Site Meter Três e eu

15 de abril de 2011

Orgulho da mamãe!

Fala se eu não tenho um filho fofo: Fabrício não tem aula e a sogra não pode ficar com ele por motivos médicos, então marido faltou para ficar com ele e Thierry também não vai à aula, pro marido não ficar indo e voltando várias vezes. Mas quando vieram me trazer, ele começou a chorar baixinho no carro porque não ia poder ir na primeira aula do semestre no clubinho de inglês... Morri de pena! Agora o pai foi  ver se acha um uniforme pra comprar ou emprestado pra ele poder ir... É ou não é pra eu me orgulhar??? :D

UPDATE: Retiro o que eu disse. O menino desistiu e foi pro mercado com o pai. Mas tudo bem... o orgulho (principalmente pelo interesse em aprender línguas) continua valendo!

14 de abril de 2011

Descansar é para os fracos

Aproveitando que o Facebook resolveu pirar hoje, um post rapidinho...

Tenho trabalhado pra caramba, haja relaxante muscular! Essa "coisa" que começou como brincadeira, "só pra pagar os ovos das crianças", já tá rendendo mesmo um dinheirinho extra. Pouco, mas ultimamente quaisquer "dérreal" tão sendo bem vindo. As encomendas chegaram na casa das 40 - 7 já entregues, 9 pra amanhã. Por isso ando sem tempo de postar - na hora do almoço jogo ou vejo um vídeo pra relaxar, vou comprar coisas correndo ou faço tags, como hoje, por exemplo; à noite até as crianças têm que se virar sozinhas, coitadas. Fora a casa, que anda uma bagunça e vai ficar assim até sábado. Mas as devolutivas têm sido bastante gratificantes, a gente até esquece o trabalho que deu quando alguém diz que gostou tanto que quer encomendar mais. Só tenho a agradecer a Deus. E agora preciso correr para minha "clase de español"! :)

11 de abril de 2011

11 de abril

Nós já brigamos e nos desentendemos milhares de vezes. Nós já usamos e ouvimos palavras duras uma da outra. Eu, adolescente, já quis morrer de vergonha dela cantarolando na rua ou tirando um cochilo no "busão". Nós já dissemos várias vezes que nos damos muito melhor de longe mas, de longe, eu morro de saudade. Nenhuma dessas coisas diminuiu o amor incondicional ou o orgulho que sinto por ela e que sei, são recíprocos. Eu não sei quais palavras usar pra expressar o tamanho do meu amor e da minha gratidão por ela que esteve ao meu lado em todos os momentos, mesmo que o "lado" tivesse 200km de distância. Sei que ela nem liga muito, mas, ela sabe, pra mim aniversários são datas mais que especiais. E não preciso dizer que lhe desejo toda a felicidade do mundo. Hoje só tenho a dizer: PARABÉNS, MÃE!

"Non è più vero que di te io mi vergogno e la mia anima lo sento ti assomiglia. Aspetterò pazientemente un altro sogno... TI VOGLIO BENE MAMMA... SCRIVIMI... TUA FIGLIA..." (Laura)

9 de abril de 2011

Criança feliz

Meu presente adiantado de dia das mães acabou de chegar. Marido conseguiu me surpreender MESMO dessa vez. Estou me sentindo uma criança que ganhou o brinquedo que mais queria na vida, mas os pais esqueceram de comprar as pilhas. Daqui a pouco terei que ir lá na sogra pra ver se ela e as cunhadas, que são experts, podem me ensinar a brincar. Minha máquina de costura nova é liiiiinda, mas eu, muito tapada, não sei nem onde que coloca a linha... ¬¬



PS.: Sim, eu já disse que sou do contra. Adoro ganhar esse tipo de coisa que outras mulheres ficam p* de ganhar no dia das mães. Primeiro foi minha linda e querida batedeira planetária, meu sonho de consumo, quando o Thierry ainda era bebê. Há dois anos, "me dei" um jogo de panelas ("sem raça definida", mas lindas). Agora, a máquina que eu tanto queria (e precisava). Marido é mesmo o máximo!!! Sem propaganda, claro.

7 de abril de 2011

Change plans

(Post loooongo e dedicado à minha amiga Andreia, que me cobrou e que vive elogiando a minha "criatividade" - que só eu sei o quanto é copiada ou adaptada de coisas que já vi)

Há alguns anos, eu decidi que faria as festas dos meninos sempre com salgados - porque é prático, barato, uma coisa a menos pra eu esquentar a cabeça fazendo e uma oportunidade da gordinha aqui comer uma coisa que adora, mas não pode sempre. Quando é possível, "tematizo" a comida - como na festa de fazendinha do Fá, que tinha comidas da fazenda, ou ano passado na festa de futebol do Thi, que tinha "comidas de estádio" - mas nunca fiz nada muito além. Eu já quis mudar e há algum tempo venho pensando em coisas diferentes. A opção mais óbvia é churrasco, mas concluímos que fica mais caro, além de ser mais comum de ver nas festas da família - e não quero que seja "comum" porque adooooro receber elogios por ter feito uma coisa "diferente". Já pensei também em feijoada, mas gosto de fazer as festas à noite e é meio pesado. Mas daí, brincando com o Fá, tive uma outra ideia. Senta que lá vem a história.

Na creche do Fá, as turmas não levam aquela denominação comum das outras escolas de educação infantil (berçário, maternal, jardim). Eles são divididos em grupos, que são numerados de 1 a 11, de acordo com a faixa etária. Mas, no início de cada ano, os grupos fazem votações para escolher o nome que irá identificá-los naquele ano. Parece ser um dos momentos mais esperados pelas crianças. E Fabrício está todo feliz com o nome que foi escolhido pelo grupo dele: "Espaguete". Nesses primeiros dias, o nome é sempre explorado ao máximo: já fizeram desenho de espaguete, escultura de espaguete, já comeram espaguete no jantar e já fizeram espaguete pra trazer pra casa (não contem pra ele, mas na verdade era talharim, hahaha). Aí, conversando, acabamos falando sobre alguma coisa que me deu a ideia de fazer "macarrão aos 9 molhos" pra festa dele. Talvez você não tenha ouvido falar, mas ele tem uma historinha na minha vida. Quando o Thierry tinha 1 ano e 2 meses nós nos aventuramos numa viagem até Santa Catarina, num Uninho velho, em um feriado prolongado. Quase um dia inteirinho de estrada, contando ida e volta. O roteiro incluia o encontro com amigas em Penha, uma visita à Oktoberfest em Blumenau, outra amiga em São José e uma noite na casa dos meus tios em Floripa. Em quatro dias, hein? Mas, tirando a correria, o passeio foi muito bom e eu conheci/revi muita gente que eu amo de paixão. Em Floripa, naquele dia, meu tio era o responsável pela comida na festa de um amigo, e foi assim que nós conhecemos e nos apaixonamos pelo "macarrão aos 9 molhos". Eu não me lembro muito bem quais eram eles, mas entendo que isto pode ser ao gosto do freguês. Um ano depois, quando nos mudamos pra nossa antiga casa, fizemos uma micro-inauguração e o prato escolhido foi esse - ou "macarrão aos 8 molhos" ou "aos 7" ou "aos 10", não me lembro bem. Depois fiz novamente no aniversário surpresa de 50 anos da minha mãe, a pedido do Papi Two. Nas duas vezes ele fez o maior sucesso. Mas aí o pobrezinho entrou em hiatus. Ninguém mais lembrou dele, nem eu. Até que aconteceu a história do Grupo Espaguete... Já fiz uma conta básica de quanto iria gastar e não vai ser muito diferente do preço do salgadinho, com a vantagem que eu posso comprar com o vale-alimentação e "dividir" em 2 vezes, porque posso ir armazenando já este mês. Fabrício, o dono da festa, ficou todo empolgado com a ideia. Primeira coisa que ele disse quando ouviu a proposta: "É!!! Pode ser macarrão!!! O Henry adora macarrão, né?" Quase mordi.

A ideia não é que seja nada muito sofisticado, apenas diferente. Tanto que os molhos são básicos e para os vermelhos usarei molho pronto e extrato de tomate - porque não sei fazer, porque é mais rápido e porque o tomate anda horroroso e o olho da cara. Serão dois tipos de massa, uma longa e uma curta (provavelmente espaguete e penne), mas, dependendo do quanto vou gastar, quero acrescentar nhoque. Fiz um "rascunho" para nove molhos, que ainda podem ser alterados.  São eles: bolonhesa, ao sugo, linguiça (fresca ou defumada???) e atum; frango (que ainda está no limbo entre o molho vermelho e o branco); 4 queijos e béchamel; alho & óleo e ervas finas. Vou utilizar acompanhamentos como parmesão ralado, salsa, cebolinha, alho frito, óregano, manjericão, pimenta calabresa e uns 2 tipos de pães. Talvez um complemento pro béchamel, como bacon, brocolis, presunto ou peito de peru. Talvez. E, passando a Páscoa e os convites, vou fazer plaquinhas bonitinhas para cada molho/massa/complemento.

Agora tô pensando até em adaptar o tema pra "A Cantina do Doki", mas ainda não sei (meio nada a ver, né?)... Mas pelo menos a comida da festa tá praticamente decidida. Falta o resto todo. E você, o que achou da ideia?

5 de abril de 2011

Dinheirinho extra

Quando o Thierry era bebê, eu e marido inventamos de fazer chocolate pra vender. Fizemos bombom, pão de mel, bolo (pedaço e por quilo), mas gostava mesmo era de fazer as cestas, que continham um pouco de tudo, ficavam lindas e eram um sucesso! Mas, quem faz chocolate sabe, ele é muito chato e trabalhoso, requer tempo e paciência. Daí fomos percebendo que o Thi ficava muito "de lado", sem atenção, e acabei parando. Além disso, eu comia metade da produção e acho que cheguei a engordar uns 10kg em 1 ano. E nunca mais quis fazer nada que desse muito trabalho. Na Páscoa do ano passado preferi comprar chocolate em vez de ovo pronto com brinquedo e acabamos comprando uns 8 kg de chocolate, entre os que comemos, os que demos de presente e o que sobrou no armário. Thierry se divertiu ajudando a produzir os próprios presentes e eu me realizei viajando nas "criações". E continuei não querendo mais fazer chocolate pra vender, até porque o que não falta é gente vendendo ovo de Páscoa. Mas aí, ontem navegando na internet, eu e marido descobrimos uma maravilha que nos fez mudar de ideia. É o ovo de Páscoa de colher (Não conhece? Eu também não conhecia até ontem. Jogue no Google e seja feliz - ou morra de desejo). Resolvemos fazer pra vender, já comprei 1kg de cada tipo (ao leite, amargo e branco), fiz alguns "panfletinhos" e já peguei a primeira encomenda, "três, só pra começar". Se vou ganhar um dinheirinho eu não sei. Mas, com essa encomenda, pelo menos o chocolate eu já paguei. :D

Como ficou meu "folder" (é mais chique que panfleto, hahaha!):

Novidade!!!
Ovo de Páscoa de colher!!!

Meio ovo de 10 cm com deliciosa casca de chocolate Garoto (preto ou branco) e o seu recheio preferido! Acompanha a colherzinha para você que quer presentear ou que não aguenta esperar até a Páscoa!

Experimente! Você não vai se arrepender!

Sabores e preços:
Brigadeiro
15,00
Brigadeiro branco
15,00
Beijinho
15,00
Mesclado (brigadeiro e brigadeiro branco)
15,00
Palha italiana (brigadeiro com biscoito maizena)
15,00
Brigadeiro crocante (com amendoim)
16,00
Bicho de pé (brigadeiro sabor morango)
18,00
Trufado branco
18,00
Trufado ao leite
18,00
Trufado com café e conhaque (meio amargo)
18,00
Mousse de maracujá
15,00
Floresta negra (merengue com cereja)
16,00
Merengue
15,00
Caramelo
15,00
Nutella
20,00
(Preços válidos para casca de chocolate ao leite. Para chocolate branco, acréscimo de R$2,00)

Tem outras ideias ou quer outro tamanho?
Consulte-nos!

Elias e Letícia - telefone xxxx-xxxx


Devo fazer alguma amostra ainda hoje, se der tempo faço a encomenda que tenho. Daí terei fotos pra colocar aqui. É só esperar!
Agora preciso correr porque já estou atrasada pra minha primeira aula de Espanhol! :)

30 de março de 2011

Iogurte

Thierry acabou de voltar da visita que fez à fábrica da Vigor. Trouxe uma sacolinha com alguns produtos e um estojo com lápis, borracha e régua, "tudo da Vigor". E estava todo feliz, porque lá tomou um monte de "Danone e Yakult". #EURI

UPDATE: Ainda sobre o passeio, ele disse que a professora deu água "de garrafinha", uma pra cada um, mas que não podiam trazer de volta, porque a tampa era de alumínio e não dava pra fechar. Depois de meia hora tentando entender que diacho de garrafinha com tampa de alumínio era essa, que nós nunca vimos, chegamos a uma conclusão: "não é garrafa, é copo, cabeção!!!"

29 de março de 2011

Enchente

Daí que a PEÇOA sai pra almoçar mais cedo, volta rapidinho com um post inteiro na cabeça, só querendo sentar e digitar. Mazaí, chegando na mesa (que é a última e fica pertinho da parede inversa do banheiro), só ouve um barulhão de água vazando. O registro, que já estava sendo arrumado de manhã, e por isso nós ficamos sem água, estourou de vez. O banheiro estava inundado, e a água já começava a inundar a copa e ameaçava ir para o acervo. Pânico. Como eu vim de chinelinho, porque o sapatinho novo ainda é novo e ontem acabou com meus lindos pezinhos, consegui entrar pra pegar dois rodos. A água era limpa, mas... nojinho! Pelo menos conseguimos escoar a água - pela saída de emergência, é ou não é irônico? Só que o post da cabeça vai ficar pra outra hora... :/

PS.: O post é sobre a festa do Fabrício. Já que Déia me perguntou a quantas anda e eu fui obrigada a responder que anda na mesma que andava em janeiro...

27 de março de 2011

Do contra

Eu sempre fui meio do contra. Na infância, em vez de Xuxa, eu era fã da Mara Maravilha (ok, sem risadinhas). Quando brincava de casinha com minhas primas, preferia morar no "banheirinho" do que no razoavelmente confortável quartinho de empregada. Na adolescência, em vez de Legião ou Paralamas, eu virei fã dos Engenheiros do Hawaii e, ao contrário da maioria dos fãs adolescentes de bandas, eu continuo, quase 20 anos depois. Na aula de educação física eu não me interessava por ginástica ou vôlei (só pelos jogadores), gostava mesmo era de futebol - e sonhei em ser repórter de campo. Na faculdade, odiava as aulas de literatura e amava as de línguas - mas tirava notas muito melhores naquelas. Eu não gosto de bichos de estimação e morro de medo detesto cachorro. Minha carne de vaca preferida é língua e acho que as outras têm gosto tudo igual. Ao contrário da maioria das mulheres, eu detesto sair pra comprar roupa e sapato. Aí, vai ver que é por isso que eu acho mais "perdido" um domingo no xópin que um domingo em casa, de pernas pro ar. Mas tínhamos comprado 2 cupons pra um parque (tipo Playland) num shopping aqui perto de casa, que saiu por 8 reais, com 140 de crédito/bônus. O lugar era meio fraquinho mas, com as opções que tínhamos, todo mundo conseguiu se divertir, inclusive os adultos (adultos???). Como estávamos no xópin mesmo, fomos comprar uma chuteira pro Fá, que tava precisando. Aí, como eu estava na loja mesmo, acabei comprando dois sapatinhos e uma bolsa. Aí, como eu precisava pagar a Marisa e já estava ali mesmo, comprei 3 blusinhas e meia dúzia de lingeries, que eu realmente precisava. Eu sou meio pão-dura, confesso. Por isso, não tenho muitos sapatos - nem roupa, nem lingerie. Tenho o que considero básico pra  trabalhar todo dia, sem luxo, sem exagero. Mas também tenho que admitir que tenho um marido maravilhoso que sempre acaba me dizendo "leva os dois". E sou eu que tenho que dizer não. Só que, mesmo pra trabalhar, eu não tenho nenhum sapato que não seja preto/bege/transparente e confortável o suficiente pra que eu possa caminhar meus 20 minutos diários até a creche do Fabrício. E eu também tenho momentos de mulherzinha normal, não sou 100% do contra. Não resisti. AMEI os sapatos e trouxe a bolsa por tabela, porque as minhas também não variam além do preto/bege. Cheguei em casa podre e com a sensação de ter perdido o único dia da semana em que eu não precisava fazer nada - porque pobre no sábado faz faxina (ou, no meu caso, uma limpezinha). Tudo bem, faltam só mais 6 pro próximo... ¬¬ 


Não são de apaixonar???



 Já no condomínio. Será que o passeio foi bom??? Quando percebemos, ele estava dormindo com o sorvete na mão... rs... pena que eu só tirei a foto depois de tirar da mão dele e colocar a casquinha em segurança - na barriga do Thi.

24 de março de 2011

"How I wish, how I wish you were here"


Se estivesse vivo, hoje "ele" faria 64 anos. O primeiro dos 4 homens da minha vida. Aquele a quem eu devo parte do que sou, devo muito, inclusive a vida. Aquele que me ajudou nos meus primeiros passos, primeiras palavras, primeiras lições de vida. Que nos deixou tão cedo, mas que, tenho certeza, está olhando por nós e sendo parte constante das nossas vidas, até dos que não tiveram a sorte de conhecê-lo. Tenho o orgulho e o privilégio de ser um pedacinho dele e de ter podido conviver por quase 19 anos com ele. Está vivo pra sempre no meu coração.

 Pai, amor eterno! ♥


"Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre, o que é viver melhor.
Naquela mesa ele contava histórias,
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor.

Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã.
E nos seus olhos era tanto brilho,
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã.

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa no canto, uma casa e um jardim.
Se eu soubesse o quanto doi a vida,
Essa dor tão doída não doía assim.

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguem mais fala no seu bandolim.
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim."

 ("Naquela mesa", Sérgio Bitterncourt)


Hoje, tudo que eu queria era poder ligar para dar os parabéns. Mas é a 13ª vez que não posso. Só me restam a saudade e as lembranças, uma homenagenzinha no blog, que é minha válvula de escape. Todo ano sinto as mesmas coisas, já nem tento evitar. "How I wish, how I wish you were here..."

23 de março de 2011

Sampa

"...É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi (...) E foste um difícil começo, afasto o que não conheço, e quem vem de outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade..."

Hoje faz 13 anos que cheguei a São Paulo. Foi um dia difícil, mas incrível, em que conheci uma das amigas mais importantes da minha vida, a Thaís. A princípio, vim só pra fazer faculdade, voltaria "pra casa" 4 anos depois, tudo minuciosamente planejado. Porém quiseram o destino e meu nada estúpido Cupido que estivesse aqui o grande amor da minha vida, alguém que me fizesse querer fincar as estacas. Não posso dizer que amo essa cidade, mas também não odeio. Se tivesse a chance, gostaria sim de voltar pro interior - a possibilidade até existe, mas milhares de coisas dificultam essa decisão. Mas sei que sentiria falta de algumas coisas aqui. Já ouvi várias teorias sobre essa música do Caetano. Algumas dizem que é uma declaração de amor à cidade, outras dizem que ele está, na verdade, "esculhambando" com ela. Pra mim, é um meio-termo. Fato é que só não sendo paulistano e chegando aqui depois de uma certa "bagagem" pra entender Caetano. E, pode crer, "mano": eu entendo.

"E os novos baianos passeiam na tua garoa. E novos baianos te podem curtir numa boa…"

22 de março de 2011

Girassol e Guaraná

Fabrício anda apaixonado por futebol. Não necessariamente pelo jogo, porque não tem lá muita paciência pra ver, mas pelas coisas que o envolvem. Se deixar, quer ir todo dia com uma camisa de time pra escola; se encontrar um short, quer o uniforme completo. A primeira opção é a do Corinthians, depois vem a da Seleção e, na falta de uma delas, serve a do São Paulo mesmo - mas faz questão de  cutucar o pai dizendo que a camisa é "um pouquinho feia". Todo dia tenho que cantar pra ele "aqui tem um bando de louco/louco por ti, Corinthians". Até o bolo do Doki, que eu disse que faria com grama de coco, igual o bolo do Thi, ele resoleu pedir pra colocar "o gol". E tem as pérolas. Outro dia ficou espantado porque o Corinthians jogaria com o "Girassol" (Mirassol). E estava até agora aqui do lado vendo showbol com o pai, reclamando de cada gol que o São Paulo fazia contra o "Guaraná" (Guarani)... Tenta você explicar pra ele que tá errado... hum...

Mistério

Fabri diz que o jantar na creche hoje foi polenta. Quando é polenta, purê, pizza ou torta, eu sei que eles todos comem bem, especialmente ele, que, segundo a educadora, come bem todo dia. E ele me disse que comeu duas vezes. Em casa, ainda mandou pra dentro quase 1 pão francês inteiro, meio copinho de café e um picolé de brigadeiro inteirinho. Me diz, pra onde vai essa comida??????

Aí que, depois do picolé super-extra-mega-doce, toma o restinho de café que ficou no copo (ui!) e solta: "Ai, tá com sal!"

                            

Keylla, essa é pra você!

Thierry, fazendo a lição, que era uma cruzadinha: na figura de um alce, escreveu ALÇA e ele mesmo percebeu que tava errado, mas apagou só o A. Pedi que ele observasse o que escreveu e ele lembrou: "Ah, é só C!!!!"

Tá, foi outra piada interna. Ha!

17 de março de 2011

TPM x regime

Sabe quando você tá fazendo regime, mas a TPM resolve dar o ar da graça e você fica desesperada por um chocolatezinho qualquer? Foi o que aconteceu hoje. Abri a geladeira pra pegar um lanche pro Thi e uma daquelas sobremesas tipo Danete (mas da Batavo, hahaha) tava sorrindo pra mim. Enquanto ele escolhia o sabor (porque eu sou ryca tava barato e comprei alguns), vi que tinha um light. Achei que teria milhões de calorias e pensei "azar!". Mas que nada! O bichinho tem 50 calorias, menos que qualquer pote de iogurte light, quase metade da minha barrinha de cereal! Ele não é muito doce, mas nada que 3 gotinhas de adoçante não resolvam! A-do-rei essa novidade! :-)

PS.: Meu blog anda tão "propagandístico" ultimamente, credo! Pena que ninguém lê, senão já ia colocar uns anúncios e faturar um trocado, hahaha!

15 de março de 2011

E daí que 17:35h a pessoa desliga tudo e sai correndo. Na porta, dá de cara com uma chuva fina e fria. Sem guarda-chuva, o jeito é voltar, ligar tudo de novo e ir blogar. Já tinha até um UNO na bolsa pra jogar com o Fabrício na porta da creche enquanto esperamos o pai e o Thierry...
***
Outro dia estava almoçando no trabalho com dois colegas. Um deles diz para o outro que agora só está fazendo arroz "daquele jeito lá" que ele ensinou. CLARO que eu quis saber que jeito era esse (pense na parte "século 21" da coisa: dois rapazes me dando dicas culinárias). Era simples: em vez de refogar a cebola e o alho, como eu sempre fiz, ele coloca tudo na panela (cebola, alho, arroz, sal e um pouquinho de óleo), deixa fritar levemente e coloca a água. Simples assim. Tá, pra você pode não ser grande coisa, mas juro que pensei que não ia dar muito certo. Curiosa, resolvi fazer janta naquele dia: o tal do arroz e um estrogonofe de frango que eles também me ensinaram (com requeijão, mais light e saudável, mas ainda prefiro meu bom e velho creme de leite engordativo, que vai me matar uns 2 dias mais cedo e que vai pesar uns 5 conto a menos no meu bolso, porque precisei de 2 copos de requeijão, que tá pela hora da morte). Para minha surpresa, todo mundo adorou o arroz, including me. Ficou bem mais saboroso que o tradicional e eu não corro o risco de comer arroz marronzinho porque deixei o alho queimar enquanto refogava - Thierry é doido por "arroz branquinho". Quando fui contar a "novidade" pra sogra, ela também falou sobre ter ouvido alguma coisa de não lavar o arroz. Achei meio esquisito, mas cheguei à conclusão que com arroz arbóreo a gente já faz isso, então porque não com o agulhinha nosso de cada dia? Testei e gostei. Essas duas "técnicas" diminuiram muito o tempo de preparo! Pode parecer pouco, mas pra mim faz muita diferença, porque posso chegar em casa, colocar tudo lá e ir pro banho, por exemplo. Sem contar que, não sei o porquê, acho uma chatice lavar o arroz. Na contramão, continuo usando o bom e velho método das "antigas" (mãe, não me mate!) de desligar o fogo quando estiver quase seco - mas não muito, porque eu gosto dele mais pro molhadinho... Melhor parar por aqui, porque a barriga tá roncando e eu ainda tenho que esperar meus três homens chegarem...