E, de repente, o pouco pra fazer se tornou correria. Por volta das 11:30h chegou o aviso que seríamos dispensado às 14h - e pouco depois marido ligou dizendo que teria que pegar o Fá em 5 minutos, pois a creche fecharia às 12h, mas é "véspera de véspera de Natal" e não vou me irritar pelo aviso tão em cima. Mesmo correndo, consegui colocar minhas coisas em ordem, ufa! Agora falta apenas 1h pras minhas tão sonhadas férias - deliciosos QUARENTA dias em casa...
23 de dezembro de 2010
Será que ele vem???
Fato 1: Quando fomos comprar o presente do Fá, falei pro marido pra pegarmos um tamborzinho mais barato que o menino ia ficar feliz assim mesmo (lembrando que eu não queria gastar muito com presentes). Ele respondeu que não ia dar certo, que aquela coisinha de 3 anos e meio conhece os instrumentos de percussão melhor que nós e ele queria uma BA-TE-RI-A. Em vez de 24, perdi 100 reais (mas feliz, pq a bichinha é linda!). Em "6 suaves prestações". E acabo curtindo por ser o primeiro Natal em que meu pitoco sabe o que quer.
Fato 2: Ontem os dois ficaram na sogra e foram com as tias pra Paulista passear. Chegaram meio tarde e dormiram lá. Hoje cunhada perguntou se eles podem voltar à noite para irem a uma festinha - achamos ótimo, pois assim podemos embrulhar o presente do Thi com calma e arrumar o carro sem a preocupação de um flagrante.
Junção dos fatos: Claro que Fabrício estava com um humor do cão logo cedo quando fomos pegá-lo pra ir à escola. Começou a insistir que o pai tinha dito que ele ficaria na vó hoje, e eu expliquei a programação dos dois dias. Dissemos que ele tinha que ir pra escola buscar o material e os trabalhos dele e amanhã iremos pra vó porque é o dia do Papai Noel passar. Ele, então, respondeu: "Mas a gente já 'viu ele'!!!" Argumentei, dizendo que ele ainda não tinha ganho presente. Ele continuou indignado e repetiu, dessa vez nervoso e gesticulando. Também repeti, e falei que já tinha combinado com o Noel de entregar os presentes na minha mãe. Ele parou e pensou por um segundo, então disse que só queria uma bateria (não entendi ao certo, mas acho que ele quis dizer: "dane-se quem e onde vai entregar, eu só quero a bateria"). Falei que então ele precisaria seguir a programação pra saber se receberia o presente que pediu. Pra nossa surpresa, ele DO NADA respondeu: "Mas eu não quero um tambor, eu quero uma bateria!!!" Eu e marido nos entreolhamos sem entender e eu ouvi "tá vendo????" bem baixinho. Ainda bem que ele não cismou com a motinho elétrica de 600 reais que viu na Recreio. Aí, o primeiro Natal sabendo o que quer, seria tambem o primeiro Natal frustrado dele.
OBS.: Último dia de trabalho é duro. Ninguém quer (nem pode) deixar nada pendente, então tenho pouca coisa pra fazer. Com um post logo cedo, dá pra ter noção de quanto é "pouca", né?
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Fabrício,
Final de ano,
Pérolas
22 de dezembro de 2010
Momento Mastercard
Depois de um longo e tenebroso inverno, a encomenda da minha cliente chegou! E, após uma semana tão difícil, com pessoas tentando nos colocar pra baixo, cheia de acusações e ressentimentos, nada como começar o dia com tantos elogios sinceros (afinal, a mulher estava pagando e caro, não tinha motivos pra ser falsa, certo?) pra melhorar meu astral! Muito bom ser reconhecido por aquilo que a gente realmente gosta e faz com tanto amor! Não tem preço e não tem quem consiga estragar!
Daqui a pouco começa nossa festinha. Antes tenho que ensinar os estagiários que farão a parte mais urgente do meu trabalho durante as minhas férias. Enquanto isso, sigo morrendo de sono. À noite, fiquei emendando um programa no outro e só consegui dormir quase 1h da manhã, após assistir um episódio de Friends que eu ainda não tinha visto. Mas eu amo tanto que nem ligo, rssss.
UPDATE: Como diria minha mãe, "melhor que isso, só dois disso". Fiquei triste porque, no final do nosso "brunch", estava todo mundo tão empanturrado que sobrou mais da metade dos cookies. Mas, conforme o dia foi passando, várias pessoas foram voltando até a copa pra comer mais um pouquinho. E algumas vieram até minha mesa só pra me falar que tinham adorado - mesmo eu achando/falando que justamente esse foi o que deu errado. Final feliz - ainda mais porque agora falta um único diazinho pras minhas férias! \o/
Daqui a pouco começa nossa festinha. Antes tenho que ensinar os estagiários que farão a parte mais urgente do meu trabalho durante as minhas férias. Enquanto isso, sigo morrendo de sono. À noite, fiquei emendando um programa no outro e só consegui dormir quase 1h da manhã, após assistir um episódio de Friends que eu ainda não tinha visto. Mas eu amo tanto que nem ligo, rssss.
UPDATE: Como diria minha mãe, "melhor que isso, só dois disso". Fiquei triste porque, no final do nosso "brunch", estava todo mundo tão empanturrado que sobrou mais da metade dos cookies. Mas, conforme o dia foi passando, várias pessoas foram voltando até a copa pra comer mais um pouquinho. E algumas vieram até minha mesa só pra me falar que tinham adorado - mesmo eu achando/falando que justamente esse foi o que deu errado. Final feliz - ainda mais porque agora falta um único diazinho pras minhas férias! \o/
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Desabafo,
Momentos Mastercard,
Trabalho
21 de dezembro de 2010
Durma com um barulho desse!
Pausa estratégica enquanto estou batendo os cookies para a festinha de confraternização do meu trabalho amanhã - semana passada foi de toda a Escola, dessa vez será só do meu setor, a biblioteca. Quando preciso utilizar a batedeira, geralmente faço na sala de jantar, pois a cozinha do "apertamento" não tem tomada próximo ao balcão. Assim que liguei a menina, veio um nanico correndo do quarto, dizendo: "ow, mãe!!! Eu tô tentando assistir Mister Maker!!!" Chupa essa manga...
UPDATE: E os cookies ficaram "dilíça! Faltou um pouquinho de açúcar (que completei com um pouco mais do mascavo), mas como estava fazendo de 2 sabores, resolvi "inovar" e colocar Nescau (é, Nescau mesmo, justamente por ser mais doce) em um deles. Ficou melhor que o outro, de chocolate branco com castanha... :)
UPDATE: E os cookies ficaram "dilíça! Faltou um pouquinho de açúcar (que completei com um pouco mais do mascavo), mas como estava fazendo de 2 sabores, resolvi "inovar" e colocar Nescau (é, Nescau mesmo, justamente por ser mais doce) em um deles. Ficou melhor que o outro, de chocolate branco com castanha... :)
"Onze patinhos foram passear..."
Horário de almoço e eu vendo o KibeLoco. Deu uma dor no coração e um desespero ao ver esse vídeo - que não deixa de ser engraçado e fofinho. Gostei do título da postagem do Kibe: Mãe biológica 1 x 0 Mãe natureza. Tem jeito não: os filhinhos sempre voltam pra mamãe! :D
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Nada de nada,
Supermãe
20 de dezembro de 2010
Marcas
Sexta passada foi a entrega dos certificados na escola que o Thierry vai pela manhã. Eu estava muito triste aquele dia e eles fizeram "o favor" de colocar uma música que sempre me emociona, mas que hoje tem um significado especial pelo momento que estou vivendo, justamente no final do ano. Um momento que eu gostaria que fosse muito diferente, mas que não depende só de mim, infelizmente. Sou verdadeira, não sou de fazer de conta que nada aconteceu e fingir que minha vida segue normalmente, que pessoas que amo não me fazem falta, ou que de ontem pra hoje não as amo mais. Mas também não vou implorar o perdão de ninguém (até porque nem acho que sou a maior responsável pelas coisas que aconteceram, embora seja a única que admita o erro). É bem por aí:
"Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão...
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão...
O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar...
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar...
Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer..."
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer..."
(Os incríveis/ "Marcas do que se foi")
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As canções que alguém fez por mim
19 de dezembro de 2010
Os presentes
Não sei se dormi o resto do ano, mas só ontem me dei conta de verdade que este é o último final de semana antes do Natal. Eu e marido estamos sozinhos em casa, os pequenos foram ontem pra vó e só voltam amanhã à noite. Por isso resolvemos sair pra terminar de comprar os presentes deles, achando que o xópin estaria um inferno. Tava cheio, mas não pior que o normal. E o quesito "presentes" está quase resolvido - só faltam os dos sobrinhos, que não tenho pressa, pois infelizmente não os verei. Fabrício, louco por música, cismou com uma bateria com "batêcas" (baquetas). Agora ele pode até montar uma banda com os instrumentos que tem. Thierry queria os tais dos Bakugans, mas eu disse que não, porque é caro e quebra fácil. Quando fomos na PBKids, percebi que nem nós, nem ele, sabíamos que presente seria legal. Foi aí que pensei em um kit de artesanato em madeira, que ele adora fazer com as tias artesãs. O menino adorou a ideia, no dia seguinte compramos várias coisas - maleta, caixas, tintas, papéis para decupagem - e hoje terminamos com os pincéis. Cada um vai ganhar também outro presentinho (Thi um Bakugan e Fá um set de carrinhos), porque ficamos com pena de não poderem usar muuuito os outros presentes assim que ganharem. Tinha me prometido não gastar muito com presentes, mas sempre acabo estourando o orçamento. A gente se recupera durante o ano, quando acabarem as parcelas...
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Datas especiais,
Final de ano,
Supermãe
18 de dezembro de 2010
Escolhas
Ontem fiquei um tempão conversando com uma amiga que amo. Conversando é modo de falar, porque quando eu desato a falar, pobre amiga (pausa para ela imaginar a minha cara como a daquela tiazinha do busão dizendo que ela é uma guerreira)... Uma pessoa muito crítica e sincera, que não fica de mimimi e nhém-nhém-nhém por medo de discordar e "ficar mal" com alguém e que, graças a isso, é uma das poucas pessoas cuja opinião realmente me importa. Fato é que, depois de uma longa conversa não muito filosófica, ela comentou algo que me deixou pensando bastante e as ideias foram concatenando, até que eu cheguei no assunto que achei que merecia um post. Senta que lá vem a história.
Todo mundo sabe, é frase de efeito e até slogan de comercial. Mas a vida é realmente feita de escolhas. E as minhas foram, quase sempre, mais passionais do que racionais - porque eu sou assim. Mas também sempre foram feitas com muita convicção. Claro que de algumas-poucas eu me arrependo, mas não faço disso um grande problema e nem vivo de reclamar delas. É assim que a gente cresce. Aos 14 decidi fazer magistério em vez do colegial (me recuso a falar "ensino médio"), mesmo sabendo que perderia um ano a miais (o curso era de 4 anos) e estaria pouco preparada para o vestibular. Mas eu não me arrependi, adorava crianças, adorava ensinar, fiz amizades verdadeiras que duram até hoje, 14 anos e alguns quilômetros de distância depois. Não seguir a profissão não foi uma escolha, mas um caminho que minha vida foi tomando. Formada, depois de um ano de cursinho e 4 vestibulares, passei no único em que havia colocado a segunda opção. Tive que escolher entre fazer um curso com o qual eu não sonhava (mas até queria) na USP ou esperar mais um ano e TENTAR passar em outra faculdade, no curso que eu sonhava, Jornalismo. Escolhi a primeira opção e mergulhei de cabeça. Foi assim que me formei em Letras "senza rimpianti" (ou sem arrependimentos). Já bem no final da faculdade cheguei a pensar em trocar de curso por Biblioteconomia, a área em que trabalho até hoje e onde estaria ganhando um pouco mais se tivesse o superior, mas, apaixonada por Italiano e no fim do curso, nem levei o pensamento adiante. Escolhas podem custar futuros. Jornalista, eu estaria desempregada e infeliz. Bibliotecária eu estaria ganhando mais e até feliz. Nem por isso me arrependo da escolha. E outras foram surgindo. Escolhi trabalhar fora e dar um pouco mais de conforto material pra minha família. Escolhi a estabilidade financeira de um emprego público a um salário (talvez) maior lecionando. Escolhi ter um filho logo no início do casamento simplesmente porque este seria o maior prazer da minha vida. Escolhi ter o segundo filho porque esse seria o único prazer capaz de completar o anterior. Escolhi parar um mestrado na USP só porque ele ocupava um tempo que deveria ser do meu filho (até então, único). Escolhi encerrar amizades pouco (ou nada) sinceras porque me fazial mal. Escolhi morar numa cidade da qual não gosto em vez de voltar para o aconchego do colo da mamãe, pois aqui estava o homem que amo e escolhi pra viver - alguém cujas qualidades não se encontram em qualquer "Zé Mané" por aí. Minha mãe continuaria sendo minha mãe, me amando e sendo amada por mim, em qualquer lugar do planeta que eu estivesse. Além de este ser o caminho natural da vida, dela aprovar o marido com louvor e do orgulho que eu sei que ela sente pelas minhas escolhas e conquistas, feitas com muito trabalho e amor. Estar longe é uma escolha que custa caro (e não só financeiramente), mas feita com plena consciência dos prós e contras - telefone e internet estão aí pra amenizar os contras, fora que amor de mãe ou de filha não diminuem com o tempo ou a distância. Não que eu precise falar com ela o tempo todo pra saber disso, até porque custa caro e nossos dias são sempre cheios de coisas pra fazer. Pensando bem, me dá até um certo orgulho que ela não precise querer saber o tempo todo se eu estou bem emocional ou financeiramente, porque ela já sabe.
O que eu quero dizer é que não dá pra passar a vida toda fazendo escolhas das quais nos arrependeremos e ficaremos reclamando depois. Ninguém é responsável pelas suas escolhas, além de você. Não posso reclamar da minha casa suja ou bagunçada de vez em quando porque escolhi não ter empregada e também não "me matar" no tempo que me resta para descanso e lazer. Não posso reclamar que ganho menos do que gostaria porque não tive coragem ou vontade de mudar meu futuro profissional. Não posso reclamar de não ter uma pós-graduação porque não tive interesse de batalhar por ela. Não posso reclamar de não trabalhar com as coisas que eu mais gostaria porque julguei que outro emprego seria melhor. Não posso reclamar do trabalho que meus filhos dão porque eu os desejei e ninguém disse que seria fácil. Enfim, fazer escolhas nem sempre é fácil. Aí eu entendo a revolta da amiga lá do começo (que faz uma faculdade cheia de trabalhos, cuida da casa, dos 3 filhos pequenos e precisa pegar ônibus lotado com eles todo santo dia) quando as pessoas sentem "pena" dela - enquanto, na verdade, suas escolhas a fazem muito feliz. Isso aumenta minha admiração por ela: em vez de autopiedade pelo leão que mata a cada dia, ela diz que não faz mais do que muitas outras mulheres fazem e fizeram pela família. E essa atitude é proporcional à convicção com que fazemos nossas escolhas. Para alguns, é mais fácil reclamar. Eu prefiro arcar com as consequencias das escolhas erradas, continuar batalhando pelas certas e agradecer a Deus por todas, já que sempre me fazem aprender.
(post escrito em 2 dias, esperando que a amiga não se chateie por ter sido citada...)
O que eu quero dizer é que não dá pra passar a vida toda fazendo escolhas das quais nos arrependeremos e ficaremos reclamando depois. Ninguém é responsável pelas suas escolhas, além de você. Não posso reclamar da minha casa suja ou bagunçada de vez em quando porque escolhi não ter empregada e também não "me matar" no tempo que me resta para descanso e lazer. Não posso reclamar que ganho menos do que gostaria porque não tive coragem ou vontade de mudar meu futuro profissional. Não posso reclamar de não ter uma pós-graduação porque não tive interesse de batalhar por ela. Não posso reclamar de não trabalhar com as coisas que eu mais gostaria porque julguei que outro emprego seria melhor. Não posso reclamar do trabalho que meus filhos dão porque eu os desejei e ninguém disse que seria fácil. Enfim, fazer escolhas nem sempre é fácil. Aí eu entendo a revolta da amiga lá do começo (que faz uma faculdade cheia de trabalhos, cuida da casa, dos 3 filhos pequenos e precisa pegar ônibus lotado com eles todo santo dia) quando as pessoas sentem "pena" dela - enquanto, na verdade, suas escolhas a fazem muito feliz. Isso aumenta minha admiração por ela: em vez de autopiedade pelo leão que mata a cada dia, ela diz que não faz mais do que muitas outras mulheres fazem e fizeram pela família. E essa atitude é proporcional à convicção com que fazemos nossas escolhas. Para alguns, é mais fácil reclamar. Eu prefiro arcar com as consequencias das escolhas erradas, continuar batalhando pelas certas e agradecer a Deus por todas, já que sempre me fazem aprender.
(post escrito em 2 dias, esperando que a amiga não se chateie por ter sido citada...)
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Eu,
Pensamentos
16 de dezembro de 2010
Apenas mais uma de amor
Você pode continuar entrando quando quiser. E espero que se sinta muito bem-vinda. Não sou eu que estou tentando colocar um ponto final na nossa relação. Eu só queria que você soubesse que eu nunca imaginei que as coisas acabariam assim e nunca tive a intenção de fazer intriga, fofoca ou qualquer coisa das quais vocês estão me acusando. Eu sei os meus motivos e tenho minha consciência em paz - talvez com menos rancor e mais maturidade você tivesse pelo menos parado pra me ouvir em vez de "bater a porta" na minha cara e mandar um e-mail cheio de ressentimentos que não vou nem me dar ao trabalho de responder. Mas também sou mulher o suficiente pra assumir a consequência dos meus atos, admitir minha tristeza e pedir desculpas (sim, estou pedindo e não dizendo que pedi, como já aconteceu aí) pelo constrangimento que causei. Mas pelo menos tem um lado bom. Se não tivesse acontecido, eu não saberia o que você realmente pensa sobre mim e, sob o véu de quem nunca quer ficar mal com ninguém, nunca teve coragem de dizer. Foi pior do que eu esperava, mas não mais forte do que eu posso suportar. Eu vou seguir minha vida com a sensação que está faltando um pedaço, mas com a certeza que ninguém vai conseguir me atingir com acusações e palavras, pois, aqui em casa sim, há verdadeiramente respeito, cumplicidade e amor.
"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"
(Lulu Santos/"Apenas mais uma de amor")
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As canções que alguém fez por mim,
Desabafo,
Eu
Ritos de passagem
Hoje é a festa de confraternização do meu trabalho. Eu até resolvi ir esse ano, mas o tempo tá tãooo ruim que desisti. Achei melhor ficar em casa com o Thi, mesmo ele sendo essa matraca que não aguenta mais de 20 segundos em silêncio. Tem hora que a gente só quer ficar quietinha, mas tem hora que eu também "sidivirto" com ele. O Fá também iria ficar, mas hoje é a festa de encerramento da creche (que ainda não vai fechar). E ele precisava ir, porque a festa é muito importante. Como teremos mudanças no próximo ano, eles já estão indo pro último módulo, onde antes as crianças só iam com 5 anos e o Thi só foi com 4 e meio. Meu bebê só tem 3 anos e 7 meses e já está todo empolgado pra ir pra lá, pois é o módulo "dos grandes" e o único que tem uma quadra de futebol - e ele me fez comprar uma chuteira por isso. Anualmente saem 2 grupos do segundo módulo para o terceiro, mas esse ano, graças à reformulação, os 4 grupos irão juntos, então estão preparando uma festa especial que iclui até um "arco da passagem". Pena que eu não estarei lá...
13 de dezembro de 2010
Eu mereço...
Eu tenho consciência que não sou um mulherão de arrasar quarteirão. Também não me acho feia, muito pelo contrário, sem falsa modéstia. Apenas reconheço minhas virtudes e defeitos, me considero na média e tenho uma queridíssima autoestima saudável e equilibrada - porque mais triste que aquela bonita que se acha feia, só aquele tribufu de gaveta que se acha a última bolacha do pacote, coisa que eu conheço e tá cheio por aí. Felizmente não é o meu caso. Mas eu não saio muito, não trabalho com público, praticamente não tenho amigos homens. Também não uso roupas que não combinem com meu corpo, minha idade ou meu estado civil, muito menos crio situações para chamar a atenção. Junte a isso uma postura séria (do tipo "sou casada e não sou pro teu bico") e taí uma pessoa cujo marido não precisa fazer ceninha, nem ficar enciumado, porque eu não vou ficar levando cantada ou provocando olhares indiscretos.
(...)
E daí que fomos no aniversário do filho de um casal de amigos. Uma parente deles é casada com um cara que nós achamos esquisito desde o primeiro dia, do tipo que dá beijo melado quando cumprimenta, te olha fixamente, usa calça "saint-tropeito" com camisa por dentro e um boné menor que a cabeça. Até aí, tudo beleza, cada um tem direito de ser esquisito na medida que quiser que eu não fico comentando ou criticando. Mas realiza: estou eu ajudando Fabrício na cama-elástica, brincando de derrubá-lo e marido sentado numa cadeira, observando. Quando voltei, ele estava emputecido, dizendo que eu tinha perdido a cena. Na hora em que me abaixei um pouco pra empurrar o Fá, o agora conhecido como "doidinho" ficou me olhando, com uma pausa estratégica na minha bunda - tudo isso com a mulher do lado. Marido criado nas quebradas de São Paulo só deu um grito: "Ow! Cê tá lôco, mano???" Fiquei super-sem-graça porque mais gente deve ter ouvido. Mas não posso negar que fiquei lisonjeada com um marido que, 10 anos e 25kg depois, ainda tem ciúme e é capaz de rodar a baiana por causa de um maluco qualquer que ele supõe que esteja olhando pra mim. Claro, depois virou piada, porque isso nunca acontece com um bonitão. Castigo, só porque semana passada ri da amiga que foi chamada de "torresmão" (não conto, não conto, não conto!!! hahahaha). Eu mereço mesmo...
(...)
E daí que fomos no aniversário do filho de um casal de amigos. Uma parente deles é casada com um cara que nós achamos esquisito desde o primeiro dia, do tipo que dá beijo melado quando cumprimenta, te olha fixamente, usa calça "saint-tropeito" com camisa por dentro e um boné menor que a cabeça. Até aí, tudo beleza, cada um tem direito de ser esquisito na medida que quiser que eu não fico comentando ou criticando. Mas realiza: estou eu ajudando Fabrício na cama-elástica, brincando de derrubá-lo e marido sentado numa cadeira, observando. Quando voltei, ele estava emputecido, dizendo que eu tinha perdido a cena. Na hora em que me abaixei um pouco pra empurrar o Fá, o agora conhecido como "doidinho" ficou me olhando, com uma pausa estratégica na minha bunda - tudo isso com a mulher do lado. Marido criado nas quebradas de São Paulo só deu um grito: "Ow! Cê tá lôco, mano???" Fiquei super-sem-graça porque mais gente deve ter ouvido. Mas não posso negar que fiquei lisonjeada com um marido que, 10 anos e 25kg depois, ainda tem ciúme e é capaz de rodar a baiana por causa de um maluco qualquer que ele supõe que esteja olhando pra mim. Claro, depois virou piada, porque isso nunca acontece com um bonitão. Castigo, só porque semana passada ri da amiga que foi chamada de "torresmão" (não conto, não conto, não conto!!! hahahaha). Eu mereço mesmo...
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12 de dezembro de 2010
Depoimento de uma viciada
Eu nunca pensei em usar. Na adolescência, vi muitas amigas usando, mas eu nem pensava na ideia. Preferia outras opções. Algumas amigas usavam por brincadeira, só pra fazer charme, enquanto outras pegavam pesado mesmo. Eu, nem por brincadeira, nunca quis experimentar. Sempre achei que não gostaria, que não era pra mim, não fazia meu tipo. O tempo foi passando e eu conheci muita gente que usava. Fazia outras amizades, e elas usavam. Minha chefe anterior usava, a atual usa muito. Até minha mãe usou de leve. Era tanta gente usando, gente dizendo que eu gostaria, que há algum tempo eu resolvi experimentar. Comecei do jeito mais leve pois, se eu não gostasse, não precisaria mais usar. Mas o que eu temia aconteceu. Acabei gostando e fui querendo cada vez mais. Não tinha mais volta. Eu perguntava pras pessoas o que elas usavam, procurando opções. O que era leve não me satisfazia, eu queria sempre mais. Agora não consigo mais parar. É até difícil esperar a próxima vez. Estou usando dinheiro da comida pra comprar. Estou viciada, sou dependente da química. E hoje cheguei ao limite: usei uma cor chamada "vermelho intenso" no meu cabelo. Não paro nunca mais.
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9 de dezembro de 2010
"Por que será? Me diz, por que será?"
Por que será que você se desespera TANTO quando eu não posto??? Chegando ao ponto de entrar aqui 3 vezes por dia, verificando a cada 2 horas... Sei que minha vida deve ser bem mais interessante que a sua, mas eu já disse ando com o tempo corrido, não tô conseguindo postar muito por enquanto... então relaxa!!! Pode ocupar seu "precioso" tempo com outra coisa, ok? :D
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Nada de nada
4 de dezembro de 2010
Em roaming
Já tô em Campinas, só esperando amanhã o churrascão do Henry, hehehe. Saudade dos pequeninos, mas Manoella nem quis olhar na minha cara quando cheguei. Até olhou, mas com aquela cara desconfiada de "vem cá... te conheço?", chorou magoada quando marido brincou com ela (igualzinho Henry fazia) e dois minutos depois foi dormir. Minha bateria tá acabando e eu tô com preguiça de colocar na tomada, então "that's all folks"!
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2 de dezembro de 2010
Semana corrida...
Bloguinho semi-abandonado, já que essa foi, de longe, a semana mais corrida do ano - reunião na escola de um num dia, apresentação na escola de outro no outro, tudo em horário de expediente, e uma encomenda que peguei do meu sitezinho praticamente esquecido. A cada 2 ou 3 meses aparece alguém me perguntando o preço do quadro de incentivo tipo o da SuperNanny (mas ninguém nunca comprou, kkkkk). Dessa vez a cliente quis e, além dele, quis 8 regrinhas (que eu nunca tinha feito). Como estava difícil no Google, revirei o site da Turma da Mônica, história por história, e acabei encontrando algumas imagens bem bacaninhas, mas tive que trabalhar todas as 8 retirando ou acrescentando coisas. Passei a semana trabalhando em todo o meu tempo livre: restinhos de horário de almoço, esperando os meninos me pegarem em vez de ir caminhando, em casa à noite. Foi um trabalho que eu nem imaginava ter, mas vale cada minuto quando a pessoa não só aprova, mas também elogia. Mais que isso: foi um trabalho que amei fazer e cujo resultado realmente me agradou. E um dinheirinho extra e inesperado no final do ano vai bem (já que, do esperado, não sentimos nem cheiro). Sorte dos meninos!
E o blog? Bom, por enquanto continua semi-abandonado. Vou descansar agora - nem acredito que já posso pensar em dormir e nem são 22h. Amanhã farei um calendário de brinde pra cliente e sábado vou viajar, embora a dona da casa pra onde vou tenha escrito no blog dela que vai gente que ela não queria no aniversário do filho. Vai ver foi uma indireta pra mim mas, como o aniversariante é meu sobrinho e afilhado que eu amo, tô nem aí. Rá!
E o blog? Bom, por enquanto continua semi-abandonado. Vou descansar agora - nem acredito que já posso pensar em dormir e nem são 22h. Amanhã farei um calendário de brinde pra cliente e sábado vou viajar, embora a dona da casa pra onde vou tenha escrito no blog dela que vai gente que ela não queria no aniversário do filho. Vai ver foi uma indireta pra mim mas, como o aniversariante é meu sobrinho e afilhado que eu amo, tô nem aí. Rá!
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