Site Meter Três e eu

11 de janeiro de 2011

Mãe generosa

Em uma das nossas cestas de Natal veio um frango (isso mesmo, nem peru, nem chester: um frango). Minha mãe não quis, então deixei em casa, congelado. Então essa semana resolvi fazer o bicho. Mas era tão grande que já foram duas refeições dele assado, hoje passou a desfiado no almoço, agora estou com uma torta dele no forno e ainda deixei um pouco para comer como recheio de batata. Nada mau para apenas uma "avezinha"... A torta parece que tá ficando boa, receita de mamis, com adaptações da cunhada. O recheio foi daqueles que você vai colocando o que tem na geladeira ou no armário... O cheiro tá bom!!!
...
Então, enquanto eu preparava a torta, meu pitoco, que parece um galináceo, veio pedir um pouco de "milho no potinho". Como eu não podia parar naquele momento e estava com ervilhas na mão, joguei um pouquinho na boca dele, que, em seguida, disse: "viu só, mãe, como você é generosa?!". Eu e marido caímos na gargalhada. Só pode ter vindo da escola!... Um barato eles aprenderem umas palavras diferentes assim... Mais tarde tive que falar sério com ele, que queria mais milho e acha que tem tamanho pra falar grosso comigo. Após o castigo, veio conversar e disse que eu estava sendo "grosseira" por não querer dar mais milho. Tem hora que simplesmente dá vontade de parar de brigar e dar risada..

Infinita highway

Hoje faz 26 anos que quatro caras despretensiosos, quase que por brincadeira, começaram uma história que mexeria com a vida de muita gente, inclusive com a minha. Presente em vários momentos, em maior ou menor intensidade, desde os meus 13 anos. Desde o ano passado, marcada no meu corpo pra sempre. Mesmo tendo mudado de formação umas 123 vezes, mesmo que não exista mais, será para sempre a banda da minha vida. Ano que vem fará 20 anos que está presente "nas entrelinhas do horizonte dessa (minha) highway". Valeu por tudo Humberto Gessinger, Carlos Maltz, Marcelo Pitz, Augusto Licks, Fernando Deluqui, Ricardo Horn, Paulo Casarin, Lúcio Dorfman, Adal Fonseca, Luciano Granja, Gláucio Ayala, Paulinho Galvão, Bernardo Fonseca, Fernando Aranha e Pedro Augusto (será que esqueci alguém???)!!!

Orgulho de ser EngHaw!
 

Engenheiros do Hawaii, "sem filtro, na veia" (e na pele)
 
 "As chances estão contra nós, mas nós estamos por aí a fim de sobreviver..."

PS.: "A fim de sobreviver" é também o nome do fã-clube do qual eu fazia parte. Porque eu sou, literalmente, "fã de carteirinha". :)

10 de janeiro de 2011

Lerê lerê

O problema de ser pobre é que a gente descansa carregando pedra. Hoje foi dia de dar início à faxina, afinal faltam apenas 23 dias de férias (hehehe). Mas, pelo menos, posso ir executando calmamente meu "plano de ação 'faxinal' para as férias". Comecei pelo básico, o mais simples, aquilo que a gente faz toda semana mesmo: o banheiro. E, como não tinha a pressa e o stress das semanas normais, chamei meus dois queridos ajudantes, que colocaram uma sunguinha e meteram a mão na massa, ou melhor, no sabão. Eles adoram ajudar, mas normalmente é difícil, já que com eles demoro 3 vezes mais - além de ser apertado ficarmos em 3 no suuuper banheiro do meu kinder ovo. Eles também não têm muita paciência de fazer o que eu peço, querem mesmo é fazer farra. Mas até que foi divertido - e serve para eles verem o trabalho que dá deixar o banheiro limpinho e cheiroso, então prestam mais atenção na hora do xixi.

Sem foto, porque marido nunca acerta... Fafá tira foto melhor que ele, hahaha!

E eu também lavei a varanda para eles poderem brincar. Normalmente ela não molha com qualquer chuva mas, talvez justamente porque eu lavei, está caindo um pé d'água... Quero nem ver!!!

Garoto ocupado

11 da noite. Fabrício vem me pedir para assistir Miss Spider. Estão de férias mesmo, têm ido dormir muito mais tarde, deixei. Mas estou querendo diminuir o atraso no sono deles, então queria combinar que seria o último desenho. Antes que eu pudesse terminar o combinado, Fabrício se mandou. Pedimos ao Thierry, que ainda estava no quarto, para chamá-lo de volta. Daqui apenas ouvimos "tô ocupado!". Chupa essa manga!

O chato

Outro dia, antes de ganhar um smartphone novinho de um amigo (amigo? hum, sei... hahaha!), o celular do marido desconfigurou os toques personalizados. Provavelmente, o cabeção ou um dos cabecinhas mexeu em alguma coisa e todos os toques passaram a ser o genérico - aquele que toca para os números que não têm toque personalizado. Acontece que, quando liguei do meu para testar, era o hino do São Paulo. Eu, corinthiana roxa, quis morrer com minha linda foto aliada àquela musiquinha horrorosa. Enquanto isso, ele ria da minha cara. Para sacaneá-lo também (e apenas para isso, que fique claro), me lembrei de 3 músicas que baixei e editei para ser o toque dele. Perdendo para as bagaceiras "Ser corno ou não ser" e "Ele é corno mas é meu amigo", elegi uma música que ouço (e adoro) desde pequena e que hoje passou a pertencer a um novo contato no meu aparelho.

Ah, todo chato é bonzinho
nunca te fez nenhum mal
ah, todo chato é calminho
como se faltasse sal


Ah, todo chato te conta
aonde passou o Natal
E sempre te dá um dica
de onde ir no carnaval


Ah, todo chato cutuca
pra você prestar atenção
chama cabeça de cuca
e arranha um violão


Diz que inventou uma música
e toca as seiscentas que fez
e quando você abre a boca e boceja
ele toca tudinho outra vez


Ah, todo chato é gosmento
mas não há como evitar
eu sou um chato e meu Deus não me agüento
só me tacando no mar

(Oswaldo Montenegro, "O Chato")

-> A versão ao vivo (e nem sei se há outra) tem  9 minutos e o grande barato é Oswaldo Montenegro contando histórias sobre o chato antes da canção em si. Mas não consigo colocar música nesse blog e só achei um vídeo (daqueles com fotos) no Youtube. Quer ouvir e dar boas risadas? É só clicar aqui.

9 de janeiro de 2011

Mexe com quem tá quieto!

Os meninos acabaram de chegar de uma festinha infantil. Thierry veio todo orgulhoso contar que havia um menino na piscina de bolinhas jogando bolinha no Fabrício com força (por que algumas crianças têm esse espírito, hein?). Ele, então, disse: "ow, não joga bolinha forte no meu irmão, não!". Mas o menino continuou jogando. Indignado, ele disse que, se era pra jogar, que jogasse nele. Quando o menino ameaçou, ele levantou, encheu o peito e disse: "só que eu sou muito maior que você!". O "invocadinho" enfiou o rabo entre as pernas e se mandou.

Merece um post, porque eu sempre imaginei um defendendo o outro assim, como dois irmãos devem fazer. Espero que seja sempre assim. Coisa mais linda!

Mais doce que o doce de batata doce


Meu bebê de 34 anos...

Sempre que eu faço bolo de festa, fico com medo das "críticas". Um dia ficou doce demais, outro dia ficou seco demais, outro ficou molhado demais. Sempre tem alguém pra relatar um defeito, mesmo que depois venha um "mas tá uma delícia". Eu mesma sou muito crítica em relação a tudo o que faço, mas ninguém gosta de ficar ouvindo os defeitos da comida que fez, principalmente se já os conhece. O bolo de ontem, modéstia à parte, estava muito gostoso - de chocolate, com recheio de brigadeiro com coco, coberto com merengue. Infelizmente, a cobertura - que fiz seguindo a receita à risca, coisa rara - ficou doce demais. Mas, para minha alegria, a única que colocou defeito fui eu - e a sogra apenas concordou, dizendo que "estava melado". A festa foi bem gostosinha, meninos se divertiram com o primo, nós jogamos conversa fora, e a comida tava boa. Só no final alguns ânimos se exaltaram, mas nada demais, só coisa de família. Tinha até música ao vivo...

"A melhor banda de todos os tempos da última semana"





8 de janeiro de 2011

Os efeitos da clara

Decidindo a cobertura do bolo, pedi ao marido para escolher entre brigadeiro e marshmallow. Enquanto discutíamos sobre o segundo conter clara crua, ficamos em dúvida o perigo era a clara, a gema ou o ovo todo mesmo. Marido me sai com essa: "Melhor não... comer a Clara é perigoso.... o Totó morreu, o Fred foi preso...". É um palhaço. Mas pior é a Gemma, que nem foi comida...

Somos quem podemos ser

O bolo do marido ficou pra hoje. Chocolate com coco, como ele gosta. No som, como não podia deixar de ser, meu CD preferido da minha banda preferida, gravado em dois daqueles dias que vão fazer parte do filminho da minha vida, quando eu morrer.  A música não está na minha lista de "10 mais", mas é perfeita. Porque, gostem ou não, nós "somos quem podemos ser".

24/03/2000 - Palace, São Paulo

"Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção

E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Nós somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter 

25/03/2000 - Palace, São Paulo
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

E nós somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter (e teremos)..."

(Humberto Gessinger, "Somos quem podemos ser", versão "10.000 destinos")


P.S.(update): As fotos são ruins mesmo (naquele tempo não tinha câmera digital, benhê! As amigas frequentadoras deste blog são "antiguinhas" como eu e vão se lembrar desses tempos tão remotos). No primeiro dia de gravação fiquei "colada" no palco, mas esqueci as pilhas da máquina e fiquei sem flash - lembrei no ponto de ônibus, mas ele era  fora do Campus, muito longe do alojamento onde eu morava e não dava pra voltar. No segundo dia, estava com a Thaís, minha "roommate" e melhor amiga na época, então não fui tão cedo e ficamos mais no fundo, pra fugir da muvuca. Consegui chegar ao palco na hora do bis, que tinha o Paulo Ricardo (aquele, do RPM). Mas gosto mais dessa foto aí.

7 de janeiro de 2011

Unhas

Eu nunca fui muito fã dessa moda de pintar só as pontinhas das unhas - adoro francesinha, mas a pontinha colorida, não. Olhava as da Melina na novela e achava tão esquisito quanto o cabelo de Playmobil dela. Então ontem, com o esmalte anterior (Militar) todo descascado, tarde da noite, sem ter tomado banho ainda e sem conseguir escolher uma cor, resolvi testar. Achei até que ficou legalzinho. Usei o Marina da Impala e a cobertura brilhante da Avon, que seca muuuuito rápido. Não sei quanto tempo vai durar, porque hoje é dia de compras, faxina, pia cheia de louça, um frango inteiro pra assar pro almoço (nunca fiz) e, de sobra, o bolo do marido pra amanhã, que ainda nem sei do que vai ser. Boa sorte pra elas, coitadinhas...


6 de janeiro de 2011

De fé

Eu não sei por onde começar. Já é a décima vez que passamos seu aniversário juntos e eu já disse tantas vezes o quanto te amo e o quanto te desejo o bem que não sei mais como fazê-lo sem ser repetitiva. Eu só queria uma maneira mais original de te dizer tudo aquilo que você e o mundo inteiro já sabem. Não encontrei. Mas nem por isso vou deixar de dizer o que eu quero...
...que eu te amo mais do que eu imaginei que amaria alguém na vida e que me sinto como se você fosse parte de mim desde que nasci;
...que sou grata por tudo o que você fez e faz por mim, por tudo que me deu e que conquistamos juntos, por todas as horas que esteve ao meu lado, sem diferença se o momento era bom ou ruim;
...que tenho orgulho do que você é, do que você faz e do que representa para as pessoas a seu redor, do seu caráter, sua honestidade, sua hombridade, sua lealdade, sua competência e sua coerência na defesa das suas ideias, mesmo quando não concordo com elas;
...que me sinto muito feliz e privilegiada por ter sido a escolhida para estar a seu lado pelo resto da vida, para compartilhar momentos alegres e tristes, para aprender e ensinar;
...e, acima de tudo, que eu desejo que você tenha tantas coisas boas na sua vida a ponto de não conseguir numerá-las, que tenha muita saúde, paz, sorte e harmonia (porque amor você já tem muito, por todos os lados), e que continue sendo sempre muito abençoado por Deus.

  Sei que não disse nenhuma novidade, nada que você não soubesse (até a música já cansei de cantar). Também não disse apenas porque é seu aniversário. Tudo isso eu sinto e expresso todos os dias, mas, você sabe, aniversários são muito importantes pra mim e é apenas minha vondade de gritar pro mundo que fica maior nesses dias. Feliz anivesário, mesmo que esta pequeniníssima homenagem tenha vindo apenas no finalzinho dele.

"Sempre que eu preciso
Me desconectar
Todos os caminhos
Levam ao mesmo lugar
É meu esconderijo
O meu altar
Quando todo mundo
Quer me crucificar...

Eu só quero estar
Com você!
Ficar com você!...

...

Eu tenho muitos amigos
Tenho discos e livros
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você...

Tenho sorte e juízo
Cartão de crédito
E um imenso disco rígido
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você"

(Humberto Gessinger, "De fé")

 

Nós te amamos muito!!!!!

OBS.: Demorei demais e acabei postando após a meia-noite. Mas, como estamos com o fuso horário de Pirassununga (hein???), tá valendo.

5 de janeiro de 2011

Casa dolce casa

Casa de mãe é tudibom, mas não tem nada como chegar em casa depois de 12 dias de viagem. Marido comemorou poder andar de cueca, eu fiz xixi e tomei banho com a porta aberta. Coisas que não dá pra fazer na casa de mais ninguém. Fomos alegremente recebidos pelo temporal, que veio 15 minutinhos após chegarmos na casa da sogra - que felizmente fica só a 1km de casa. Conseguimos nem subir com as malas. Primeira providência dos meninos: se trancaram no quarto, cercados de papel, canetinhas e tesoura, para fazer uma surpresa pro pai. Fabrício, sem que eu precisasse dizer nada, correu pegar a lixeira na área de serviço antes mesmo de começar. Agora ele está "filmando" tudo, descobriu a velha filmadora que não usamos mais porque nem encontramos fita pra ela. Era tão moderninha quando comprei, há 8 anos, agora me sinto jurássica olhando pra ela. O aniversariante fez pizza (uma massa e um recheio que são só nossos, melhor que de pizzaria, só fica faltando o forno a lenha), vou comer para buscar inspiração. E isso me lembra que posso descansar do maior medo que tive nesse tempo na casa da minha mãe: a balança. Com tudo de bom e engordativo que comi, o saldo foi de só meio quilo a mais! :D

Pérolas de Dom Fabrício

E então nós resolvemos que viríamos embora na terça para passar o aniversário do maridinho em casa, mas aí eu resolvi "ir pra cidade" (coisas de Pirassununga, hehehe) comprar um presentinho pra ele e umas coisas na casa de festas. Logo que cheguei, encontrei com a Denise, uma amigona do tempo do colégio que eu não via provavelmente desde a formatura. Como ela não está em nenhuma das redes sociais que estou (onde reencontrei muitas amigas, mesmo que só virtualmente), perdemos totalmente o contato - e eu nem sabia que ela está casada há 12 anos com um rapaz que eu conheço. Eu sou meio antissocial, não faço nem recebo muitas visitas, tenho poucos (mas seletos) amigos, mas eu fico tãooo feliz quando reencontro alguém de quem gosto e não vejo há muito tempo, é muito legal. Mas com as crianças fica tudo mais difícil... Conversamos pouco, mas foi legal. Demorei escolhendo o presente do marido (geeeente, eu nunca sei o que dar pra ele, acabei dando uma camisa pólo bonita, porque aí não tem erro, sei que ele usa), depois demorei na minha vó e acabamos saindo tarde para comer, o que nos fez decidir vir embora apenas hoje. Agora, senta que lá vem a história, que este post é só porque ontem o Fabrício tava "atacado"...

Sempre que vamos visitar minha avó, os meninos querem água (a de lá deve ser diferente...) e o Fabrício já sabe que minha tia mantém um pote de rosquinhas na cozinha, que ele sempre pede - e consequentemente me mata de vergonha, porque eu sempre critiquei criança que vai na casa dos outros e fica pedindo tudo que vê. Tá, não pedem tudo, só água e um biscoitinho, mas eu dou risada pra não chorar. Aí minha tia comentou que comprou uns biscoitos, mandou eu pegar pra eles e eu disse que não precisava. Na segunda vez que pediram água (segunda, hein? numa visita de meia hora), Fabrício observou um pacote no armário e perguntou o que era. Era o tal do biscoito e eu dei um pra cada. Na hora de ir embora, a tia falou pro Fabrício me pedir pra pegar mais biscoito para eles. Falei pra ele dizer "obrigado, tia, não precisa!", mas ele me olhou e disse: "Não, deixa, deixa, pega sim!" Risada geral. Enquanto ela insistia pra eu pegar o pacotinho todo pra eles levarem pra casa e eu dizia que não, ele me puxava e olhava com aquela cara de "fale por você". Só dá pra achar graça, porque sei que não é falta de educação, só coisa de crianças, mas... Aí fomos à pizzaria. Mostrei a ele que uma das pizzas se chamava "Dom Fabrício" e ele tratou de falar bem alto pro garçom: "Moço, a pizza chama Fabrício!!!" O moço já entendeu e perguntou quem chamava Fabrício. Ele, rapidamente, respondeu: "A pizza, ué?!" (dãr!). E, mais tarde, gritou bem alto no meio da pizzaria, que por sorte estava vazia: "Moço, eu quero minha pizza no prato!!!". Pra finalizar, minha mãe está reformando a  casa e resolveu trocar a porta e da janela da sala de lugar, então a parede teve que ser quase inteira derrubada. Quando chegamos em casa, Fabrício ainda não tinha visto o "estado" da parede, já bastante quebrada. Ele ficou indignado não só porque "os homens" quebraram toda a parede da vó, mas porque eles tinham ido embora e "deixado daquele jeito". Pronto. Agora já sei que terei problemas quando pedir que ele arrume o que deixou bagunçado...

PS.: Estou na estrada, quase chegando em São Paulo, vou guardar o netbook porque tenho medo de andar com ele. Mas mais tarde volto pra escrever alguma coisa pro meu amor, agora tão velhinho, esse senhor de 34 anos... hahaha

2 de janeiro de 2011

(Suspiros...)

Ontem, enquanto colocava os meninos para dormir, elogiei os dois por terem se comportado tão bem durante o dia, especialmente o Thierry, que só ganhou duas "carinhas tristes" porque demorou muito para fazer coisas que mandamos, mas ganhou outras cinco felizes. Ele ficou emocionado, os olhinhos se encheram de lágrimas e então perguntei porque ele estava chorando. Ele respondeu que era porque estava feliz por ter me deixado feliz e porque me amava  muito, e me abraçou bem forte. Chorando, disse que estava muito feliz por ter "conseguido se controlar" e não ter me respondido nenhuma vez, que só queria me fazer feliz porque eu faço tudo pra eles, compro tudo que eles querem... Expliquei que eu compro o que posso e porque posso, mas que isso não tem relação com meu amor por eles, que eu gostaria até de dar mais coisas, mas não posso e não está certo - presente a gente ganha nas datas de ganhar presente. Mas, segundo ele, eu "sou legal" porque não proibo quando alguém quer dar alguma coisa, como "no dia que o tio Matheus deu dinheiro (1 real cada), eu deixei que eles comprassem uma bolinha e não falei nada". Meu coração se encheu de alegria. Melhor sensação do mundo essa de se sentir amada por aqueles a quem você mais ama, por quem você luta e tenta fazer o seu melhor. Como no dia em que ele me disse que não queria ter outra mãe, que só queria a mim, simplesmente porque nenhuma outra seria eu. Vontade de "emoldurar" o momento só pra ficar olhando pra ele quando bater aquela insegurança. Porque a verdade é que a opinião de mais ninguém importa. Só a deles.

1 de janeiro de 2011

Novidade de Ano Novo

Feliz Ano Novo!!! :D

A ceia ontem foi deliciosa, com uma bacalhoada que só minha mãe faz e  rabanada (não pode faltar, amo!!!). A parte ruim foi logo na virada, pois o Fabrício não quis ficar lá fora, com medo dos fogos, por mais que eu tentasse. Aí ninguém consegue ver quase nada... Mas tá tudo certo, hoje fez até um desenho dos fogos e dele com uma carinha triste, de medo. Perfeito, babei! Difícil foi conseguir tirar uma foto sem o Fabrício fazer careta...
  
Feliz Ano Novo pra você!!!! :D

Meu joelho, o mapa hidrográfico do Brasil e a depilação atrasada.


 Mas este post é por outro motivo.

Os dois meninos estão com problemas disciplinares bem difíceis. Thierry responde até achar que tem razão, mesmo não tendo. Retruca tudo que a gente diz, debate, argumenta. Fabrício é tão cheio de fazer gracinhas que não sabe a hora de parar e acaba desobedecendo. E quando finge que não ouve, haja paciência. Também tem feito um pouco de birra quando contrariado. Isso só significa que estão crescendo, que são independentes e que têm personalidade. Mas nem por isso podem crescer sem disciplina e achando que têm razão sempre. Já tenho julgado que estou falhando algumas vezes, quando prometo castigos, fico ameaçando e acabo não cumprindo ou mesmo minimizando. Então ontem tive uma ideia e resolvi sair correndo pra executar. A ideia inicial era só para o Thierry e seria um caderninho onde colocaríamos a data e, a cada coisa boa que fizesse, ganharia uma bolinha dourada (aqueles adesivinhos); e preta, se fizesse uma coisa ruim. Bem simplezinho e achei que não seria grande coisa, mas não custava tentar. Seria só pra contabilizar, no final do dia, como ele se comportou. Ele mesmo sugeriu um prêmio ao final do mês, e eu fiquei de pensar. Saí de casa faltando 5 para o meio-dia, então dei de cara na porta da papelaria (no interiorrrrr, véspera de Ano Novo, meio-dia tá tudo fechado). Como precisava passar no mercado, acabei comprando uma agenda para cada um (porque o Fá iria querer mesmo) e lápis de cor - em vez de bolinhas adesivas, poderia fazer carinha verde feliz ou carinha vermelha triste. Como estão muito no esquema TV-computador-TV, trouxe também cadernos e giz de cera. Voltando às agendas, só poderíamos estreiar hoje e eu mal podia esperar. Logo que acordou, como foi escovar o dente na hora que mandei, sem reclamar, Thi já requereu sua "carinha feliz". Fá não quis a dele e eu não insisti, porque acho que ele não tinha entendido muito mesmo. Mas aí veio o momento "carinha triste". Quase ao mesmo tempo, Fabrício fingiu não ouvir que o mandamos, mais de uma vez, pegar os gizes que havia espalhado e Thierry enrolou para sair do computador, onde já tinha estourado o tempo. Não pensei duas vezes. Como já havia ameaçado, peeguei as duas agendinhas e fiz uma "carinha triste" em cada. Foi uma choradeira só. E, quando olhei, Thierry já estava fora do computador e Fabrício tinha guardado os gizes. Supernanny pra quê?