diferentes, mas ele não quis especificá-las e escreveu apenas "'esistem' vários tipos de furão". Pura preguiça. Eu me estressei, saí da mesa, fiquei chateada. Mas, como o trabalho é dele, deixei. A entrega é amanhã, então hoje eu pedi a ele que revisasse, visse se quer acrescentar alguma coisa e corrigisse os erros que estavam grifados em vermelho, quase todos de acentuação - algumas vezes falta, outras sobra acento. Então faltou arrumar o "esistem" lá de cima, e eu disse que não era com s, mas também não era com z. Não adiantou, tive que dizer que era com x. Ele fez cara de "como é que não pensei nisso antes???" e veio arrumar. Virou "esixtem". :-) 

5 de novembro de 2010

Quase avó

Marido acaba de me ligar pra dar a notícia do dia: a primeira borboleta nasceu esta noite! As crianças estão em polvorosa. E eu estou me sentindo meio avó... :D

3 de novembro de 2010

"O tempo passou, claro que passaria..."

Cada vez que observo minhas crianças, me sinto uma boba. Meu "bebê", que até outro dia  (outro dia MESMO) fazia apenas rabiscos num pedaço de papel, agora já faz desenhos de "pessoas" com corpo, membros, olhos e boca. Acabou de fazer vários "pingos" num papel e veio dizendo que são os ovos das lagartas dentro da folha - agora o viveiro está repleto de lagartas nojentas de todos os tamanhos. Sempre que vê o irmão fazendo a lição de casa, quer fazer também, nem que seja desenhar numa folha em branco ou fazer atividades nos livrinhos de colorir. E fala, cheio de orgulho, que vai levar pra professora ver, que ela vai gostar, etc. Na hora do jantar ou no carro, enquanto o irmão está contando alguma coisa, sempre levanta a mão e espera sua vez para contar algum episódio também. Hoje fiquei observando toda a articulação da narrativa e mesmo das palavras, que até pouco tempo nem saiam inteiras. Já para o Thierry, o desafio tem sido escrever o próprio nome na lição. No começo do ano, ele cismou de querer aprender a escrever com letra cursiva (que só vai aprender ano que vem na escola). Acontece que, em casa, ele não tem paciência de aprender direitinho, letra por letra, como deve ser. Aprendeu a escrever o primeiro nome dele e, desde então, só assina assim. Até é legível, mas há alguns meses a professora pediu que eles não fizessem mais (depois ela me contou que é porque não conseguia ler alguns). Hoje ele chegou todo feliz dizendo que a Prô tinha deixado escrever o nome com letra de mão. Quebrou a cabeça pra copiar o sobrenome, mas saiu bem bonitinho. A lição mesmo ele geralmente faz em 5 minutos, sem empolgação devido à "facilidade", mas tenho percebido que agora elas estão mais voltadas à ortografia e à aquisição lexical (que deveria ser feita com mais leitura, admito). Hoje deveria "ler" uma história do Chico Bento, sem palavras, e contar o que entendeu. Muito preguiçoso, disse que era só pra contar, mas, quando eu disse que a Prô ficaria muito feliz se ele escrevesse, não pensou duas vezes. Às vezes parece que quer chamar a atenção, mesmo comigo ao lado; ficou pensando, por exemplo, como se escrevia "FOI" (é, "foi"!!!). O resto do texto (de três linhas, mas, ainda assim, um texto) fluiu bem, esbarrando apenas em questões ortográficas próprias da última flor do lácio, inculta e bela.

Às vezes fico com a sensação que perdi algum pedaço. Será que eu dormi enquanto eles estavam crescendo? Prefiro não pensar. Só viver.

28 de outubro de 2010

Efeito borboleta - ou efeito casulo

Fabrício está estudando as borboletas na escola. Tem até um viveiro com duas lagartas na sala, uma já dentro do casulo - e, infelizmente, acreditamos que vá "virar borboleta", ou sei lá como se chama isso tecnicamente, bem no feriado... As crianças as alimentam com folhas de couve colhidas na horta que eles mesmos fizeram. Em volta do viveiro, tem todos os livros da escola relacionados ao assunto. Ele já sabe mais sobre borboletas que eu soube na minha vida toda. Sério.
...
Daí hoje, na hora do lanche, marido tava me contando que outro dia os dois estavam no quarto e ele ouviu Thierry falando que Fabrício era o irmãozinho caçula dele, e o pequeno ficou indignado, bravo mesmo, dizendo que não era não. E eu comecei a brincar com ele, dizendo que era meu caçulinha. Ele novamente se indignou e disse, muito sério: "Não!!! Eu não sou casulo!!!!". E nós entendemos o motivo de tanta revolta...