Site Meter Três e eu

24 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 7

E aí que mais de 10h30 da manhã, eu ainda meidormindo, o celular tocou. Era "ele", e dessa vez nem foi pra me sacanear. Conversamos bastante, acho que ele só ligou por ligar mesmo, porque não tinha assunto específico... Às vezes até ficava tudo meio mudo... rsss Me contou que tinha pedido pra vó me ligar mas o celular dela tá muito ruim, depois ela confirmou. Pode ser egoísta, mas fiquei feliz! Tava ficando deprimidinha, pensando que eu não fazia falta pra ninguém, que se eu morresse ninguém ia sentir saudade, blábláblá. Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu ou não se sentiria assim... 

Então, como hoje eu tô muito feliz, JURO, só vou chorar de saudade!!! :D

PS.: Lógico, Fafá só quis falar um minutinho. Pra fazer algum tipo de fofoca. Mas tudo bem. Tô feliz assim mesmo! :D

23 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 6

Eu esperei a semana toda que eles sentissem minha falta e ligassem. Passei 3 dias sem ligar e nos falamos só pelo computador. Chorei, senti saudade, mas não liguei - também não quero ser aquelas mães chatas que TÊM que ligar todo santo dia. No sábado, quando o celular tocou, meu coração disparou. Eu sabia que eram eles. Marido atendeu (ainda bem que não era "o outro", hehehe), então eu entendi porque eles haviam ligado: SÓ pra contar, morrendo de rir, que estavam almoçando no restaurante que eu estou morreeeendo de vontade, mas que nunca encontro aberto quando vou pra lá. Tá bom, seus sacaninhas! ¬¬

19 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 5

Olha... Se eu esqueci alguma coisa, como diz o título, acabei de encontrar ali no MSN...

Três tesouros...


... e o miquinho aparecido!...



Coisiquinhas mais lindas da minha vida!!!!!!

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 4

Essa é só pra deixar a "tia Mari" com invejinha:

Ontem à noite, óbvio, liguei pra dar boa noite pros meus pimpolhinhos. Meu irmão atendeu, pediu que eu esperasse porque os meninos estavam escovando os dentes, mas já foi avisando que o Henry não quis nem parar de brincar pra falar com a mãe, então provavelemente os meus também não iam querer. Já ouvi o Thi gritando que queria falar, conversamos um pouco (eu avisei que hoje mandaria uma foto pra ele pelo correio e ele ficou todo-todo!) e ele disse: "peraí que o Henry quer falar". E falou comigo um tempão (2 minutos, que pra ele é muito). Hahahaha! 

PS.: À tarde ela havia me contado, pelo MSN, que quando disse que o amava, ele respondeu: "Também te amo. E a tia Lê e o tio Ne também!". Me derreti, né? Sério. Eu vou morder!!!

PS2: Hoje marido levou as cartas ao correio. Mandei fotos e uma "cartinha" pra cada um dos 3. Agora é só esperar chegar...

18 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 3

Enquanto isso, no Facebook...


É. Precisa de mãe pra nada.

Será que tô esquecendo alguma coisa??? - Parte 2

11 da noite, ligo na casa da mãe pra avisar que cheguei. Atende uma voz conhecida já dizendo "oi, mãe". Pergunto se alguém chorou de saudade de mim e ele responde, rindo, que não. Faço um drama: "mas ninguééémmm me ama, ninguééémmm sentiu saudadeee!!!". E ele diz: "A gente sentiu, mãe. Mas não precisa chorar por isso, né?".

Filhos independentes. Humpf!

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PS.: Sim, eu tô curtindo. Ontem fiquei meio tristinha, sentindo que faltou alguma coisa (ou "alguéns"). Mas eu sempre soube que eles estão felizes. Só confirmei isso quando ouvi a vozinha dele.

PS2.: O Fá já tava dormindo, capotou no sofá mesmo. Ainda bem que é peso pena.

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UPDATE:
Acabei de ligar lá de novo. Fabrício me disse, na maior cara de pau, que não chorou de saudade. Já o Thierry não conseguiu dormir direito, quis dormir na cama que eu estava dormindo e disse pra minha mãe que "se tivesse uma foto minha na mochila" dormiria melhor (porque o Henry tinha levado uma foto dos pais na mochila). Claro. Chorei de novo...

17 de julho de 2011

Será que tô esquecendo alguma coisa???

Eu sei que meu bloguinho anda abandonadinho... e eu tenho tanta coisa pra contar... tanta coisa boa que aconteceu nesses últimos dias (né, Déia? :D )... Mas não vou contar agora não, estou na estrada e fico enjoada se leio ou escrevo por muito tempo. Saí há pouco da casa da mamãe e, como previsto, minhas crianças (as três, incluindo o sobrinho-afilhado) ficaram por lá. Eu já vinha conversando com os meus havia mais de um mês, falando que eles ficariam e eu não, e em nenhum momento eles esboçaram reação contrária; em vez disso, sempre se mostraram independentes e que não estavam nem aí se eu ia ficar ou não. E eu, feliz da vida que teria uns dias pra descansar da "função" de mãe. Sei que nem todo mundo entende o que isso significa, mas eu tava precisando de um tempo pra mim, sem ter que me preocupar com horários de banho, de comida, de escola e de dormir; com roupa limpa e passada, com lição de casa, com alimentação adequada e nutritiva, com o mínimo de atenção e brincadeiras; pra eu poder dormir até mais tarde, tirar um cochilo após o almoço nas minhas férias ou passar os 3 próximos dias largada na cama assistindo minhas séries preferidas sem dor na consciência; pra eu não ter que assistir Backyardigans ou Patati Patatá, pra poder sair mais tarde pro trabalho e depois ir direto pra casa e chegar mais cedo; e pra algumas outras coisas que eu não vou falar aqui porque este é um blog de família. Enfim, passei o dia brincando com eles que iríamos arrumar as malas pra vir embora. E todos dizendo que não. Eles permaneceram firmes e fortes até na hora de despedir, me abraçaram, beijaram, disseram que me amavam e que iam sentir saudade, felizes da vida. Só o Henry ameaçou ficar amuadinho quando eu comecei, de fato, a arrumar a mala, pediu pra ir embora, mas dissemos que eu não ia passar na cidade onde ele mora (que, aqui entre nós, é passagem obrigatória pra mim, hahaha), mas logo foram tomar banho de banheira e ele se distraiu - e, na hora que eu saí, ele gritou da banheira "te amo!". Fala se não é um lindo!?  Claro, quem não ficou firme e forte fui eu, que me emocionei quando o Thi me abraçou e disse que "ia sentir muuuuito minha falta", e em seguida o Fá fez o mesmo. Não teve jeito. Saí de lá com o coração apertado, com marido quase me puxando, mas feliz, porque sei que eles estarão felizes e bem cuidados (e levarão menos broncas, hahaha).

6 de julho de 2011

"Tia" é a PQP... ou não!!!

Eu carreguei 9 meses. Eu pari. Eu passei 3 dias internada e ganhei um corte de quase 15cm na barriga. Eu dei meu peito 6 a 8 vezes por dia durante 5 meses e mais outras tantas vezes até ele fazer 1 ano. Daí chego na vó pra vê-los e a primeira coisa que ele me fala começa com "Tia..." ¬¬

Explicando:
Os dois anjinhos estão na casa da minha sogra hoje. Thierry porque já está de férias desde sábado, Fabrício porque vê o irmão ficando todo dia e faz aqueeeela cara de cachorro perdido porque não pode ficar também. Mas hoje dava. Às 11h marido me liga dizendo que a cunhada ligou porque os meninos tinham se machucado: Fabrício bateu o dente na perna do Thierry e estavam os dois sangrando, Fabrício chorando quase sem parar. Dois minutos depois, quando eu já tinha perguntado pra chefe se podia ir, ele liga de volta dizendo que a sogra ligou e falou que não era pra se preocupar, que a cunhada que é "desesperada". Tentei ficar calma, mas acabei dando um pulo lá na hora do almoço. Thierry estava com um cortinho de nada (certinho a marca dos dentinhos do Fá, rs) e um inchadinho no local. Fabrício ainda estava com o dente da frente envolto em um fiozinho de sangue seco, não podia nem encostar. Mas estavam bem. Amuadinhos, mas bem. Estavam começando a querer brincar - depois a tia me contou que Fabrício já estava até cutucando o Thierry um pouco antes. Na hora de vir embora, Fabrício me abraçou e disse que queria vir comigo. Respondi que comigo não dava, porque eu ainda tinha que trabalhar. Perguntei se queria ir pra creche, ele aceitou, mas voltou atrás. E, através do vidro, ficou me olhando sair com a maior cara de cachorro que caiu da mudança. Entrei no carro com lágrimas nos olhos e ele ficou debruçadinho na janela, sem esboçar reação. Sei que é chantagem emocional da mais pura e simples. Mas não tem como não sair de coração partido... ♥

Quanto ao "tia", já estou acostumada. Sempre que eles ficam por lá voltam assim, principalmente o Thierry. Mas ainda é melhor que quando me chamam de vó, né? ;)

4 de julho de 2011

Tia Lê, again! :)

Sexta recebi uma notícia totalmente inesperada, mas que me deixou muito feliz. Vou ser titia de novo! A namorada do meu irmão está grávida e dá pra perceber como os dois estão felizes! Eu já estava achando que não ia mais sentir cheiro de bebê novo tão cedo, mas aí veio a surpresa. Nossa, que alegria! Minha mãe está toda feliz, afinal terá um netinho do "filho preferido" dela... Hahaha, brincadeira, mãe!!! Mas parece que finalmente ela terá um netinho por perto, pra ela poder cheirar, beijar e estragar quando e quanto quiser. Por isso, pra ela ir se acostumando, semana que vem estarei por lá e vou deixar duas encomendas que ela pode devolver quando quiser: no final de semana seguinte, em agosto, em dezembro... aliás, se não quiser, nem precisa devolver! Hahaha! Pobrezinhas das minhas crias! Eu fico brincando, mas outro dia fui pensar em ficar 2 semanas sem eles (acho que é mais ou menos o tempo que ficarão por lá, se a vó aguentar), deu um apertinho no peito... Tô adorando pensar que vou ficar 3 dias das minhas férias sozinha, de pernas pro ar, sem me preocupar se alguém tá com fome ou se quer brincar, mas já tô vendo que sou eu quem vai chorar quando não tiver em quem dar beijinho de boa noite, cobrir com carinho e desejar que "durma com Deus". Vou sentir falta até de gritar "volta pra sua cama" ou "se levantar eu não vou cobrir de novo", rs. Mas sei que é bom pra todo mundo: pra mim, que descanso; pra vó, que curte os netos; mas principalmente pra eles mesmos que vão curtir a vó, que vão se divertir, que vão se sentir "independentes" por estarem viajando sem os pais - será a primeira vez do Fá por mais de 1 noite. Acho que esses dias vão ser muito importantes pro desenvolvimento deles no geral. E ainda vão poder voltar pra escola com histórias pra contar sobre as férias! Melhor que 10 dias trancados no apErtamento...

13 de junho de 2011

Tô viva!

Sério mesmo que eu posso sentar e calmamente escrever um post pro meu querido e abandonado blog??? Ou será que vou assistir outro episódio de One Tree Hill??? Bom, acho que quero fazer as duas coisas, já que as duas últimas semanas, especialmente os 4 últimos dias, foram de correria total. Tô querendo saber se alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou...
  
A festa do Fá foi ótima, saiu (quase) tudo como esperado, todo mundo parece ter adorado a ideia do macarrão aos 9 molhos. Os dois molhos que eu tinha ficado em dúvida e foram incluídos quase na última hora (achei calabresa e frango ao molho branco muito "xinfrim", substituí por Pesto e Molho à matriciana) foram os mais elogiados - e os que eu mais comi também, rs. Os outros foram sugo, bolonhesa, atum, bechamel, quatro queijos, alho & óleo e ervas. A maioria eu nem provei! As massas, segundo o Fabrício, eram nhoque, espaguete e "penes", hahaha! Claro que, como sempre, sobraram quilos de macarrão - 7, pra ser mais exata. E 6 de nhoque, mas esse é culpa da minha mãe e eu tô muito "triste" por isso, rs. Preciso ainda fazer uma conta básica do que foi utilizado, porque provavelmente farei isso outras vezes, mas acho que é financeiramente mais viável - pelo menos pra mim, que prefiro gastar um pouco mais no vale alimentação do que usar do dinheiro contado do mês. Pra ter uma ideia, eu comprei mais ou menos 1,8kg de carne moída, mas não deve ter ido nem 1/2 kg!!! No geral, as pessoas comeram muito menos do que eu imaginei... Mas, em compensação, acho que também gostaram muito mais do que eu imaginei! Não fiz mesmo docinhos, só cupcake e mini-cupcake, mousse de maracujá e "copinho Ferrero Rocher", que era Nutella (tava muuuito barata, hohoho) com avelã, ou seja, trabalho mesmo só o de colocar no copinho (daqueles de 10ml, porque... né?). E o bolo, que eu finalmente acertei, mesmo a cobertura tendo passado longe da que imaginei - mas eu consegui fazer o Doki de chocolate, êêêêê!!!!! Enfim, tudo maravilha, o gazebo montado (foi uma novela), o frio que deu uma trégua, crianças se divertindo, pessoas que eu amo, convidados maravilhosos daqueles que a gente não convida só por educação (e veio quase todo mundo que a gente esperava!), eu quebrando o pau com marido a madrugada inteira e fazendo as pazes depois (não brigar é bom, mas fazer as pazes é muito melhor!!! Mas pula essa parte que esse é um blog de família, kkkkkkkk)... Sem contar meu presente de dia dos namorados ma-ra-vi-lho-so que veio na sexta enquanto eu fazia o bolo, exatamente como foi no aniversário do Thi. Se eu não tivesse gostado tanto deles (um celular e um netbook), teria quebrado na cabeça dele!!! :D


Primos, no final da festa!

Tivemos um pequeno probleminha na hora de dar o primeiro pedaço de bolo. Quando eu perguntei pra quem ele daria (expliquei que a gente dá o primeiro pedaço pra alguém de quem gosta muito), ele disse que seria pra Noemi, a prima que é só um mês mais velha que ele, que se adoram, que nunca se vêem. Na hora de entregar, ele mudou de ideia e disse "Não, não! Pro Henry!", o primo que é só 6 meses mais velho, que também se adoram e que também quase não se vêem. Quando olhei pra Noemi, vi a carinha de decepção dela. E agora? A saída foi cortar dois "primeiros pedaços" e entregar quase ao mesmo tempo. Depois vieram vários outros "primeiros pedaços". Nenhum deles foi pra mim, pro pai ou pro irmão... :(

1 de junho de 2011

Semana que vem? Hein?

Eu tenho a impressão que o ano está pulando dias. Talvez semanas. Quem sabe até meses. Parece que foi ontem que eu disse que ia começar a trabalhar na festa do Fabrício. Fato é que o próximo final de semana é o último antes dela, eu estou exausta, sem pique pra nada e a única coisa que está pronta é o convite - e não foi nem entregue. E, não parece, mas eu ainda tenho tanta, mas tanta coisa planejada pra fazer que CER-TE-ZA que não vou conseguir fazer nem metade. Acho que vou ter que modificar a maioria delas, sem contar o que eu não tinha nem chegado ao nível de "planejamento", como os centros de mesa que acho que nem vão mais rolar. Vou ter que simplificar tudo - por exemplo, não farei docinhos, que sempre faço antes e congelo, porque sempre sobra muito. Como será jantar, farei "doces menos doces" em copinhos, como mousse de maracujá ou copinho de abacaxi (bolacha maizena, brigadeiro branco e um pedacinho de abacaxi; fiz uma vez, foi ótimo!). {Nota mental para um próximo post: trazer a foto e comentar sobre o presente que fiz no final de semana} Talvez até faça um pouco de brigadeiro pras crianças (são 10, pelas minhas contas), mas nada exagerado como sempre acaba sendo, nada que 1 lata de leite condensado não resolva. Ontem comecei a fazer a lembrancinha das crianças, um livrinho de atividades. Não cheguei nem na metade, mas acho que vai dar tempo e vai ficar legal... Então bora parar de bloggar e colocar a mão na massa, né?

Madame-louca, a missão!

E então sábado teve reunião na escola do menino maior. E eu não vim aqui comentar as notas dele (que são ótimas, por sinal. Orgulho²!!!!). Vim comentar que no meio da reunião surgiu o assunto mais temido pela maiora dos pais: sexo, namoro, beijo e cia ltda. Gente, é ÓBVIO que essas crianças estão numa fase de descoberta, onde tudo é curioso, novo, diferente!!! Eu até hoje acho meio "estranho" uma pessoa ter outra pessoa crescendo dentro dela, confesso. Imagine então uma criança de 6 ou 7 anos que não faz a menor ideia de como ela chegou lá! Eles também estão descobrindo o outro, percebendo que a sexualidade faz parte de nós, crianças nessa idade começam a "gostar" umas das outras e nem sequer têm muita ideia de como ou porque isso acontece. Mas acontece! E uma mãe levantou a mão dizendo que o filho tinha dito que ia "transar" com uma menina. Ela ficou horrorizada, disse que é "travada" e não consegue falar com ele sobre "esses assuntos" (e, convenhamos, quem de nós, mães-mortais-não-profissionais-da-infância-ou-da-psicologia consegue com facilidade???). Já tremendo, perguntou ao menino o que a palavra significava, e ele respondeu que é quando o pai senta do lado da mãe no sofá e beija na testa dela (???), ou algo parecido. Ela respondeu que era isso mesmo, é tudo lindo e eles foram felizes para sempre (isso depois de contar que, quando o filho perguntou de onde vêm os bebês, ela disse que era "do amor do papai e da mamãe" e mudou de assunto). Mas ela queria, na verdade, saber se já surgiu o assunto nas rodas de conversa que eles fazem diariamente. A resposta foi que não surgiu, mas, se surgir, elas não vão mentir. Eu levantei minha mãozinha e disse que acredito que eles não têm muita ideia do que está acontecendo - citei o caso do Thierry, cujo amigo foi perguntar se ele queria namorar com uma outra menina, e namorar seria só tomar lanche junto, conversar, etc. Eu acho que somos nós que supervalorizamos a situação, que tiramos conclusões baseadas na nossa vivência e que eles ainda não têm muita noção do que as coisas significam. E acho que nós não devemos sonegar a informação, senão eles ficarão mais curiosos ainda! Mentir, então, nem pensar! Afinal, a sexualidade faz parte de todos nós, é uma coisa normal e saudável, não acho que tem nada de "feio" ou "pecado" nisso (mas né? Não vamos abusar e vulgarizar!). E eu prefiro que ele saiba a verdade por mim, de maneira clara e correta, mesmo que eu fique nervosa e gagueje, o que é normal. Alguns comentários depois (e era a parte que eu mais queria contar), levanta uma mãe lááá no fundão, esbravejando. Adivinhem quem era... Quem? Quem? Quem? Sim, madame fura-fila!!! Com cara de poucos amigos, ela conta que a filha chegou em casa cantando "umas músicas horrorosas", uma que dizia que "não-sei-quem era biba" e outra que "falava um palavrão mesmo, terminava com C-U" e que ela QUERIA SABER onde é que a filha está aprendendo essas coisas, porque pra criança repetir "tem que ouvir muuuitas vezes". A professora, muito fofa e educada, respondeu sem-graça que "na sala de aula é que não é", e que "a escola não é Deus", não dá pra tomar conta de todas as crianças o tempo todo (vale lembrar que eles têm horário de recreio e só passam 4h e meia ali!). Eu SIDIVIRTO! Me deu uma vontade louca de levantar e gritar "SE LIGA, MINHA FILHA!!!!", mas só disse que a música chegou em casa também (é o "Baby", do Justin Bieber, que virou algo do tipo "vou te contar que o Justin é biba, biba, biba, oh!"), eu perguntei se ele sabia o que era biba, ele disse que sim, que era "gay", eu perguntei o que é gay e ele disse que é "um homem que gosta de outro homem". Eu confirmei, disse que é isso mesmo, que existe, mas que não é legal ficar cantando esse tipo de música. Pronto, sem polêmica, sem aguçar a curiosidade, sem falso puritanismo. Outra mãe confirmou que crianças não precisam de muita repetição pra "pegar" esse tipo de besteirol. Saí de lá indignada com a arrogância e a prepotência com que ela perguntou "onde é que a filha está aprendendo essas coisas", como se fosse a professora a ensinar na sala de aula. Vai ver ela está aprendendo na mesma escola onde está aprendendo que furar fila é perfeitamente normal, dona!

31 de maio de 2011

Oh, dúvida cruel!

- Thierry, papai e mamãe vão se separar. Com quem vc vai morar: aqui em casa comigo ou com o papai, na casa da vó?
- Hum... aqui!
Eu, já rindo pro marido com cara de "tá vendo?", ele completa:
- Também, né? Lá na vó não tem TVA (tv por assinatura)!...
¬¬

Ainda bem que era brincadeira, mas pelo menos agora eu sei quanto estamos valendo...

26 de maio de 2011

Madame fura-fila - o retorno

Incrível que a história de ontem tenha se repetido novamente hoje, exatamente no mesmo local, exatamente com os mesmos personagens. Dessa vez a madame-mãe (termo legitimamente roubado da Simone), carregando apenas duas das crianças (só uma é dela), se superou: entrou na nossa frente com sua linda cara de bunda, colocou dois pratos numa bandeja, esperou calmamente que a primeira senhora lhe servisse de arroz e feijão, que a segunda senhora lhe servisse de frango e berinjela, pegou o prato da salada, voltou para pegar os talheres, colocou na bandeja e, quando pensávamos que a graciosa pessoa já estava de saída, a madame volta para pegar uma outra bandeja, por cima do meu menino - que já estava com o prato dele na bandeja, pronto pra começar a ser servido - com um ar impaciente de "vocês estão me atrapalhando". Falei em alto e bom som: "Calma, filho! Tem fila, a gente tem que respeitar as pessoas que estão na fila!". Madame fura-fila nem se atreveu a olhar pro lado e, naquele momento, eu já estava pronta pra dar a primeira resposta atravessada que me viesse à cabeça. Coincidência demais esses segundos em que estávamos no mesmo lugar, e eu espero sinceramente que não aconteça de novo. Mentira, tudo mentira. Eu quero sim que aconteça de novo, quero muito. Porque farei questão de dizer que ela VAI TER QUE ESPERAR, já que meu filho e a dela vão pro mesmo lugar, pra entrar no mesmo horário, então temos a mesma pressa. Se ela não faz questão de ensinar pra filha dela que é errado passar na frente das pessoas que estão esperando há 20 minutos, eu faço sim questão de ensinar ao meu que é errado deixar qualquer zé-mané tentar tratá-lo como idiota.

P.S.: Essa "senhora" é a mesma que, ano passado, levantou a mão na reunião de pais e questionou se os livros da biblioteca eram adequados para a idade deles, porque ela e o pai não tiveram coragem de ler um livro de educação sexual que a menina levou pra casa. A biblioteca da escola tem uma parte "exclusiva" para o Fundamental I, que é uma graça: colorida, enfeitada, as estantes são adequadas à altura deles, há mesinhas, "puffs", os livros (adequados à faixa etária) são separados por assunto, há espaço para contação de história E contadora de história profissional, etc. Os livros de educação sexual são bem "realísticos", com ilustrações e  linguagem muito clara. Fiquei um pouco chocada vendo, mas sim, eles são adequados; nós é que talvez ainda não estejamos preparados para dizer a verdade a nossos "bebês". Marido trabalhou alguns meses lá e disse que algumas crianças (principalmente as meninas, que se interessam mais pelo assunto) até sabem de cór quais páginas estão faltando em alguns exemplares, como "a do homem em cima da mulher" ou "a da galinha botando ovo". Pra mim também não é fácil falar sobre o assunto, mas eu sou sincera quando ele (raramente) me pergunta. Mas provavelmente a madame fura-fila ainda conta a história da sementinha ou da cegonha pra filha. E, se a menina não vai aprender em casa nem a respeitar a fila, imaginem onde ela vai aprender sobre sexo.

P.S.2: Thierry, agora à tarde, quando entrei no carro para vir embora:
-Mãe, quem faz as leis?
-Depende... Os vereadores ou os deputados, blablabla...
-Então eu quero ser um desses...
-Mas que lei você quer criar?
-Uma lei pra ter uma fila de criança e outra de adulto no bandejão. Assim ninguém ia entrar na frente dos outros.

Parece que pelo menos ALGUÉM entendeu, né, "dona"?

25 de maio de 2011

Sou mais bonita que você. Posso passar na sua frente?

Eu detesto gente que fura fila. Gente que tem sempre um "motivo" pra passar na frente, uma desculpa pra ter mais pressa que os outros, mais razões para não ficar esperando ou que simplesmente quer mostrar que é mais "esperto". Pode ser no supermercado, no restaurante ou no trânsito. Sabe aquela pessoa que, do lado do caixa rápido do supermercado, te pergunta: "Eu só tenho isso... posso passar na sua frente?"? Então. E obviamente não tô falando de casos específicos como idosos, deficientes, gestantes e pessoas com criança de colo - mesmo  achando que "gravidez não é doença", muitas vezes usufruí do direito de utilizar o caixa preferencial porque acho justo. Tô falando de pessoas normais, saudáveis, crianças de 6 ou 7 anos que passam o dia inteiro correndo e pulando em suas atividades, mas cujas mães acham que uma fila de 20 minutos é "demais pra uma criança".  O fato é que o filho mais velho tem uma bolsa para almoçar e, como é barato, nós comemos junto. As filas são realmente muito grandes, mas andam rápido (hoje, que estava muito longa, demoramos pouco mais de 20 minutos). Eu faço questão de esperar na fila normalmente, mesmo sabendo que alguns amigos dele (da mesma sala, inclusive), que têm a mesma bolsa, sempre foram direto para a catraca para pegar uma outra fila de, no máximo, 2 ou 3 minutos. Eu já achava muito chato, mas hoje a situação me incomodou profundamente - e não só porque essas crianças falam alto, correm, abraçam ou ficam pegando no menino enquanto o coitado está lá tentando equilibrar sua bandeja com um prato cheio de comida e outro de salada. Nós já tínhamos passado quase 20 minutos na fila, a catraca, a outra fila e éramos os próximos a pegar a bandeja. Então, por trás da outra fila, vem uma das mães "empurrando" as 4 crianças e colocando as bandejas no apoio, na nossa frente. Assim, sem "licença", sem cerimônia, sem nada! Porra!!! Mas por que diabos você tem mais pressa que eu, se nossos filhos entram na mesma escola, no mesmo horário? Por que diabos você tem mais pressa que qualquer outra pessoa que está ali e precisa voltar rápido para seu trabalho ou sua aula? Por que diabos o seu filho tem mais motivos que o meu para não ficar em pé na fila? Não, não é porque a "moça" da catraca deixa alguns passarem que eu vou fazer o mesmo! Não, se eu acho que está errado! Já deixei bem claro pro menino que não acho legal e nem justo com as outras dezenas de pessoas que também estão esperando. Parece que ele entendeu o recado, porque também não acha. Naquele momento faltavam exatos 50 minutos pra tocar o sinal da escola. O mesmo sinal que ia tocar pro meu. E, dali até a escola, são cerca de 8 a 9 minutos de caminhada, 12, no máximo, se você for bem calmamente. Marido e eu fazemos o mesmo caminho todos os dias: ele, com o menino, pra ir e voltar do almoço, eu pra encontrá-lo à tarde. E não era o caso de estarem atrasados - até acho que estavam. Mas isso acontece todos os dias! Parece que nunca vai deixar de ser batido, porque é bem verdade que educação, respeito e cidadania começam em casa. Ou na fila do bandejão.